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A série documental “Um lugar para chamar de CEU” será produzida pela GP7 Cinema, com produção executiva de Andréia Kaláboa e direção de Guto Pasko e Amarildo Martins.

O Programa Brasil de Todas as Telas lançou uma Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas com investimento de R$ 60 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA, que resultará em 250 horas de programação inédita para quase 200 canais dos segmentos comunitário, universitário e educativo e cultural do Campo Público de Televisão, com o objetivo de regionalizar a produção de conteúdos audiovisuais independentes.

Foram abertos cinco editais em todo o Brasil, o que resultou na participação de 26 unidades federativas e 768 propostas inscritas – maior número já alcançado por uma linha do  FSA. Na Região Sul foram selecionadas 18 propostas, sendo 06 do Rio Grande do Sul, 09 do Paraná e 03 de Santa Catarina. 

Sobre o projeto “Um lugar para chamar de CEU”.

Todos os anos centenas de jovens da periferia de várias partes do Brasil chegam à Curitiba para iniciar o Ensino Superior. Muitos deles, de família humildes, vão morar na C.E.U. – Casa do Estudante Universitário do Paraná, que é considerada a maior casa de estudantes autônoma da América Latina. Fundada em 1948, a fundação é mantida e administrada pelos próprios moradores, todos estudantes  e oriundos de outras cidades.

A série documentário “Um Lugar Para Chamar de CEU” irá contar a história e as experiências de 5 destes jovens que vivem na C.E.U, cada um em um estágio diferente na universidade e na vida, todos de lugares diferentes do Brasil, mas com o mesmo objetivo: fazer uma faculdade e mudar suas histórias pessoais e familiares.

O idealizador deste projeto e personagem central da série é Amarildo Martins, que residiu na CEU até 2014.

Amarildo é originário de Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai. É um dos 4 filhos de Santo Algeni Martins, cobrador de ônibus. A mãe de Amarildo faleceu quando ele tinha 3 anos. Seu Santo, tendo que trabalhar muito para sustentar as crianças sozinho, desde cedo sempre foi muito preocupado em mantê-los ocupados, longe da marginalidade que cercava o bairro periférico em que viviam em Foz do Iguaçu. Como alternativa, desde cedo ocupou os filhos com diversos cursos. Aos 7 anos de idade Amarildo já participava de um coral na escola municipal em que estudava. Nesta mesma escola teve os primeiros contatos com a música: violão e bateria. Depois com as artes plásticas. Aos 12 anos, quando já estava na 6a. Série, Amarildo teve o primeiro contato com o teatro, através de um projeto social da prefeitura e se manteve no grupo até sair da cidade no final de 2009, justamente para tentar uma vaga no Ensino Superior Público em Curitiba.

Na capital paranaense, foi morar na CEU e começou seus estudos na UFPR (Universidade Federal do Paraná) no curso de Tecnologia em Produção Cênica. Conheceu alguns estudantes do curso de cinema na FAP (Faculdade de Artes do Paraná) e passou a produzir curtas juntos, em parceria.

Em 2011, na UFPR, Amarildo teve contato  com o cineasta Guto Pasko e foi convidado para ser assistente de produção na minissérie de ficção de época “Colônia Cecília – Uma História de Amor e Utopia”, produzida pela GP7 Cinema para a RPCTV (Globo/PR) e com direção de Guto Pasko. Começava ali a trajetória profissional no audiovisual. Logo após a minissérie, no inicio de 2012, Amarildo começou a trabalhar de forma efetiva na produtora de cinema. Desde então participou da produção de várias obras audiovisuais profissionais de longa metragens e episódios de TV, desempenhando as funções de assistente de produção, diretor de produção, assistente de produção executiva e assistente de direção.

Em 2013, Amarildo teve o seu primeiro projeto de curta-metragem aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba, no qual foi diretor, roteirista e produtor. Trata-se do curta de ficção “Quarto 411”que retrata o universo de um jovem estudante morador da CEU. O filme foi selecionado para diversos festivais nacionais e internacionais.

Atualmente Amarildo está concluindo a pós-graduação em Cinema na Faculdade de Artes do Paraná e finalizando o média-metragem “3 por 1″, filme de conclusão de curso, que ele dirigiu junto com o também estudante Marcos de Bona.

