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Por Celso Sabadin do Planeta Tela.

Foi Tolstoi – não foi? – que disse que se o escritor quiser ser universal, ele deve retratar sua própria aldeia? Pois o cineasta Guto Pasko deu um passo além: não só criou um documentário universal, ao abordar valores de profunda identificação com todas as culturas e corações mundiais, como também levou o próprio objeto de seu filme de volta à sua aldeia.

Explico: o longa “Iván” focaliza a simpática figura de Iván Bojko, refugiado ucraniano que durante a Segunda Guerra foi tirado à força de seu país por nazistas, realizou trabalhos forçados na Alemanha, imigrou para o Brasil, e nunca mais viu sua família nem sua terra. Aos 91 anos, hoje o Sr. Iván seria um prato cheio para um belo documentário que contasse todas esta histórias. Mas o filme guarda uma surpresa (não é spoiler) que o coloca alguns degraus acima de (mais) um simples registro de um sobrevivente de guerra: para o espanto do próprio entrevistado, a produção do longa armou o seu retorno à Ucrânia, para revisitar a terra que forçosamente abandonara há mais de 60 anos, e conhecer parte de sua família que nunca vira.

“Iván” é o registro desta jornada. É um filme sobre retornos, reencontros, raízes culturais, relações familiares, perdas… não tem como não emocionar. Não tem como vê-lo de olhos secos, principalmente num momento como este, onde o tema dos refugiados volta à pauta mundial, com terríveis repercussões.

“Iván” tem direção de Guto Pasko, realizador paranaense descendente de ucranianos, e que já havia abordado o tema imigração em outros títulos de sua filmografia, como “Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná”, “A Colônia Cecília” (neste caso, sobre imigrantes italianos) e “O Herói de Cruz Machado” (poloneses).
O filme recebeu premiações no Festival de Cinema de Maringá, Florianópolis Audiovisual Mercosul, Fest Cine Goiânia, além de ser exibido nos festivais de Brasília, Mostra Tiradentes, Olhar de Cinema (Curitiba), Cinesul, FENAVID (Bolívia), Festival Cinematográfico de Montevideo (Uruguai) e Festival Latino-Americano de Cinema de Trieste (Itália).

Uma repercussão mundial para este tema tão universal.

Link original do Planeta Tela:

http://www.planetatela.com.br/noticia/ivan-emocionante-e-universal-como-a-aldeia-de-todos-nos/

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Matéria Publicada no Caderno G do Jornal Gazeta do Povo em 23.11.15.

Documentário leva o nonagenário Iván Bojko em viagem à Ucrânia para reencontrar a irmã que não via há 68 anos.

Após lançar em 2006 o documentário “Made in Ucrânia”, que abordava a imigração ucraniana no Brasil, o cineasta Guto Pasko foi presenteado por um de seus entrevistados.

Emocionado, Iván Bojko, à época com 86 anos, entregou em suas mãos dois cadernos. Eram diários que relatavam o cotidiano de um ucraniano após ser retirado de casa e levado à Alemanha pelo regime nazista na década de 1940.

O diretor viu que tinha uma grande história ali, que merecia ser levada às telas. Guto só não imaginava que daquela história nasceria outra, ainda mais emocionante.

“Iván”, o documentário que tem pré-estreia em Curitiba nesta terça-feira (24) e estreia nos cinemas de todo o Brasil na quinta (26), não se limita apenas a desvendar a história de seu protagonista. O filme literalmente leva-o ao encontro da história, em uma jornada à Ucrânia após quase sete décadas de separação.

Quando Guto entrevistou Iván em seu primeiro filme, foi para conhecer o octogenário que produzia e tocava a bandura, instrumento musical típico ucraniano.

Nas conversas, ficou sabendo que o ucraniano foi tirado à força do país natal em 1942 e levado à Alemanha para trabalhos forçados.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, ele não pode retornar ao país (então União Soviética) porque era considerado traidor pelo regime comunista.

Conseguiu vir para o Brasil, onde chegou em 1948 e permanece até hoje. À Ucrânia, onde ficaram os pais e duas irmãs, não voltou mais.

