Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , , , , ,

Categorias
Guto Pasko, Notícias

Nenhum Comentário

O longa documentário aborda o cotidiano do município paranaense de Prudentópolis e fecha a trilogia ucraniana do diretor.

O município de Prudentópolis no Paraná é peculiar. Tudo inspira a Ucrânia. Dos atuais 52 mil habitantes, 75% são de origem ucraniana. Os ucranianos em Prudentópolis fizeram-se valer da superioridade numérica para impor seus meios de identificação, fazendo que, concomitantemente, os demais que também habitam a região (brasileiros e poloneses), assimilassem seus usos e costumes e, deste modo, aceitassem suas representações de modo incontestável, tornando-se um caso único no mundo, aonde o grupo que chega, domina o grupo receptor.

Embora estes três filmes abordem a temática da imigração ucraniana, são filmes absolutamente diferentes e independentes, com focos bem específicos, porém, se completam enquanto temática e estudo de caso.

O primeiro filme de Pasko que aborda a imigração ucraniana é o longa-metragem “Made in Ucrânia” (2006), que faz um resgate histórico-didático sobre a Ucrânia e as três fases da imigração para o Brasil.

O segundo filme é o longa-metragem “Iván” (produzido em 2010/2011 e lançado nos cinemas em 2015), retratando a vida do imigrante ucraniano Iván Bojko, que vive em Curitiba e é refugiado de segunda guerra mundial. O documentário é baseado nos diários pessoais dele e pano de fundo do filme é o comunismo soviético na Ucrânia e sofrimento desse imigrante nas mãos dos nazistas depois de ter sido sequestrado por eles numa aldeia rural da Ucrânia e levado para trabalho forçado na Alemanha no período da guerra.

O longa também foi selecionado no Edital de Licenciamento de filmes paranaenses promovido pela Secretaria de Cultura do Estado com o objetivo de estimular a difusão do audiovisual paranaense na Rádio e TV Educativa do Paraná (RTVE) – TV É-Paraná. As obras selecionadas e licenciadas passarão a fazer parte do cadastro de obras audiovisuais da RTVE pelo período de dois anos e serão veiculadas dentro da grade de programação da emissora.

A estréia do filme acontece dentro do festival internacional Olhar de Cinema. São duas sessões do filme dentro do festival. Dia 08/06 às 21h30min na sala 3 do Cine Itáu do Shopping Crystal no Batel, seguida de debate com o diretor Guto Pasko e Dia 09/06 às 16h30min na sala 4 do Cineplex do Shopping Novo Batel.

O filme foi produzido via Art. 1o. A da Lei do Audiovisual e contou com patrocínio master da COPEL através do Programa Conta Cultura da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, além de contar com patrocínio do BRDE, LAQUILA e CASAFERTIL.

Ficha Técnica:

Roteiro e Direção: Guto Pasko
Produção Executiva: Andréia Kaláboa
Direção de Produção: Amarildo Martins
Direção de Fotografia: João Castelo Branco
Captação e Edição de Som: Elenton Zanoni
Montagem: Guto Pasko e Heidi Peters

SINOPSE:

Em Prudentópolis no sul do Brasil, 75% da população são de origem ucraniana. Lá, os “brasileiros” sempre foram obrigados a compartilhar mesmo que involuntariamente, dos usos e costumes desse povo, que os “impôs” no dia-a-dia da população local por mais de um século, gerando muitos conflitos com quem não é ucraniano. Mas o processo de aculturação chegou, e para todos.

Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , , , , , , , , ,

Categorias
Guto Pasko, Notícias

Nenhum Comentário

O filme de Guto Pasko aborda o cotidiano do município paranaense de Prudentópolis e fecha a trilogia ucraniana do diretor. O longa foi selecionado no Edital de Licenciamento de filmes paranaenses promovido pela Secretaria de Cultura do Estado com o objetivo de estimular a difusão do audiovisual paranaense na Rádio e TV Educativa do Paraná (RTVE) – TV É-Paraná. As obras selecionadas e licenciadas passarão a fazer parte do cadastro de obras audiovisuais da RTVE pelo período de dois anos e serão veiculadas dentro da grade de programação da emissora.

