Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , , , , , , , , , ,

Categorias
Guto Pasko, Notícias

Nenhum Comentário

O evento foi promovido pelo SEBRAE/PR e a GP7 Cinema esteve representada pelo diretor e roteirista Guto Pasko, a produtora Andréia Kaláboa e os roteiristas Tiago Lipka e Mario Lopes.

Iniciativa conta com a participação da palestrante internacional Deborah Calla e visa capacitar produtoras de audiovisual interessadas em entender melhor as necessidades do mercado.

O workshop ‘Era uma vez…Dominando os importantes conceitos da criação de roteiro de cinema ou série’ acontece neste sábado, dia 31, das 10 às 18 horas, na sede do Sebrae/PR, em Curitiba. Empresários e profissionais ligados a micro e pequenas empresas do mercado audiovisual poderão ampliar seu conhecimento e práticas na construção de roteiros. A iniciativa conta com a parceria da palestrante internacional Deborah Calla.

Brasileira radicada nos Estados Unidos, Deborah – que é membro do Sindicado de Produtores Americanos (Producers Guild of America – PGA) e do Sindicado de Roteiristas (Writers Guild of America – WGA) já escreveu e produziu conteúdo para o cinema e para a televisão americana e irá compartilhar seus mais de dez anos de experiência profissional na área.

Deborah já ministrou cursos e palestras em diversos países e em entidades como os sindicatos de produtores e roteiristas dos Estados Unidos, AFI (American Film Institute), USC (University of Southern California), Tribeca All Access (Tribeca Film Festival), Produced By Conference (a mais importante conferência de produtores nos Estados Unidos), Amman (curso financiado pelo Film Commission da Jordânia),  Taipei (curso financiado pela Film Commission de Taiwan) e no APRO-SEBRAE (como palestras no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Curitiba).

Workshop ‘Era uma vez…’

Por meio de uma linguagem direta e objetiva, ‘Era uma vez…’ pretende oferecer um momento de aprendizado intenso para a produção de conteúdo para Cinema, TV e Web. “Os participantes sairão com sólidas ideias de compreensão dos instrumentos para construir uma história para qualquer plataforma”, afirma Deborah Calla, que está empolgada com o talento apresentado pelos produtores paranaenses.

“Fiquei surpresa, pois os profissionais do mercado apresentam muita vontade de aprender e fazer. E, principalmente, as produtoras têm approach e compreensão da importância de começar um projeto bem elaborado, respeitando um bom roteiro, pois ele é peça fundamental no alicerce da construção de qualquer projeto audiovisual”, destaca Deborah.

De acordo com a consultora do Sebrae/PR, Walderes Bello, a iniciativa faz parte do Programa Economia Criativa, que oferece aos empresários de micro e pequenas empresas análises de potencial estratégico de seus negócios, entre outros serviços. A oferta do workshop com Deborah Calla surgiu nessa perspectiva:  após a realização de um diagnóstico sobre a produção de roteiros em Curitiba, revelou-se a necessidade de aperfeiçoar as produções do Paraná.

“Com base nisso, montamos um plano estratégico voltado à qualidade das produções feitas aqui em Curitiba. Visamos ampliar o potencial competitivo dos empresários do setor. Haja vista que as produções dos paranaenses apresentam competências de linguagem que podem agradar aos mais variados mercados”, explica Walderes.

Em um dia, os participantes do workshop vão aprender a construir personagens complexos e a entender a importância da jornada do protagonista e da sua relação com os outros personagens; criar tramas que expõem as várias camadas dos personagens envolvidos; criar obstáculos que exijam decisões morais e psicológicas dos protagonistas e antagonistas; conhecer as ferramentas usadas na execução de cada um dos gêneros do cinema e da televisão; a importância de um logline e sua aplicação; entender o que faz uma série funcionar e como compreender quais são os elementos essenciais para que isso aconteça; como criar um sistema de desenvolvimento, roteirização e produção que irá gerar um sucesso; formatar corretamente um roteiro para cinema e para televisão.

Mercado em ascensão

O mercado audiovisual brasileiro tem conquistado espaço no cenário internacional com suas produções nos últimos anos e, de acordo com especialistas, é possível ir além. Um exemplo positivo dessa receptividade do produto audiovisual nacional no exterior é o documentário de longa-metragem curitibano ‘Iván – De volta ao passado’, de Guto Pasko. Produzido em 2010, pela GP7 Cinema, o filme está em seis idiomas e estreia para o grande público neste semestre, após um período de levantamento de recursos e apoios internacionais para a distribuição.

O filme documenta o retorno de Iván Bojko à Ucrânia, sua terra natal. Desde 1948 ele vivia no Brasil como refugiado da Segunda Guerra Mundial, mantendo-se ligado às tradições culturais dos seus pais através da música. Já com 91 anos de idade, ele faz uma verdadeira viagem de “volta ao passado”.

Informações e inscrições

O workshop ‘Era uma vez…’ será realizado neste sábado, dia 31, das 10 às 18 horas, na sede do Sebrae/PR, localizado na Rua Caeté, nº 150 – Prado Velho. A taxa de inscrição custa R$ 300 e as vagas são limitadas. Para se inscrever ou obter mais informações os interessados devem ligar para o telefone (41) 3330-5746 e falar com a Mariane.