“Um lugar para chamar de CEU” apresentará, em 5 episódios de 26 minutos, a trajetória de vida de Amarildo e mais 4 ceuenses, que através da educação buscam o seu lugar no mundo, um lugar para chamar de seu.

Personagens da Série

AMARILDO JOSÉ MARTINS – Graduado em Produção Cênica e Pós-Graduando em Cinema, ex-morador da CEU, proponente,  codiretor e personagem condutor deste projeto. Natural de Foz do Iguaçu/PR.

ANA PAULA CECERE SANTANA – Caloura de Enfermagem na Universidade Federal do Paraná. Foi admitida na última banca de seleção da CEU. Natural de Borrazópolis/PR.

WELLINGTON CASSIANO – Estudante Bolsista do PROUNI em Engenharia Mecânica na PUC/PR. Reside na CEU há 2 anos. Natural de Volta Redonda/RJ.

PATRÍCIA DE LIMA WALTRICK – Estudante Bolsita do PROUNI em Teatro na PUC/PR. Passou na primeira banca feminina da CEU em 2014. Natural de Rio Negrinho/SC.

LUIS LEMOS – Estudante Bolsista do PROUNI em Psicologia na Universidade Tuiuti do Paraná. Reside na CEU há 5 anos e é o atual presidente da instituição. Natural de Sorocaba/SP.

CEU – Casa do Estudante Universitário do Paraná. Instituição que abriga cerca de 300 estudantes carentes em Curitiba. É o ponto unificador entre todos os personagens. Fundada em 1948 é administrada e mantida pelos próprios moradores.

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Guto Pasko, Imprensa, Notícias

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A emissora de TV Pública do Estado E-Paraná exibiu matéria especial sobre os 14 anos da produtora GP7 Cinema, dando destaque para as produções recentes de conteúdo para televisão e cinema.

São mais de 35 obras audiovisuais produzidas ao longa da história da produtora e nos últimos cinco anos de atuação o foco principal tem sido a produção de conteúdo para emissoras de TV.

Somente para a RPC TV (afiliada TV Globo no Paraná) a GP7 Cinema produziu 23 episódios de TV ficção para o quadro Casos e Causos, além da minissérie de época “Colônia Cecília – Uma História de Amor e Utopia”, que retrata a história da única experiência (real) anarquista da América Latina, idealizada por imigrantes italianos no município paranaense de Palmeira, entre 1890 e 1894.

Esse know how adquirido nesse período deu confiança para a produtora alçar voos maiores. Nos últimos dois anos uma equipe de 09 roteiristas parceiros da GP7 Cinema está trabalhando no desenvolvimento de uma carteira de 10 projetos de séries para TV de diferentes tipologias, visando atender as grandes emissoras do eixo Rio-São Paulo, principalmente os canais por assinatura, que desde a entrada em vigor da Lei 12.485/11, estão tendo que cumprir uma cota mínima de 3,5 horas semanais de conteúdo audiovisual brasileiro independente em suas grades de programação.

Essa nova janela que se abriu no mercado audiovisual brasileiro é a grande aposta da GP7 Cinema para se consolidar no mercado como produtora de ponta na produção de conteúdo de qualidade. A meta da produtora é se tornar referência nacional entre as produtoras do sul do Brasil aptas a atender todas as emissoras de grande porte do país, tanto os canais nacionais quanto estrangeiros, sejam emissoras de TV por assinatura ou abertas. Hoje a estrutura técnica e humana da GP7 Cinema está preparada para atender essa demanda.

Foi destaque também na matéria do E-Cultura a produção internacional do longa-metragem “Iván – De Volta Para o Passado”, filmado no Brasil, Alemanha e Ucrânia. O documentário retrata a história de vida do imigrante ucraniano Iván Bojko, refugiado de segunda guerra mundial, que vive em Curitiba. O filme foi selecionado na Chamada Pública PRODECINE 03/2013 e entrará em cartaz nas salas de cinema de todo o país ainda em 2015.

Confira a matéria na integra no link abaixo:

Veja o making of da produção da minissérie “Colônia Cecília”.

Confira o trailer do longa “Iván – De Volta Para o Passado”.