O primeiro filme de Pasko que aborda a imigração ucraniana é o longa-metragem “Made in Ucrânia” (2006), que faz um resgate histórico-didático sobre a Ucrânia e as três fases da imigração para o Brasil.

O segundo filme é o longa-metragem “Iván”  (produzido em 2010/2011 e lançado nos cinemas em 2015), retratando a vida do imigrante ucraniano  Iván Bojko, que vive em Curitiba e é refugiado de segunda guerra mundial. O documentário é baseado nos diários pessoais dele e pano de fundo do filme é o comunismo soviético na Ucrânia e sofrimento desse imigrante nas mãos dos nazistas depois de ter sido sequestrado por eles numa aldeia rural da Ucrânia e levado para trabalho forçado na Alemanha no período da guerra.

E o terceiro e último longa-metragem da trilogia ucraniana é “Entre Nós, O Estranho”, sobre a cidade natal do diretor. O município de Prudentópolis no Paraná é peculiar. Tudo inspira a Ucrânia. Dos atuais 52 mil habitantes, 75% são de origem ucraniana. Os ucranianos em Prudentópolis fizeram-se valer da superioridade numérica para impor seus meios de identificação, fazendo que, concomitantemente, os demais que também habitam a região (brasileiros e poloneses), assimilassem seus usos e costumes e, deste modo, aceitassem suas representações de modo incontestável, tornando-se um caso único no mundo, aonde o grupo que chega, domina o grupo receptor.

Embora estes três filmes abordem a temática da imigração ucraniana, são filmes absolutamente diferentes e independentes, com focos bem específicos,  porém, se completam enquanto temática e estudo de caso.

Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , , , , ,

Categorias
Imprensa

Nenhum Comentário

Por Diego Olivares do Tela Tela da Revista Carta Capital em 27.11.2015.

Descendente de família ucraniana, o cineasta Guto Pasko é um ávido pesquisador de suas origens. Em 2006 lançou o documentário Made in Ucrânia, que trazia um histórico dos 110 anos de imigração de parte da população do País para o território brasileiro, com grande concentração no Paraná.

Um dos personagens daquele filme, Iván Bojko, ficou tão emocionado com o que vira na tela que entregou a Pasko uma coleção de seus diários, mantidos desde a primeira metade do século XX. Surpreso, o diretor encontrou relatos de como aquele homem sobreviveu aos campos de concentração da Segunda Guerra e veio para o Brasil, em 1948, para nunca mais retomar à sua terra natal.

Nascia assim Iván, longa que, além de contar esta história, registra a emocionante volta do protagonista à Ucrânia, aos 91 anos (ainda esbanjando lucidez e energia), para rever o vilarejo onde nasceu e parentes, alguns até então desconhecidos por ele.

Algumas cenas da viagem são emblemáticas. Uma delas é o momento em que o protagonista assiste a dois músicos de rua cantarem e tocarem a bandura, instrumento típico da região, que o próprio Iván fabrica por aqui, de modo artesanal e autodidata. Com lágrimas nos olhos, ele ouve canções sobre guerreiros que lutaram pela independência ucraniana, num misto de orgulho e saudade.

Outra é o clímax, quando retorna à casa onde passou a infância, hoje não muito mais que uma ruína. Neste momento, o choro que vem, cortante, é outro. É de alguém que teve parte considerável da vida roubada e, apesar de ter reconstruído uma trajetória das mais dignas, acumula cicatrizes que nunca fecharão.

É possível, até provável, que muitos que assistirem ao documentário projetem naquele senhor simpático e de sotaque carregado a figura de seus avós, independentemente da região de onde vieram. Quantos de nós não gostaríamos de proporcionar e acompanhá-los numa volta ao passado? Esta ligação emocional faz a experiência valer a pena.

Além disso, conta a favor o timing oportuno de seu tema. O filme recebeu chancela do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que está em uma campanha pelo fim da apatridia, e vê Iván Bojko como um símbolo de sua causa.

NOSSA OPINIÃO – nota 7.0
O choro do personagem, no clímax do filme, é de alguém que teve parte considerável da vida roubada e, apesar de ter reconstruído uma trajetória das mais dignas, acumula cicatrizes que nunca fecharão.

Link para original:

http://telatela.cartacapital.com.br/em-ivan-reconhecemos-um-pouco-de-nossos-avos/

Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , , , , , ,

Categorias
Imprensa

Nenhum Comentário

Matéria Publicada no Caderno G do Jornal Gazeta do Povo em 23.11.15.

Documentário leva o nonagenário Iván Bojko em viagem à Ucrânia para reencontrar a irmã que não via há 68 anos.

Após lançar em 2006 o documentário “Made in Ucrânia”, que abordava a imigração ucraniana no Brasil, o cineasta Guto Pasko foi presenteado por um de seus entrevistados.

Emocionado, Iván Bojko, à época com 86 anos, entregou em suas mãos dois cadernos. Eram diários que relatavam o cotidiano de um ucraniano após ser retirado de casa e levado à Alemanha pelo regime nazista na década de 1940.

O diretor viu que tinha uma grande história ali, que merecia ser levada às telas. Guto só não imaginava que daquela história nasceria outra, ainda mais emocionante.

“Iván”, o documentário que tem pré-estreia em Curitiba nesta terça-feira (24) e estreia nos cinemas de todo o Brasil na quinta (26), não se limita apenas a desvendar a história de seu protagonista. O filme literalmente leva-o ao encontro da história, em uma jornada à Ucrânia após quase sete décadas de separação.

Quando Guto entrevistou Iván em seu primeiro filme, foi para conhecer o octogenário que produzia e tocava a bandura, instrumento musical típico ucraniano.

Nas conversas, ficou sabendo que o ucraniano foi tirado à força do país natal em 1942 e levado à Alemanha para trabalhos forçados.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, ele não pode retornar ao país (então União Soviética) porque era considerado traidor pelo regime comunista.

Conseguiu vir para o Brasil, onde chegou em 1948 e permanece até hoje. À Ucrânia, onde ficaram os pais e duas irmãs, não voltou mais.

Guto conta que, após ver “Made in Ucrânia”, Iván o procurou. Foi quando lhe entregou os diários, com relatos dos 9 anos de idade até a chegada ao Brasil. “Tudo o que ele viveu nesse período, sob o regime nazista estava ali. À medida que eu ia lendo e traduzindo, ecoavam as palavras dele ao me entregar aquele material: ‘as pessoas precisam saber disso’”, conta o cineasta.

Como mostrar isso ao público? A pergunta levou a uma ideia ousada, viabilizada graças à seleção em um edital da Petrobras, que garantiu os recursos necessários para o projeto.

A proposta consistia em levar Iván de volta à Ucrânia, para visitar o vilarejo onde morou e reencontrar a irmã, que não via há 68 anos, desde que foram separados pela guerra. “Tínhamos bem claro o caminho a percorrer, mas era impossível prever o que iria acontecer”, conta Guto.

O resultado foram centenas de horas de filmagem, acompanhando um senhor de 90 anos, percorrendo 5 mil quilômetros pela Ucrânia em 40 dias. Entre o anúncio da viagem e o esperado reencontro com a irmã, Iván revê locais, pessoas e a cultura nativa. “Sabíamos que seria algo muito forte emocionante. Foi uma experiência transformadora para toda a equipe”, conclui o cineasta.

Por Anderson Gonçalves

http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/cinema/cineasta-guto-pasko-leva-ivan-para-casa-8mg9ackfgyrnehdgbjwpudbnr

Assista ao trailer de “Iván”:

Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , , , , , , , , , , ,

Categorias
Guto Pasko, Imprensa, Notícias

Nenhum Comentário

O jornal é editado pela Sociedade Ucraniana do Brasil – SUBRAS.

“Iván Bojko é o herói que não salva ninguém, não retoma o mundo de vilões poderosos, não pula de prédios e nem voa. Iván é o herói do filme porque com sua voz cansada mas afetuosa, seu olhar firme mas carinhoso retrata a saga de muitos homens e mulheres que antes e depois dele para cá vieram.”

Leia aqui o texto de Roberto Oresten, Presidente da Sociedade Ucraniana do Brasil clicando na imagem.

EDITORIAL

Na última edição do nosso “O Lavrador” escrevi algumas palavras lembrando de minha infância e tentando mostrar como me foi importante a figura de IVÀN BOJKO, o homem das Banduras que magistralmente liderava e regia um grupo de homens que entoavam cações nacionalistas ucranianas em eventos cívicos.

Minhas palavras foram decorrentes de um encontro fortuito que tive com O Sr IVÀN na SUBRAS, num almoço de domingo.

Quando escrevi, terminei lembrando que a história de vida dele é tão magnífica que levou Guto Pasko, o cineasta, a retratá-la num filme.

Com agradável surpresa dias após estar circulando nosso Editorial soube, pelo próprio Guto Pasko que o filme será, por fim, exibido nas salas de cinema do Brasil depois de cinco anos de ansiosa espera

Guto Pasko é um descendente de Ucranianos, com raízes Prudentopolitana. Com uma sensibilidade diferenciada, tornou-se cineasta e demonstrou isto quando produziu “MADE IN UCRANIA”, filme que quem não viu não sabe o que está perdendo, como diria meu saudoso avô José Kobren.

Enquanto gravava o que de melhor a nossa comunidade fez e continua fazendo conheceu este IVAN, homem simples de poucas palavras, confusas pela dificuldade de alinhar o ucraniano com o português mas firmes quando se trata de falar sobre sua saída da Ucrânia, a vinda para o Brasil, sua vida por aqui e seus desejos de um dia voltar para rever o que deixou na época da segunda guerra.

Foi então que aflora a sensibilidade do cineasta e ele decide buscar recursos para propiciar que IVÀN faça o caminho inverso em sua vida, ou seja, volte para a sua Ucrânia.

Guto surpreende IVAN e o leva para seu berço. Lá, ele revê amigos e principalmente familiares que até então julgava nunca mais veria.

Lá, passeia pelos Girassóis e reencontra a casa onde nasceu.

Lá, tem a oportunidade de falar sobre sua vida desde a saída e como viveu e vive neste Brasil.

Lá chorou de emoção e de alegria.

Na verdade, IVAN BOJKO é o ator de um filme que retrata o caminho percorrido por muitos ucranianos que por certo em condições semelhantes, senão piores para este Brasil vieram numa fuga que tinha como principal objetivo salvar a vida.

No filme, IVAN BOJKO consegue o que muitos almejaram e não obtiveram sucesso ou o que muitos igualmente conseguiram, ou seja, voltar e ver o que deixou e como tudo e todos ficaram e por consequência como tudo e todos hoje se encontram.

IVAN BOJKO é o herói que não salva ninguém, não retoma o mundo de vilões poderosos, não pula de prédios e nem voa. IVAN é o herói do filme porque com sua voz cansada mas afetuosa, seu olhar firme mas carinhoso retrata a saga de muitos homens e mulheres que antes e depois dele para cá vieram.

Assistir ao filme não significa apenas ver a saga de IVAN, mas se permitir substituir o ator principal por tantos outros atores que em momento algum foram coadjuvantes, mas poderiam sim dividir a tela com IVAN.

Guto Pasko achou um ator e tanto para mostrar numa vida o que tantas outras passaram.

Guto Pasko foi sensível em achar na história de IVAN BOJKO a história de tantas pessoas que imigraram para este Brasil vindas da Ucrânia e não tiveram a oportunidade de contar adequadamente seus dias difíceis nem os mais alegres, pois já se foram.

IVAN, o filme, nos permitirá viajar com muita gente além de IVAN BOJKO, basta termos um pouco da sensibilidade de Guto Pasko.