Guto conta que, após ver “Made in Ucrânia”, Iván o procurou. Foi quando lhe entregou os diários, com relatos dos 9 anos de idade até a chegada ao Brasil. “Tudo o que ele viveu nesse período, sob o regime nazista estava ali. À medida que eu ia lendo e traduzindo, ecoavam as palavras dele ao me entregar aquele material: ‘as pessoas precisam saber disso’”, conta o cineasta.

Como mostrar isso ao público? A pergunta levou a uma ideia ousada, viabilizada graças à seleção em um edital da Petrobras, que garantiu os recursos necessários para o projeto.

A proposta consistia em levar Iván de volta à Ucrânia, para visitar o vilarejo onde morou e reencontrar a irmã, que não via há 68 anos, desde que foram separados pela guerra. “Tínhamos bem claro o caminho a percorrer, mas era impossível prever o que iria acontecer”, conta Guto.

O resultado foram centenas de horas de filmagem, acompanhando um senhor de 90 anos, percorrendo 5 mil quilômetros pela Ucrânia em 40 dias. Entre o anúncio da viagem e o esperado reencontro com a irmã, Iván revê locais, pessoas e a cultura nativa. “Sabíamos que seria algo muito forte emocionante. Foi uma experiência transformadora para toda a equipe”, conclui o cineasta.

Por Anderson Gonçalves

http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/cinema/cineasta-guto-pasko-leva-ivan-para-casa-8mg9ackfgyrnehdgbjwpudbnr

Assista ao trailer de “Iván”:

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Filme “Iván” retrata história real de refugiado que retorna à Ucrânia após 68 anos longe da família.

Iván Bojko é um sobrevivente da Segunda Guerra Mundial. Nascido na Ucrânia, foi tirado à força de seu país em 1942 pelos nazistas para fazer trabalhos forçados na Alemanha. Em 1948 conseguiu imigrar para o Brasil, tornando-se apátrida. Desde então, não pôde retomar contato com seus familiares devido ao bloqueio imposto pelo regime político dos russos em seu país – um novo conflito entre os dois países retornou aos noticiários mundiais nos últimos tempos.

68 anos depois, ele retornou. Este comovente reencontro com o seu país, sua família e seu passado é retratado no filme “Iván”, que conta a história real de um refugiado, baseada nos diários escritos pelo próprio Iván Bojko, que tinha 91 anos quando voltou a pisar em solo ucraniano.

“Iván” tem direção de Guto Pasko, experiente realizador paranaense, que é descendente de ucranianos, e abordou o tema imigração em outros títulos de sua filmografia, tais como “Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná”, “A Colônia Cecília” (neste caso, sobre imigrantes italianos) e “O Herói de Cruz Machado” (poloneses).

O filme recebeu premiações no Festival de Cinema  de Maringá, Florianópolis Audiovisual Mercosul, Fest Cine Goiânia, além de ser exibido nos festivais de Brasília, Mostra Tiradentes, Olhar de Cinema (Curitiba), Cinesul , FENAVID (Bolívia), Festival Cinematográfico de Montevideo (Uruguai) e Festival Latino-Americano de Cinema de Trieste (Itália).

“Iván” é uma realização da GP7 Cinema, com produção de Andréia Kaláboa, patrocinado pela Petrobras, com a distribuição da Moro Filmes através do Edital do FSA para distribuição.

Esta semana marca o lançamento do trailer oficial deste longa-metragem.

Página oficial: ivanfilme.com

Página no Facebook: www.facebook.com/ivanfilme

Trailer:

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Filme de Guto Pasko retrata a história de Iván Bojko, que retorna à Ucrânia 68 anos após ser retirado pelos nazistas.

Publicado no Jornal Gazeta do Povo em 30.07.2015.

O cineasta paranaense Guto Pasko decidiu dar ao público a oportunidade de definir qual será o título de seu novo filme. O documentário conta a história de Iván Bojko, ucraniano que deixou o país após a invasão dos nazistas, mudou-se para o Brasil e retorna à terra natal 68 anos depois.

No site do filme, os internautas podem escolher entre cinco títulos para o filme. O mais votado deverá ser dado ao documentário, que estreia nos cinemas em novembro.

Guto Pasko dirigiu, entre outras produções, o documentário “Made in Ucrânia”, sobre a imigração ucraniana no Brasil.

Link matéria no jornal:

http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/cinema/publico-vai-escolher-titulo-de-documentario-sobre-ucraniano-5f4b89bvgg8a8ohirie70a2al

Assista ao trailer: