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Guto Pasko, Imprensa, Notícias

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A emissora de TV Pública do Estado E-Paraná exibiu matéria especial sobre os 14 anos da produtora GP7 Cinema, dando destaque para as produções recentes de conteúdo para televisão e cinema.

São mais de 35 obras audiovisuais produzidas ao longa da história da produtora e nos últimos cinco anos de atuação o foco principal tem sido a produção de conteúdo para emissoras de TV.

Somente para a RPC TV (afiliada TV Globo no Paraná) a GP7 Cinema produziu 23 episódios de TV ficção para o quadro Casos e Causos, além da minissérie de época “Colônia Cecília – Uma História de Amor e Utopia”, que retrata a história da única experiência (real) anarquista da América Latina, idealizada por imigrantes italianos no município paranaense de Palmeira, entre 1890 e 1894.

Esse know how adquirido nesse período deu confiança para a produtora alçar voos maiores. Nos últimos dois anos uma equipe de 09 roteiristas parceiros da GP7 Cinema está trabalhando no desenvolvimento de uma carteira de 10 projetos de séries para TV de diferentes tipologias, visando atender as grandes emissoras do eixo Rio-São Paulo, principalmente os canais por assinatura, que desde a entrada em vigor da Lei 12.485/11, estão tendo que cumprir uma cota mínima de 3,5 horas semanais de conteúdo audiovisual brasileiro independente em suas grades de programação.

Essa nova janela que se abriu no mercado audiovisual brasileiro é a grande aposta da GP7 Cinema para se consolidar no mercado como produtora de ponta na produção de conteúdo de qualidade. A meta da produtora é se tornar referência nacional entre as produtoras do sul do Brasil aptas a atender todas as emissoras de grande porte do país, tanto os canais nacionais quanto estrangeiros, sejam emissoras de TV por assinatura ou abertas. Hoje a estrutura técnica e humana da GP7 Cinema está preparada para atender essa demanda.

Foi destaque também na matéria do E-Cultura a produção internacional do longa-metragem “Iván – De Volta Para o Passado”, filmado no Brasil, Alemanha e Ucrânia. O documentário retrata a história de vida do imigrante ucraniano Iván Bojko, refugiado de segunda guerra mundial, que vive em Curitiba. O filme foi selecionado na Chamada Pública PRODECINE 03/2013 e entrará em cartaz nas salas de cinema de todo o país ainda em 2015.

Confira a matéria na integra no link abaixo:

Veja o making of da produção da minissérie “Colônia Cecília”.

Confira o trailer do longa “Iván – De Volta Para o Passado”.

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Cursos Atores, Guto Pasko, Notícias

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O Caçador, em cartaz desde o mês passado, buscou em nosso celeiro de descendentes de europeus atores com facilidade para imitar sotaques.

A familiaridade com sotaques estrangeiros típica do Paraná está ajudando a projetar alguns de nossos atores em rede nacional. Desde a estreia do seriado O Caçador, estrelado por Cauã Reymond e Cleo Pires, três nascidos ou radicados por aqui mostraram sua arte em dois episódios cujas tramas, assinadas pelos escritores e roteiristas Marçal Aquino e Fernando Bonassi, pegam pesado no gênero policial. A proposta do seriado envolve diversos personagens estrangeiros, que se comunicam num português com sotaque.

No terceiro episódio, que foi ao ar dia 25 de abril, o personagem de Cauã Reymond, ex-policial que decidiu assumir a carreira de detetive particular após uma traição que o levou à cadeia, é contratado para encontrar um italiano que teria assassinado brutalmente uma adolescente. O casal que procura o protagonista André o convence de que o crime foi realizado contra a filha deles, e que o objetivo de localizar o criminoso Pietro Vaccarezza seria alertar a imprensa para que ele seja extraditado à Itália.

Para viver convincentemente o estrangeiro, “exportamos” Mauro Zanatta, que ficou conhecido por sua já antiga Escola do Ator Cômico após estabelecer-se em Curitiba, vindo de Concórdia (SC). “Meu pai veio do Vêneto, então, apesar de só enrolar no italiano, tenho a sonoridade da língua”, explica o ator e diretor, em cartaz atualmente com Super Homens.

Ao longo do episódio, seu personagem muda de vilão a refugiado caçado pela máfia – era dele a filha morta.

Se o papel de Mauro foi importante – neste episódio, ele contracenou, além de Cauã, com a ótima Grace Passô –, o de Chico Nogueira, ator e fotógrafo da cena curitibana que apareceu no quarto episódio, foi ainda maior.

Na pele do alemão Jurgen, ele, que viveu na Alemanha e lá conheceu até a coreógrafa Pina Bausch (1940-2009), contrata os serviços de André para encontrar seu pai biológico, que teria fugido para o Brasil durante a guerra.

Como se tornou marca registrada do programa, reviravoltas obrigarão a mudanças de conceito: após encontrar o túmulo do pai, a dupla descobre que o pai de Jurgen era um nazista escondido no Brasil – e que estava vivo. O personagem idoso é vivido com maestria pelo nosso também local Luthero de Almeida. A revolta humanista acaba sobrepujando o interesse filial, e os dois se despedem no pior dos termos, para dizer o mínimo.

“O que eu achava que seria uma cena, descobri serem nove. Meu personagem tinha uma história de verdade, com longas falas. Tremi nas bases”, confessa o ator. Após as gravações, o resultado foi considerado excelente, ele conta. Chico agora tem a expectativa de ampliar a parceria com a Rede Globo, já com propostas na manga, mas das quais não pode falar.

