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O filme da GP7 Cinema estará no Festival de Cinema Brasileiro em Ternopil na Ucrânia, organizado pela Embaixada do Brasil em Kiev com o apoio da Administração Estatal Regional de Ternopil.
O Festival será de 6 a 8 de outubro de 2017 no “Palácio do Cinema”. Além do longa IVÁN, compõem a mostra os filmes “O Sal da Terra” e “Central do Brasil”.
O filme narra a história do imigrante ucraniano refugiado de segunda guerra mundial Iván Bojko, que foi sequestrado pelos nazistas em sua aldeia natal na província de Ternopil na Ucrânia em 1942 e levado para campos de trabalhos forçados na região de Hannover na Alemanha. Após a guerra, Iván imigrou para o Brasil e nunca mais retornou para a Ucrânia. O filme “Iván” documenta o retorno do imigrante ao seu país de origem 68 anos depois, já aos 91 anos de idade, numa verdadeira odisseia nesta viagem de volta ao passado.
A direção é de Guto Pasko e a produção de Andréia Kaláboa.

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Guto Pasko, Notícias

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O longa documentário aborda o cotidiano do município paranaense de Prudentópolis e fecha a trilogia ucraniana do diretor.

O município de Prudentópolis no Paraná é peculiar. Tudo inspira a Ucrânia. Dos atuais 52 mil habitantes, 75% são de origem ucraniana. Os ucranianos em Prudentópolis fizeram-se valer da superioridade numérica para impor seus meios de identificação, fazendo que, concomitantemente, os demais que também habitam a região (brasileiros e poloneses), assimilassem seus usos e costumes e, deste modo, aceitassem suas representações de modo incontestável, tornando-se um caso único no mundo, aonde o grupo que chega, domina o grupo receptor.

Embora estes três filmes abordem a temática da imigração ucraniana, são filmes absolutamente diferentes e independentes, com focos bem específicos, porém, se completam enquanto temática e estudo de caso.

O primeiro filme de Pasko que aborda a imigração ucraniana é o longa-metragem “Made in Ucrânia” (2006), que faz um resgate histórico-didático sobre a Ucrânia e as três fases da imigração para o Brasil.

O segundo filme é o longa-metragem “Iván” (produzido em 2010/2011 e lançado nos cinemas em 2015), retratando a vida do imigrante ucraniano Iván Bojko, que vive em Curitiba e é refugiado de segunda guerra mundial. O documentário é baseado nos diários pessoais dele e pano de fundo do filme é o comunismo soviético na Ucrânia e sofrimento desse imigrante nas mãos dos nazistas depois de ter sido sequestrado por eles numa aldeia rural da Ucrânia e levado para trabalho forçado na Alemanha no período da guerra.

O longa também foi selecionado no Edital de Licenciamento de filmes paranaenses promovido pela Secretaria de Cultura do Estado com o objetivo de estimular a difusão do audiovisual paranaense na Rádio e TV Educativa do Paraná (RTVE) – TV É-Paraná. As obras selecionadas e licenciadas passarão a fazer parte do cadastro de obras audiovisuais da RTVE pelo período de dois anos e serão veiculadas dentro da grade de programação da emissora.

A estréia do filme acontece dentro do festival internacional Olhar de Cinema. São duas sessões do filme dentro do festival. Dia 08/06 às 21h30min na sala 3 do Cine Itáu do Shopping Crystal no Batel, seguida de debate com o diretor Guto Pasko e Dia 09/06 às 16h30min na sala 4 do Cineplex do Shopping Novo Batel.

O filme foi produzido via Art. 1o. A da Lei do Audiovisual e contou com patrocínio master da COPEL através do Programa Conta Cultura da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, além de contar com patrocínio do BRDE, LAQUILA e CASAFERTIL.

Ficha Técnica:

Roteiro e Direção: Guto Pasko
Produção Executiva: Andréia Kaláboa
Direção de Produção: Amarildo Martins
Direção de Fotografia: João Castelo Branco
Captação e Edição de Som: Elenton Zanoni
Montagem: Guto Pasko e Heidi Peters

SINOPSE:

Em Prudentópolis no sul do Brasil, 75% da população são de origem ucraniana. Lá, os “brasileiros” sempre foram obrigados a compartilhar mesmo que involuntariamente, dos usos e costumes desse povo, que os “impôs” no dia-a-dia da população local por mais de um século, gerando muitos conflitos com quem não é ucraniano. Mas o processo de aculturação chegou, e para todos.

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Iván Bojko, protagonista do documentário de longa-metragem “IVÁN”, faleceu na noite de 23.12.2016, aos 97 anos de idade, na cidade de Curitiba.

Iván era ucraniano e veio para o Brasil como refugiado de segunda guerra mundial.

Iván Bojko vivia numa aldeia rural na Província de Ternópil no oeste da Ucrânia quando em 1942 foi sequestrado pelos nazistas e levado para campos de trabalhos forçados na Alemanha.

Após a guerra, ele não pode voltar para a Ucrânia porque naquele momento ela fazia parte da União Soviética e os russos consideravam quem estava na Alemanha como inimigo e então seu destino foi o Brasil e nunca mais conseguiu voltar para sua pátria.

A história de Iván Bojko chegou aos cinemas pelas mãos do cineasta paranaense Guto Pasko, que após receber dele seus diários de vida, decidiu produzir o longa-metragem com os percalços que o personagem passou.

O filme “IVÁN” documenta o retorno dele à sua terra natal 68 anos depois, já aos 91 anos de idade. Através do cinema, Iván Bojko ficou eternizado!

A produtora GP7 Cinema se solidariza com os familiares de Iván Bojko no Brasil e na Ucrânia. Foi uma honra contar essa história!

IVÁN BOJKO
*15.06.1919
+23.12.2016

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O filme de Guto Pasko aborda o cotidiano do município paranaense de Prudentópolis e fecha a trilogia ucraniana do diretor. O longa foi selecionado no Edital de Licenciamento de filmes paranaenses promovido pela Secretaria de Cultura do Estado com o objetivo de estimular a difusão do audiovisual paranaense na Rádio e TV Educativa do Paraná (RTVE) – TV É-Paraná. As obras selecionadas e licenciadas passarão a fazer parte do cadastro de obras audiovisuais da RTVE pelo período de dois anos e serão veiculadas dentro da grade de programação da emissora.

O primeiro filme de Pasko que aborda a imigração ucraniana é o longa-metragem “Made in Ucrânia” (2006), que faz um resgate histórico-didático sobre a Ucrânia e as três fases da imigração para o Brasil.

O segundo filme é o longa-metragem “Iván”  (produzido em 2010/2011 e lançado nos cinemas em 2015), retratando a vida do imigrante ucraniano  Iván Bojko, que vive em Curitiba e é refugiado de segunda guerra mundial. O documentário é baseado nos diários pessoais dele e pano de fundo do filme é o comunismo soviético na Ucrânia e sofrimento desse imigrante nas mãos dos nazistas depois de ter sido sequestrado por eles numa aldeia rural da Ucrânia e levado para trabalho forçado na Alemanha no período da guerra.

E o terceiro e último longa-metragem da trilogia ucraniana é “Entre Nós, O Estranho”, sobre a cidade natal do diretor. O município de Prudentópolis no Paraná é peculiar. Tudo inspira a Ucrânia. Dos atuais 52 mil habitantes, 75% são de origem ucraniana. Os ucranianos em Prudentópolis fizeram-se valer da superioridade numérica para impor seus meios de identificação, fazendo que, concomitantemente, os demais que também habitam a região (brasileiros e poloneses), assimilassem seus usos e costumes e, deste modo, aceitassem suas representações de modo incontestável, tornando-se um caso único no mundo, aonde o grupo que chega, domina o grupo receptor.

Embora estes três filmes abordem a temática da imigração ucraniana, são filmes absolutamente diferentes e independentes, com focos bem específicos,  porém, se completam enquanto temática e estudo de caso.

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Por Celso Sabadin do Planeta Tela.

Foi Tolstoi – não foi? – que disse que se o escritor quiser ser universal, ele deve retratar sua própria aldeia? Pois o cineasta Guto Pasko deu um passo além: não só criou um documentário universal, ao abordar valores de profunda identificação com todas as culturas e corações mundiais, como também levou o próprio objeto de seu filme de volta à sua aldeia.

Explico: o longa “Iván” focaliza a simpática figura de Iván Bojko, refugiado ucraniano que durante a Segunda Guerra foi tirado à força de seu país por nazistas, realizou trabalhos forçados na Alemanha, imigrou para o Brasil, e nunca mais viu sua família nem sua terra. Aos 91 anos, hoje o Sr. Iván seria um prato cheio para um belo documentário que contasse todas esta histórias. Mas o filme guarda uma surpresa (não é spoiler) que o coloca alguns degraus acima de (mais) um simples registro de um sobrevivente de guerra: para o espanto do próprio entrevistado, a produção do longa armou o seu retorno à Ucrânia, para revisitar a terra que forçosamente abandonara há mais de 60 anos, e conhecer parte de sua família que nunca vira.

“Iván” é o registro desta jornada. É um filme sobre retornos, reencontros, raízes culturais, relações familiares, perdas… não tem como não emocionar. Não tem como vê-lo de olhos secos, principalmente num momento como este, onde o tema dos refugiados volta à pauta mundial, com terríveis repercussões.

“Iván” tem direção de Guto Pasko, realizador paranaense descendente de ucranianos, e que já havia abordado o tema imigração em outros títulos de sua filmografia, como “Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná”, “A Colônia Cecília” (neste caso, sobre imigrantes italianos) e “O Herói de Cruz Machado” (poloneses).
O filme recebeu premiações no Festival de Cinema de Maringá, Florianópolis Audiovisual Mercosul, Fest Cine Goiânia, além de ser exibido nos festivais de Brasília, Mostra Tiradentes, Olhar de Cinema (Curitiba), Cinesul, FENAVID (Bolívia), Festival Cinematográfico de Montevideo (Uruguai) e Festival Latino-Americano de Cinema de Trieste (Itália).

Uma repercussão mundial para este tema tão universal.

Link original do Planeta Tela:

http://www.planetatela.com.br/noticia/ivan-emocionante-e-universal-como-a-aldeia-de-todos-nos/

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Critica de Luiz Carlos Merten no Jornal O Estado de S.Paulo em 30.11.2015.

Documentário de Guto Pasko acompanha a volta de Iván Bojko à sua Ucrânia após décadas.

Foi durante a realização do documentário Made in Ucrania, sobre ucranianos no Brasil, que o cineasta paranaense Guto Pasko conheceu Iván Bojko. Ele entrevistou o velhinho que fazia banduras e tocava o instrumento típico da Ucrânia. E Iván contou como, muito jovem, foi levado do país pelos nazistas para trabalhar na Alemanha. Com o fim da 2.ª Guerra, Iván tentou, mas não pôde voltar à cidade onde nasceu porque era considerado colaboracionista. Migrou para o Brasil em 1948 e aqui viveu/vive, saudoso das suas origens.

Pasko percebeu o material que tinha nas mãos. E, munido de uma câmera, ofereceu a Iván a passagem que ele recusa. Voltaram à Ucrânia pós-comunista, quase 70 anos depois, em busca do tempo perdido. O tempo reencontrado traz algo de despedida. Kiev mudou tanto que Iván não reconhece mais a capital da Ucrânia. Na cidade onde nasceu, o padre pede à congregação que o receba. Os sobreviventes, os que eram jovens como ele, viajam nas lembranças.

Mas Iván possui uma espécie de chama. Ele tem energia, entusiasmo. Não se deixa abater. Foi durante toda a vida, e continua sendo, um resistente. É o sentido da sua viagem. No mundo global, todo mundo sabe que as fronteiras só são abertas para o turismo e o consumo. Na Europa, todo dia ouvimos as histórias brutais de repressão às migrações. Por 70 anos, Iván carregou a Ucrânia em seu coração, e é lá, e só lá, que ela vive. No mundo em transformação, ele se sente mais ucraniano no Brasil. Ao receber a árvore genealógica da família, ele se dá conta da quantidade de parentes que nunca conheceu.

É um belo filme sobre memória. Sobre perdas e ganhos. A história de uma identidade reencontrada – internamente. Se Iván fosse uma personalidade pública, como Malala, os críticos talvez dissessem que o documentário de Pasko é hagiográfico, mas não é só. Como a da jovem Malala, a vida do velho Iván é daquelas que vale revisitar. Ambos nos iluminam, esclarecem.

O documentário Iván, em cartaz, mostra que alguns momentos são decisivos. Iván reencontra a irmã e ela lhe conta como foi a morte da mãe. Iván passeia por um campo de girassóis, a flor que virou marca registrada da Ucrânia, como a bandura. No mundo globalizado, ele ouve de dois velhos que tocam o instrumento, em Kiev, que os jovens não se identificam mais com o som da bandura. Estrangeiro na própria terra, sente-se também anacrônico. Sabe que não vai mais encontrar a irmã, que as banduras que produz talvez morram com ele.

Link para matéria original:

http://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,ivan-e-um-belo-filme-sobre-memoria–perdas-e-ganhos,10000003299

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Matéria Publicada no Caderno G do Jornal Gazeta do Povo em 23.11.15.

Documentário leva o nonagenário Iván Bojko em viagem à Ucrânia para reencontrar a irmã que não via há 68 anos.

Após lançar em 2006 o documentário “Made in Ucrânia”, que abordava a imigração ucraniana no Brasil, o cineasta Guto Pasko foi presenteado por um de seus entrevistados.

Emocionado, Iván Bojko, à época com 86 anos, entregou em suas mãos dois cadernos. Eram diários que relatavam o cotidiano de um ucraniano após ser retirado de casa e levado à Alemanha pelo regime nazista na década de 1940.

O diretor viu que tinha uma grande história ali, que merecia ser levada às telas. Guto só não imaginava que daquela história nasceria outra, ainda mais emocionante.

“Iván”, o documentário que tem pré-estreia em Curitiba nesta terça-feira (24) e estreia nos cinemas de todo o Brasil na quinta (26), não se limita apenas a desvendar a história de seu protagonista. O filme literalmente leva-o ao encontro da história, em uma jornada à Ucrânia após quase sete décadas de separação.

Quando Guto entrevistou Iván em seu primeiro filme, foi para conhecer o octogenário que produzia e tocava a bandura, instrumento musical típico ucraniano.

Nas conversas, ficou sabendo que o ucraniano foi tirado à força do país natal em 1942 e levado à Alemanha para trabalhos forçados.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, ele não pode retornar ao país (então União Soviética) porque era considerado traidor pelo regime comunista.

Conseguiu vir para o Brasil, onde chegou em 1948 e permanece até hoje. À Ucrânia, onde ficaram os pais e duas irmãs, não voltou mais.

Guto conta que, após ver “Made in Ucrânia”, Iván o procurou. Foi quando lhe entregou os diários, com relatos dos 9 anos de idade até a chegada ao Brasil. “Tudo o que ele viveu nesse período, sob o regime nazista estava ali. À medida que eu ia lendo e traduzindo, ecoavam as palavras dele ao me entregar aquele material: ‘as pessoas precisam saber disso’”, conta o cineasta.

Como mostrar isso ao público? A pergunta levou a uma ideia ousada, viabilizada graças à seleção em um edital da Petrobras, que garantiu os recursos necessários para o projeto.

A proposta consistia em levar Iván de volta à Ucrânia, para visitar o vilarejo onde morou e reencontrar a irmã, que não via há 68 anos, desde que foram separados pela guerra. “Tínhamos bem claro o caminho a percorrer, mas era impossível prever o que iria acontecer”, conta Guto.

O resultado foram centenas de horas de filmagem, acompanhando um senhor de 90 anos, percorrendo 5 mil quilômetros pela Ucrânia em 40 dias. Entre o anúncio da viagem e o esperado reencontro com a irmã, Iván revê locais, pessoas e a cultura nativa. “Sabíamos que seria algo muito forte emocionante. Foi uma experiência transformadora para toda a equipe”, conclui o cineasta.

Por Anderson Gonçalves

http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/cinema/cineasta-guto-pasko-leva-ivan-para-casa-8mg9ackfgyrnehdgbjwpudbnr

Assista ao trailer de “Iván”:

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Matéria Publicada no Jornal Gazeta do Povo em 23.11.15.

Uma coisa é certa sobre as sessões de “Iván”: muita gente vai sair do cinema com lágrimas nos olhos. E elas não vão correr apenas uma vez. Durante os 109 minutos do filme, são vários os momentos em que é possível (ou inevitável) se emocionar junto com o protagonista em sua jornada à terra natal.

O diretor curitibano Guto Pasko soube tirar grande proveito do material que tinha nas mãos. Iván Bojko, de 96 anos, o homem que dá nome ao filme, é um personagem único. Carismático e dono de uma memória invejável, ele conduz o documentário por conta própria. A despeito da história triste que carrega, cativa o espectador com sua fala tranquila, os sorrisos e as narrações que lembram em detalhes minuciosos as recordações de décadas atrás.

Guto conta que fez praticamente um reality show, registrando a viagem em tempo integral para não perder nenhum momento importante. É o que faz de “Iván” um filme acima da média. Não foi necessário usar de linguagem apelativa ou forçar a barra para criar belos momentos. As cenas em que o ucraniano visita a antiga casa e quando abraça a irmã são emoção pura, dispensam qualquer artifício.

Sem recursos técnicos ou narrativos mais intrincados, “Iván” é um documentário que funciona fazendo o “feijão com arroz”. Méritos de um diretor que, ciente do potencial de seu protagonista, deixou que a história se abrilhantasse por si mesma.

Por Anderson Gonçalves

http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/cinema/ivan-bojko-hoje-com-96-e-carismatico-e-dono-de-uma-memoria-invejavel-6n58j2opeic7fr7hlairwv03r

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Documentário “Iván” revela drama de apátrida no Brasil e começa a ser divulgado no país.

