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Matéria publicada no CADERNO G do Jornal Gazeta do Povo em 30 de dezembro de 2004.

PERSONAGEM – Guto Pasko é a novidade do audiovisual paranaense.

Made in Ucrânia

Diretor irá realizar dois documentários para TV em 2005

Ao ser anunciada, a duas semanas, a lista dos vencedores do primeiro edital de cinema e vídeo da Secretaria de Estado da Cultura trouxe como novidade a presença de Guto Pasko, 28 anos, um novo produtor e diretor paranaense, que teve seu projeto de documentário, Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná, aprovado na categoria telefilme. Ele foi selecionado juntamente com nomes mais conhecidos do cinema paranaense. Os diretores Fernando Severo e Marcos Jorge (na categoria longa), os irmãos Werner e Willy Schumann, e a fotógrafa e cineasta Heloísa Passos (os três últimos também com propostas de telefilmes).

Pasko é proprietário da GP7 Cinema & Atores (produtora, agência de atores e escola de cinema e tevê) e no final deste ano lançou o longa-metragem independente Sociedade, apresentado na Cinemateca de Curitiba. A empresa também será responsável pela produção de Antonina, Morretes e Paranaguá – Unidas pela História, de Maria Fernanda Cordeiro, um dos dois projetos paranaenses vencedores da segunda edição do DOC-TV (programa criado pelo Ministério da Cultura e Rede Pública de Televisão para incentivar a produção de documentários no país) – Pasko irá co-dirigir o trabalho.

Descendente de ucranianos – daí o interesse por contar a história desse povo europeu no Paraná -, o diretor nasceu em Prudentópolis (sudeste do estado), de onde saiu para a capital paranaense com 11 anos, pois não queria ser padre, como desejava seu pai. “A gente vivia isolado na comunidade e até os 8 anos eu não falava português. Era um garoto muito tímido e, quando cheguei em Curitiba, a galera zoava da minha cara, pois eu falava tudo “erado” e nada “coreto”, brinca. A melhora no português foi conseguida com a ajuda de uma professora na escola, que lhe deu muitos livros para ler, ajudando-o no desenvolvimento da linguagem. Ainda nesta época de criança, Pasko conheceu o teatro, através de uma peça infantil, e decidiu que queria fazer parte do mundo das artes. “Queria fazer um curso de teatro, mas não tinha recursos. Na minha família quem não é agricultor é cabeleireiro. Aos 15 anos, recebi dinheiro de uma tia minha pra fazer um curso de cabeleireiro, mas paguei o meu primeiro curso de teatro, da Companhia Os Satyros”, revela. Alguns anos mais tarde, ele iria para o Rio de Janeiro, fazer cursos na Casa de Talentos, escola especializada em cinema e televisão (formadora de alguns atores globais como Giovana Antonelli, Leonardo Brício e Lavínia Vlasak). Ficou cinco anos por lá, acabou virando professor do estabelecimento e até abriu uma franquia na capital carioca, sendo fechada após a falência da empresa.

Pasko voltou a Curitiba em 2001, quando abriu a GP7. “Comecei com uma filosofia parecida com a da Casa de Talentos, de escola especializada principalmente em interpretação. Em Curitiba, temos muitas e ótimas escolas de teatro, mas nada mais voltado para a atuação no segmento de cinema e televisão”, confirma ele, lembrando que em 2004 o italiano Pietro Barana tornou-se seu sócio. Além da formação de atores, a empresa oferece cursos técnicos de cinema (roteiro, produção e direção) e também começa a agenciar atores, trabalho que já faz informalmente e que será realizado de forma oficial a partir de janeiro. Há também o braço produtor da empreitada, que além dos documentários vencedores de concursos, pretende realizar mais quatro curta-metragens em 2005 – três em Curitiba e um em Ponta Grossa, onde há uma filial da GP7. “O mercado de cinema está crescendo no país e tem boas perspectivas, mesmo no Paraná. Os filmes que serão realizados com o prêmio estadual deverão gerar centenas de empregos diretos para as pessoas daqui”, finaliza.

Serviço:
GP7 Cinema & Atores (Rua Fagundes Varela, 1878 – Jd. Social), (41) 362 2525).

Projetos GP7:
Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná – projeto de documentário vencedor do prêmio estadual de cinema e vídeo na categoria telefilme.
Antonina, Morretes e Paranaguá – Unidas pela História- projeto de documentário vencedor da segunda edição do DOC-TV.
Agosto Amargo, Festa de Eliete e 23 Degraus, curtas-metragens que serão realizados em Curitiba em 2005. Teoria X, curta a ser realizado em Ponta Grossa.

Rudney Flores

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Escola pode virar alternativa para quem busca mercado do Rio e de São Paulo.

Matéria publicada no Espaço 2 do Jornal do Estado em 24 de abril de 2004.

Foi-se o tempo em que a produção cinematográfica no Brasil era exclusivamente do eixo Rio – São Paulo. Atualmente, empresas paranaenses têm investido na produção de filmes e no treinamento de profissionais de cinema e TV no estado. A escola, agência e produtora curitibana Studio GP7 Brazil, sediada em Curitiba, é um exemplo. Segundo um dos proprietários, o cineasta Guto Pasko, o Paraná sempre teve tradição em teatro. No entanto, para se aprimorar em cinema e TV as pessoas tinham que migrar para outras regiões. Hoje, isso está mudando.

Para Pasko, atualmente o cinema vem se desenvolvendo no Paraná e as perspectivas para o crescimento da indústria cinematográfica no estado são bem otimistas. Em 2003 foram produzidos no Paraná 23 filmes, através de leis de incentivo à cultura. No entanto, ainda falta uma mão de obra qualificada no mercado, e muitas dessas produções utilizaram profissionais do eixo Rio – São Paulo. Segundo o cineasta, isso se deve ao fato, de haver poucas escolas especializadas em cinema localmente.

Segundo Pasko, a inserção do Paraná na rota das produções cinematográficas nacionais, depende da construção de uma cultura de aceitação da “sétima arte” no estado. “É necessário que as pessoas percebam a importância do cinema como espelho da sociedade para o fortalecimento de suas próprias identidades”. No que se refere a ensino, Pasko ressalta que é necessária uma metodologia que enfatize mais a prática do que a teoria. “A maioria das pessoas não fazem ideia do que é trabalhar com cinema e TV. É por isso que o curso que propomos contempla a realização de um filme, onde os alunos percebem as dificuldades da profissão”, conclui o cineasta.

Depois do curta Entrevista de Emprego e do longa Pensa que é Fácil? (em fase de edição), o Studio GP7 Brazil está perto de finalizar seu terceiro filme no Paraná. O longa-metragem intitulado Sociedade é caracterizado pela originalidade e polêmica com que trata a relação do homem com a sociedade. A ovra conta com a participação dos alunos da escola em todos os aspectos de sua construção e com a trilha sonora da banda curitibana Cores D Flores. Gravado em digital, o filme será possivelmente passado para película.