SLAVA IKRAINII

Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , , , , , , , , , , , ,

Categorias
Guto Pasko, Notícias

Nenhum Comentário

Em homenagem ao dia da Independência da Ucrânia, que comemora-se hoje (24), a emissora CINEBRASiLTV exibe em rede nacional no decorrer da semana dois longas-metragens documentários produzidos pela GP7 Cinema que abordam a imigração ucraniana para o Brasil.

São os filmes “Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná” e “Sim, Também Somos Ucranianos”.

“Sim, Também Somos Ucranianos” nasceu da viagem história ocorrida em 2011 em comemoração aos 120 anos de imigração ucraniana para o Brasil e 20 anos de independência do país, idealizada e promovida pela Dnipro Gold, sob o comando de Sérgio J. Maciura e Edson Wistuba, em parceria com a Representação Central Ucraíno Brasileira – RCUB, presidida por Vitório Sorotiuk.

A direção do documentário ficou a cargo dos cineastas paranaenses Guto Pasko e Andréia Kaláboa da GP7 Cinema.

A imigração ucraniana para o Brasil teve início no ano de 1891, com a chegada ao Estado do Paraná de oito famílias de imigrantes provenientes da cidade de Zolotiv, Província de Lviv, região oeste da Ucrânia. Na sequência, tivemos mais três grandes levas de imigração para o país.

120 anos depois da chegada dos primeiros imigrantes, um grupo de 186 brasileiros, a maioria descendentes destes imigrantes ucranianos, retorna ao país de origem de seus antepassados para comemorar esta data simbólica, que coincidiu com as comemorações dos 20 anos de Independência da Ucrânia.

No encontro com a Ucrânia de hoje, muita alegria, emoção e surpresas. Uma verdadeira imersão histórico-cultural no cotidiano desse país e seu povo, que apesar de sempre ter sido subjugado, jamais abandonou suas crenças e tradições.

E esta identidade ucraniana é arduamente mantida até hoje pelos descendentes que vivem no Brasil, que têm muito orgulho em dizer: “Sim, também somos ucranianos!”

E já está sendo preparada pela Dnipro Gold a viagem em comemoração aos 125 anos de imigração para o Brasil, programada para agosto de 2016 . Informações podem ser obtidas através do site www.dniprogold.com.br

Serão duas exibições nesta semana do documentário “Sim, Também Somos Ucranianos”, uma dia 27 às 23:00 (quinta-feira) e outra dia 29 às 09:55 (sábado).

Link para o filme:

“Made in Ucrânia” faz um resgate histórico da imigração ucraniana no Estado do Paraná, desde a chegada dos primeiros imigrantes há 120 anos atrás até os dias de hoje, mostrando como os imigrantes mantiveram vivas todas as suas tradições e costumes, tais como a língua, o folclore, a religiosidade, os cantos, artesanato e arquitetura, influenciando diretamente na cultura paranaense.

Mais do que retratar a história desse povo no Paraná, o filme mostra um panorama geral da Ucrânia e dos principais acontecimentos políticos que marcaram a sua história, explicando os motivos das três fases da imigração desta etnia ao Brasil, traçando um paralelo entre as comunidades ucranianas do Brasil com a história da Ucrânia antiga, desde o Principado de Kiev até os dias de hoje, nos evidenciando que, um século depois, a situação econômica e política da Ucrânia não mudaram muito e os ciclos imigratórios continuam.

Dificuldade econômica, dominação política, fé, luta, sonhos, esperança…”Made in Ucrânia — Os Ucranianos no Paraná” é um retrato fiel da bravura desse povo que jamais se entrega.

Trailer:

O filme “Made in Ucrânia foi exibido dia 20 de agosto e terá nova exibição dia 28, às 03:10 da manhã. O documentário tem roteiro e direção do cineasta Guto Pasko.

A emissora CINEBRASiLTV pode ser sintonizada nacionalmente no Canal 184 SKY, além das emissoras abaixo no Paraná.