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Casos e Causos, Cursos Atores, Guto Pasko, Notícias

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Cerca de 700 pessoas lotaram, na noite de 25 de fevereiro, o Cine-teatro do município de Palmeira, na região paranaense dos Campos Gerais, para assistir a uma história bastante especial. Com duração total de 50 minutos, foram exibidos ao público os quatro episódios da minissérie Colônia Cecília, dirigida pelo cineasta Guto Pasko, que irá ao ar em abril dentro do programa Revista RPC.

Veja o Making Of:

Realizada em regime de coprodução entre a GP7 Cinema, empresa de Pasko, e a RPC TV, Colônia Cecília não tem a ambição de reconstituir toda a trajetória dos imigrantes, em grande parte de origem italiana, que vivenciaram uma experiência anarquista única entre os anos de 1890 e 1894 na região de Palmeira.

Gravada em outubro do ano passado, mas resultado de um processo criativo que se estendeu ao longo de oito meses, a minissérie mistura fato e ficção. Ao mesmo tempo em que estão em cena personagens verídicos, como o fundador e idealizador da colônia, o agrônomo e veterinário anarquista Giovanni Rossi (Val Sales), ou o médico Franco Grillo (o diretor e ator italiano Pietro Barana), que teve papel fundamental em sua criação, os protagonistas são personagens inventados por Mário Lopes, coautor do roteiro, arrematado por Pasko.

A trama de Colônia Cecília conta a jornada do casal italiano Fabrizio (Daniel Siwek) e Giulia (Carol Damião), que chega ao Paraná, em 1892, a convite de um tio, Casimiro (Roberto Innocente), sem saber ao certo o que iria encontrar. Pasko conta que o público descobrirá, através dos olhos desses personagens, muito do que foi vivido pelas cerca de 250, 300 pessoas que fizeram parte da comunidade ao longo daqueles quatro anos no fim do século 19.

Autenticidade

Para efeito de verossimilhança e também de olho no mercado externo, Pasko fez questão de que, entre os 60 integrantes do elenco, os 20 principais dominassem o idioma italiano. Até porque, todas as cenas das quais eles participaram foram gravadas tanto em português quanto no idioma nativo dos personagens. “Como são recém-chegados, Fabrizio e Giulia, se falam apenas na própria língua quando estão sós. Tivemos de brigar por isso com a RPC, mas conseguimos e seus diálogos serão legendados.”

O curioso é que, entre esse elenco principal, apenas um dos atores, justamente Daniel Siwek, era o único que não dominava o italiano. Apesar de ter ido muito bem nos testes, foi descartado em princípio. “Mas ele reapareceu, depois de passar dez dias treinando suas falas com uma professora, e nos pediu uma nova chance. Seu empenho e es­­forço nos surpreendeu”, conta Pasko.

Nessa missão de dar a maior autenticidade possível a Colônia Cecília, o diretor e ator italiano Roberto Innocente, que vive o tio de Fabrizio, teve papel fundamental. Como seu personagem, que é uma espécie de guia para os sobrinhos e, consequentemente, para os espectadores so­­­bre o que era a comunidade, Innocente também participou ativamente do processo de preparação do elenco, ocupando-se de detalhes linguísticos, usos e costumes, no intuito de emprestar verdade à produção, cujo orçamento estimado foi de R$ 300 mil – segundo Pasko, a RPC entrou com R$ 85 mil e o restante foi levantado graças ao apoio irrestrito da prefeitura de Palmeira e a investimentos de sua produtora.

Com 11 episódios do quadro “Casos e Causos” da Revista RPC no currículo, Pasko conta que Colônia Cecília lhe deu a chance de se aprofundar em uma temática que o apaixona: a imigração no Paraná, já trabalhada em dois documentários de sua autoria, Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná e Iván – De Volta para o Passado.

Apesar de a experiência anarquista ser objeto de vários livros e estudos, como dissertações de mestrado e teses de doutorado, e até obras de ficção, há muita controvérsia sobre os fatos que a cercam. “Muito se fala da questão do amor livre [a troca de ca­­sais seria prática comum entre os anarquistas], mas eu não quis dar tanta ênfase a esse aspecto, que de fato existiu, mas não foi o único. Preferi enaltecer a importância política e social desse capítulo da nossa história.”

Publicado em 05/03/2012 | PAULO CAMARGO

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=1230032