O caminho que levou a ele e Mauro até a Globo foi seguido por Sandro Tueros, peruano que trabalha com teatro infantil em Curitiba desde 1998: por meio do produtor Guto Pasko, que faz um meio de campo entre atores locais e as demandas globais. De posse de gravações do quadro “Casos e Causos”, do Revista RPC, ele “vendeu o peixe” curitibano que emplacou em O Caçador.

Sandro aparecerá nos dois últimos capítulos, 13 e 14, como o capanga paraguaio Gutierrez. Há cenas de luta de alta tensão com o personagem de Cauã, além de perseguições em que o peruano foi filmado a partir de um helicóptero, dirigindo um caminhão. Para as gravações, os atores viajaram de cinco a sete vezes ao Rio de Janeiro.

Experiência

Chico, Mauro e Sandro só falam bem do contato com “o padrão Globo” de trabalho, que os surpreendeu.

“É um profissionalismo que dá uma segurança muito grande para o ator”, conta Mauro. “É como entrar na fábrica dos sonhos, com dublê e preparador corporal”, concorda Sandro.

“Até a mulher do café veio me dizer que tinha se emocionado após minha cena mais longa”, conta Chico. “Aplaudem no final… e o diretor ficou gritando o quanto estava bom. Além disso, o Cauã é muito generoso. No meio do meio do meu maior ‘bife’ [trecho longo de fala de um ator] ele decidiu não dizer as falas dele.”

Publicado em 25/05/2014 |

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Casos e Causos, Cursos Atores, Guto Pasko, Notícias

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Cerca de 700 pessoas lotaram, na noite de 25 de fevereiro, o Cine-teatro do município de Palmeira, na região paranaense dos Campos Gerais, para assistir a uma história bastante especial. Com duração total de 50 minutos, foram exibidos ao público os quatro episódios da minissérie Colônia Cecília, dirigida pelo cineasta Guto Pasko, que irá ao ar em abril dentro do programa Revista RPC.

Veja o Making Of:

Realizada em regime de coprodução entre a GP7 Cinema, empresa de Pasko, e a RPC TV, Colônia Cecília não tem a ambição de reconstituir toda a trajetória dos imigrantes, em grande parte de origem italiana, que vivenciaram uma experiência anarquista única entre os anos de 1890 e 1894 na região de Palmeira.

Gravada em outubro do ano passado, mas resultado de um processo criativo que se estendeu ao longo de oito meses, a minissérie mistura fato e ficção. Ao mesmo tempo em que estão em cena personagens verídicos, como o fundador e idealizador da colônia, o agrônomo e veterinário anarquista Giovanni Rossi (Val Sales), ou o médico Franco Grillo (o diretor e ator italiano Pietro Barana), que teve papel fundamental em sua criação, os protagonistas são personagens inventados por Mário Lopes, coautor do roteiro, arrematado por Pasko.

A trama de Colônia Cecília conta a jornada do casal italiano Fabrizio (Daniel Siwek) e Giulia (Carol Damião), que chega ao Paraná, em 1892, a convite de um tio, Casimiro (Roberto Innocente), sem saber ao certo o que iria encontrar. Pasko conta que o público descobrirá, através dos olhos desses personagens, muito do que foi vivido pelas cerca de 250, 300 pessoas que fizeram parte da comunidade ao longo daqueles quatro anos no fim do século 19.

Autenticidade

Para efeito de verossimilhança e também de olho no mercado externo, Pasko fez questão de que, entre os 60 integrantes do elenco, os 20 principais dominassem o idioma italiano. Até porque, todas as cenas das quais eles participaram foram gravadas tanto em português quanto no idioma nativo dos personagens. “Como são recém-chegados, Fabrizio e Giulia, se falam apenas na própria língua quando estão sós. Tivemos de brigar por isso com a RPC, mas conseguimos e seus diálogos serão legendados.”

O curioso é que, entre esse elenco principal, apenas um dos atores, justamente Daniel Siwek, era o único que não dominava o italiano. Apesar de ter ido muito bem nos testes, foi descartado em princípio. “Mas ele reapareceu, depois de passar dez dias treinando suas falas com uma professora, e nos pediu uma nova chance. Seu empenho e es­­forço nos surpreendeu”, conta Pasko.

Nessa missão de dar a maior autenticidade possível a Colônia Cecília, o diretor e ator italiano Roberto Innocente, que vive o tio de Fabrizio, teve papel fundamental. Como seu personagem, que é uma espécie de guia para os sobrinhos e, consequentemente, para os espectadores so­­­bre o que era a comunidade, Innocente também participou ativamente do processo de preparação do elenco, ocupando-se de detalhes linguísticos, usos e costumes, no intuito de emprestar verdade à produção, cujo orçamento estimado foi de R$ 300 mil – segundo Pasko, a RPC entrou com R$ 85 mil e o restante foi levantado graças ao apoio irrestrito da prefeitura de Palmeira e a investimentos de sua produtora.

Com 11 episódios do quadro “Casos e Causos” da Revista RPC no currículo, Pasko conta que Colônia Cecília lhe deu a chance de se aprofundar em uma temática que o apaixona: a imigração no Paraná, já trabalhada em dois documentários de sua autoria, Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná e Iván – De Volta para o Passado.

Apesar de a experiência anarquista ser objeto de vários livros e estudos, como dissertações de mestrado e teses de doutorado, e até obras de ficção, há muita controvérsia sobre os fatos que a cercam. “Muito se fala da questão do amor livre [a troca de ca­­sais seria prática comum entre os anarquistas], mas eu não quis dar tanta ênfase a esse aspecto, que de fato existiu, mas não foi o único. Preferi enaltecer a importância política e social desse capítulo da nossa história.”

Publicado em 05/03/2012 | PAULO CAMARGO

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=1230032