Sobre o Sebrae/PR

Para quem já é ou quer ser empresário, o Sebrae/PR – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná é a melhor opção para obter informações e conhecimento. Criado na década de 1970, o Sebrae apoia as decisões dos empresários, dos potenciais empresários e dos potenciais empreendedores, no campo e na cidade, porque é a instituição que entende de pequenos negócios e possui a maior rede de atendimento do País. No Paraná, conta com seis regionais e 12 escritórios. A instituição chega aos 399 municípios por meio de Pontos de Atendimento ao Empreendedor, Salas do Empreendedor e parceiros locais, como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções, com foco em empreendedorismo e gestão; empresas de alto potencial e potencialização; educação empreendedora; startups; liderança; e ambiente de negócios.

http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?id=47244&op=gente

Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Categorias
Casos e Causos, Cursos Atores, Guto Pasko, Notícias

Nenhum Comentário

Cerca de 700 pessoas lotaram, na noite de 25 de fevereiro, o Cine-teatro do município de Palmeira, na região paranaense dos Campos Gerais, para assistir a uma história bastante especial. Com duração total de 50 minutos, foram exibidos ao público os quatro episódios da minissérie Colônia Cecília, dirigida pelo cineasta Guto Pasko, que irá ao ar em abril dentro do programa Revista RPC.

Veja o Making Of:

Realizada em regime de coprodução entre a GP7 Cinema, empresa de Pasko, e a RPC TV, Colônia Cecília não tem a ambição de reconstituir toda a trajetória dos imigrantes, em grande parte de origem italiana, que vivenciaram uma experiência anarquista única entre os anos de 1890 e 1894 na região de Palmeira.

Gravada em outubro do ano passado, mas resultado de um processo criativo que se estendeu ao longo de oito meses, a minissérie mistura fato e ficção. Ao mesmo tempo em que estão em cena personagens verídicos, como o fundador e idealizador da colônia, o agrônomo e veterinário anarquista Giovanni Rossi (Val Sales), ou o médico Franco Grillo (o diretor e ator italiano Pietro Barana), que teve papel fundamental em sua criação, os protagonistas são personagens inventados por Mário Lopes, coautor do roteiro, arrematado por Pasko.

A trama de Colônia Cecília conta a jornada do casal italiano Fabrizio (Daniel Siwek) e Giulia (Carol Damião), que chega ao Paraná, em 1892, a convite de um tio, Casimiro (Roberto Innocente), sem saber ao certo o que iria encontrar. Pasko conta que o público descobrirá, através dos olhos desses personagens, muito do que foi vivido pelas cerca de 250, 300 pessoas que fizeram parte da comunidade ao longo daqueles quatro anos no fim do século 19.

Autenticidade

Para efeito de verossimilhança e também de olho no mercado externo, Pasko fez questão de que, entre os 60 integrantes do elenco, os 20 principais dominassem o idioma italiano. Até porque, todas as cenas das quais eles participaram foram gravadas tanto em português quanto no idioma nativo dos personagens. “Como são recém-chegados, Fabrizio e Giulia, se falam apenas na própria língua quando estão sós. Tivemos de brigar por isso com a RPC, mas conseguimos e seus diálogos serão legendados.”

O curioso é que, entre esse elenco principal, apenas um dos atores, justamente Daniel Siwek, era o único que não dominava o italiano. Apesar de ter ido muito bem nos testes, foi descartado em princípio. “Mas ele reapareceu, depois de passar dez dias treinando suas falas com uma professora, e nos pediu uma nova chance. Seu empenho e es­­forço nos surpreendeu”, conta Pasko.

Nessa missão de dar a maior autenticidade possível a Colônia Cecília, o diretor e ator italiano Roberto Innocente, que vive o tio de Fabrizio, teve papel fundamental. Como seu personagem, que é uma espécie de guia para os sobrinhos e, consequentemente, para os espectadores so­­­bre o que era a comunidade, Innocente também participou ativamente do processo de preparação do elenco, ocupando-se de detalhes linguísticos, usos e costumes, no intuito de emprestar verdade à produção, cujo orçamento estimado foi de R$ 300 mil – segundo Pasko, a RPC entrou com R$ 85 mil e o restante foi levantado graças ao apoio irrestrito da prefeitura de Palmeira e a investimentos de sua produtora.

Com 11 episódios do quadro “Casos e Causos” da Revista RPC no currículo, Pasko conta que Colônia Cecília lhe deu a chance de se aprofundar em uma temática que o apaixona: a imigração no Paraná, já trabalhada em dois documentários de sua autoria, Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná e Iván – De Volta para o Passado.

Apesar de a experiência anarquista ser objeto de vários livros e estudos, como dissertações de mestrado e teses de doutorado, e até obras de ficção, há muita controvérsia sobre os fatos que a cercam. “Muito se fala da questão do amor livre [a troca de ca­­sais seria prática comum entre os anarquistas], mas eu não quis dar tanta ênfase a esse aspecto, que de fato existiu, mas não foi o único. Preferi enaltecer a importância política e social desse capítulo da nossa história.”

Publicado em 05/03/2012 | PAULO CAMARGO

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=1230032