Brasília, 11 de novembro de 2015 (ACNUR) – A campanha global #IBelong (www.unhcr.org/ibelong), promovida pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) para acabar com a apatridia no mundo, tem um novo aliado em defesa de sua causa. Trata-se do documentário brasileiro “IVAN”, que será lançado na próxima semana em diversas capitais brasileiras. Amanhã, às 10h00 o filme será exibido exclusivamente para a imprensa no Cine Odeon, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a sessão para a imprensa acontece na próxima 2ª feira (dia 16/11), às 10h30 no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca.

O documentário retrata de forma comovente o reencontro de Iván Bojko com seu pais de origem, a Ucrânia, após 68 anos de exílio. Em 1942, Iván foi tirado à força de seu país pelos nazistas para fazer trabalhos forçados na Alemanha, onde permaneceu até 1945. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, não pôde retornar à Ucrânia e veio para Brasil em 1948 como refugiado. Por não ter documentos que comprovassem sua origem, viveu como apátrida no país até os anos 90, quando adquiriu a nacionalidade brasileira.

Para retornar à Ucrânia, Iván viajou com um passaporte brasileiro. Em um dos seus depoimentos no documentário, Iván reconhece o valor de ter uma nacionalidade. “O Brasil é uma terra que me deu segurança para o resto de minha vida, inclusive me deram a cidadania brasileira. Hoje sou cidadão brasileiro e espero já naquela terra descansar definitivamente”.

Para o diretor do filme, Guto Pasko, Iván é um exemplo de superação diante as adversidades que marcam a trajetória dos apátridas pelo mundo. “Iván sofreu as duras consequências dessa situação pelos quais passam atualmente milhares de pessoas em todo o mundo. Mas Ivan nunca perdeu a esperança na humanidade. Desejo que o filme Ivan sirva de inspiração para cada cidadão ainda apátrida desse planeta”.

A ONU estima que existam cerca de 10 milhões de apátridas no mundo, e a campanha #IBelong do ACNUR pretende, nos próximos 10 anos, erradicar a apatridia – um limbo jurídico para milhões de pessoas que não têm nacionalidade reconhecida por nenhum país e vivem sem garantias de seus direitos humanos. A campanha #IBelong foi lançada pelo ACNUR em novembro de 2014, no marco do 60º aniversário da Convenção de 1954 das ONU sobre o Estatuto dos Apátridas. Com a campanha, o ACNUR espera reunir 10 milhões de assinaturas na “carta aberta”, utilizando-a para demonstrar o apoio popular ao fim da apatridia.

A Carta Aberta (em português) está disponível em www.unhcr.org/ibelong/carta-aberta.

As sessões exclusivas para a imprensa também reunirão formadores de opinião, apoiadores da causa dos refugiados e representantes de instituições ligadas ao tema. O diretor do filme, Guto Pasko, estará presente. Para participar da sessão, jornalistas e pessoas interessadas devem confirmar presença pelo email rodrigojduarte@gmail.com

No dia 19 de novembro, o filme terá sua pré-estreia no Rio de Janeiro, no Cine Odeon, com venda limitada de ingressos. A sessão contará com as presenças do diretor Guto Pasko, da produtora Andréia Kaláboa e da chefe do escritório do ACNUR em São Paulo, Isabela Mazão.

Serviço:
Pré-estreias:
19/11 – Rio de Janeiro (Cine Odeon)
23/11 – São Paulo (Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca)
24/11 – Curitiba (Espaço Itaú de Cinema – Shopping Crystal)

Estreias:
19/11 – Rio de Janeiro
26/11 – São Paulo, Curitiba, Brasília e Porto Alegre

Iván na internet:
Facebook: www.facebook.com/ivanfilme
Instagram: @ivanfilme
Site oficial: ivanfilme.com

Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR)
Facebook: www.facebook.com/AcnurAmericas
Twitter: twitter.com/ACNURBrasil
Site oficial: www.acnur.org.br
Site da campanha #IBelong: www.unhcr.org/ibelong/carta-aberta

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Cabine de imprensa IVÁN no Rio de Janeiro:

Data: 12/11 (quinta-feira)

Horário: 10h

Local: Cine Odeon (Praça Floriano, 07 – Centro)

Obs: o diretor Guto Pasko estará presente no local para atender à imprensa

Cabine de imprensa IVÁN em São Paulo:

Data:16/11 (segunda-feira)

Horário: 10h30

Local: Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca Sala 4 (Rua Frei Caneca, 569, 3º andar – Consolação)

Obs: o diretor Guto Pasko estará presente no local para atender à imprensa