CAMBÉ
SVC 39

APUCARANA
RCA TV 20

SARANDÍ
RCA TV 52

CAMPO MOURÃO
Plug TV 54

COLOMBO
RCA TV 17

FRANCISCO BELTRÃO
RCA TV 18

PARANAVAÍ
RCA TV 17

TOLEDO
RCA TV 17

MAL. CANDIDO RONDON
Televigo 67

PATO BRANCO
Televigo 67

CURITIBA
TV Barigui 39

FOZ DO IGUAÇÚ
Vivo TV 16

UMUARAMA
TVC Paraná 54

CORNÉLIO PROCÓPIO
BrasilNet

IRATI
BrasilNet

Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , ,

Categorias
Guto Pasko, Notícias

Nenhum Comentário

O longa-metragem documentário MADE IN UCRÂNIA – OS UCRANIANOS NO PARANÁ, produzido pela GP7 Cinema, com roteiro e direção de Guto Pasko será exibido 4 vezes em rede nacional na TV por Assinatura na emissora CINEBRASiLTV.

A primeira delas será amanhã, dia 22, as 23h50min.

Datas e horários das exibições:

22/09/2104 – as 23h50min
26/09/2014 – as 01h15min
29/09/2014 – as 09h25min
14/10/2014 – as 23h25min

A CINEBRASiLTV opera em rede nacional pelas operadoras SKY – 184 e GVT – 108. Também é possível sintonizar a emissora no Paraná em várias outras operadoras. Confira quais no link: http://cinebrasil.tv/index.php/pr/?estado=PR

Sinopse:
O longa-metragem documentário faz um resgate histórico da imigração ucraniana no Estado do Paraná, desde a chegada dos primeiros imigrantes há 120 anos atrás até os dias de hoje, mostrando como os imigrantes mantiveram vivas todas as suas tradições e costumes, tais como a língua, o folclore, a religiosidade, os cantos, artesanato e arquitetura, influenciando diretamente na cultura paranaense.

Mais do que retratar a história desse povo no Paraná, o filme e a minissérie nos mostram um panorama geral da Ucrânia e dos principais acontecimentos políticos que marcaram a sua história, explicando os motivos das três fases da imigração desta etnia ao Brasil, traçando um paralelo entre as comunidades ucranianas do Brasil com a história da Ucrânia antiga, desde o Principado de Kiev até os dias de hoje, nos evidenciando que, um século depois, a situação econômica e política da Ucrânia não mudaram muito e os ciclos imigratórios continuam.

Dificuldade econômica, dominação política, fé, luta, sonhos, esperança…”Made in Ucrânia — Os Ucranianos no Paraná” é um retrato fiel da bravura desse povo que jamais se entrega.

Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , ,

Categorias
Guto Pasko, Imprensa, Notícias

Nenhum Comentário

Matéria publicada no CADERNO G do Jornal Gazeta do Povo em 2005.

A peleja do barreado

Projeto é um dos selecionados do estado no programa DOCTV 2005.

PRATO MAIS CONHECIDO DA CULINÁRIA paranaense, o barreado é centro de uma disputa histórica entre as principais cidades do litoral do estado, que revindicam para si a origem da receita. Essa divergência é o ponto de partida do documentário Antonina, Morretes e Paranaguá – Unidas pela História, da jornalista Maria Fernanda Cordeiro, um dos projetos vencedores do segundo edital do programa DOC-TV, criado pela Rede Pública de Tevê (liderada pela TV Cultura, de São Paulo), em parceria com o Ministério da Cultura.

Foram selecionadas 32 propostas de todos os estados brasileiros (o Paraná é um dos que contempla dois projetos), que receberam R$ 100 mil cada (recursos em dinheiro e equipamentos), para a realização de um vídeo de 55 minutos a ser veiculado nas tevês educativas de todo o Brasil. Além do trabalho de Cordeiro, o outro documentário do DOC-TV 2005 no estado é Zequinha Grande Gala, de Carlos Henrique Túllio, que tem como tema as históricas balas Zequinha.

Segundo pesquisa realizada por Maria Fernanda, o prato barreado é feito no Paraná há cerca de 200 anos. “Alguns contam que a receita do barreado veio com os açorianos, depois foi se adaptando no litoral daqui”, conta. Mas existem várias versões, nenhuma precisa, sobre a origem do prato típico. “Uma delas diz que ele surgiu com os escravos, que pegavam sobras de carnes dos bois dos senhores de terra, colocavam numa panela de barro e enterravam. Eles acendiam uma fogueira em cima do local, e, para disfarçar o que estavam fazendo, dançavam a noite inteira ao redor do fogo. No dia seguinte, desenterravam a panela com o cozido pronto”, lembra Guto Pasko, co-diretor do documentário (sua produtora, a GP7, é responsável pelo projeto). Em 2004 ele foi um dos vencedores do edital de cinema e vídeo do governo estadual (categoria telefilme), com um projeto de documentário sobre os ucranianos no Paraná (atualmente em fase de pré-produção).

Outra história sobre o barreado afirma que a comida era feita para os festejos de carnaval -,também em panelas de barro, que eram enterradas por alguns dias. As pessoas se divertiam enquanto a carne cozinhava. Depois de pronto, o prato, considerado revitalizador, era servido aos foliões. “Existe ainda uma versão dizendo que o prato teria surgido com os tropeiros. Essa é a mais contestada. Como um tropeiro andaria quilômetros e quilômetros no lombo de uma mula, carregando a enorme panela necessária para fazer o prato, parando no meio do caminho, para fazer a comida e esperando um dia para tudo ficar pronto?”, lembra Pasko.

Hoje em dia, o barreado não é mais feito em panelas de barro. Costuma-se usar uma penela de pressão, que acelera o processo de cozimento para dez, 12 horas “apenas”. “Pesquisamos e constatamos que só dois lugares do litoral ainda fazem o prato à moda antiga, um em Paranaguá e outro em Antonina. Os restaurantes não usam a panela de barro por causa da vigilância sanitária, que não fornece alvarás de funcionamento se o prato for feito dessa forma”, observa o co-diretor.

A receita do prato muda muito pouco de uma cidade para outra, mas, mesmo assim, esse é um fator que gera muitos embates entre os habitantes das cidades. “A intenção do documentário é apimentar essa discussão, provocar as pessoas em relação ao tema. Não pretendemos levantar a bandeira de uma das cidades, ou de uma das versões de autoria do barreado, pois não há como comprovar como o prato realmente surgiu”, avisa Pasko.

Pontos de ligação

A produção não pretende se fixar apenas no barreado, pois Antonina, Morretes e Paranaguá têm outras características comuns. “Quando comecei a me aprofundar mais na pesquisa, descobri várias ligações entre as cidades. A partir disso, fui abrindo o leque de temas e incluindo coisas que as uniam”, revela Maria Fernanda Cordeiro, dando como exemplo a construção da Estrada da Graciosa, que foi disputada pelos municípios para decidir quem teria o direito à ligação com a capital. O mesmo aconteceu na construção da estrada de ferro. “A região é muito rica culturalmente, cada assunto rende um documentário específico – o fandango, os alambiques de cachaça em Morretes (bebida que acompanha o barreado), o modo de vida do caiçara, os portos”, continua Guto Pasko.

O documentário será baseado nas histórias e depoimentos dos habitantes locais. Os diretores também pretendem investir nas imagens da região (são 40 horas de material gravado) e na trilha sonora. Em Antonina, a produção registrou o trabalho de um grupo de seresteiros, liderados por Rui, filho da tradicional dupla Belarmino e Gabriela, que sai cantando pela madrugada do último sábado de cada mês, atendendo pedidos de músicas (que são deixados penduradas em placas nas casas), vestido com figurino dos anos 20. “Gravamos também com um grupo de jovens da Ilha dos Valadares, em Paranaguá, que dança fandango e que está resgatando a Festa do Divino. Eles têm musicas fantásticas. Queremos ainda registrar o depoimento do Carrigo (musico conhecido da região) e utilizar uma das suas musicas na trilha”, conta o diretor.

A partir desta semana, a produção inicia os trabalhos de edição de Antonina, Morretes e Paranaguá – Unidas pela História. O prazo de entrega do filme é 30 de maio. A data de veiculação do documentário ainda será definida pela Rede Pública de Tevê.

Rudney Flores