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O filme IVÁN do cineasta paranaense Guto Pasko estreia em novembro nos cinemas brasileiros.

Abaixo as cidades com as respectivas datas e salas de exibição:

19 de novembro no Cine Odeon – Rio de Janeiro. 
26 de novembro no Espaço Itaú de Cinema – Brasília. 
26 de novembro no Espaço Itaú de Cinema – Curitiba. 
26 de novembro no Espaço Itaú de Cinema – São Paulo. 
26 de novembro no Espaço Itaú de Cinema – Porto Alegre. 
26 de novembro no Cineplus Jardim das Américas – Curitiba.

Confira a página do filme no Facebook: https://www.facebook.com/ivanfilme/

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O jornal é editado pela Sociedade Ucraniana do Brasil – SUBRAS.

“Iván Bojko é o herói que não salva ninguém, não retoma o mundo de vilões poderosos, não pula de prédios e nem voa. Iván é o herói do filme porque com sua voz cansada mas afetuosa, seu olhar firme mas carinhoso retrata a saga de muitos homens e mulheres que antes e depois dele para cá vieram.”

Leia aqui o texto de Roberto Oresten, Presidente da Sociedade Ucraniana do Brasil clicando na imagem.

EDITORIAL

Na última edição do nosso “O Lavrador” escrevi algumas palavras lembrando de minha infância e tentando mostrar como me foi importante a figura de IVÀN BOJKO, o homem das Banduras que magistralmente liderava e regia um grupo de homens que entoavam cações nacionalistas ucranianas em eventos cívicos.

Minhas palavras foram decorrentes de um encontro fortuito que tive com O Sr IVÀN na SUBRAS, num almoço de domingo.

Quando escrevi, terminei lembrando que a história de vida dele é tão magnífica que levou Guto Pasko, o cineasta, a retratá-la num filme.

Com agradável surpresa dias após estar circulando nosso Editorial soube, pelo próprio Guto Pasko que o filme será, por fim, exibido nas salas de cinema do Brasil depois de cinco anos de ansiosa espera

Guto Pasko é um descendente de Ucranianos, com raízes Prudentopolitana. Com uma sensibilidade diferenciada, tornou-se cineasta e demonstrou isto quando produziu “MADE IN UCRANIA”, filme que quem não viu não sabe o que está perdendo, como diria meu saudoso avô José Kobren.

Enquanto gravava o que de melhor a nossa comunidade fez e continua fazendo conheceu este IVAN, homem simples de poucas palavras, confusas pela dificuldade de alinhar o ucraniano com o português mas firmes quando se trata de falar sobre sua saída da Ucrânia, a vinda para o Brasil, sua vida por aqui e seus desejos de um dia voltar para rever o que deixou na época da segunda guerra.

Foi então que aflora a sensibilidade do cineasta e ele decide buscar recursos para propiciar que IVÀN faça o caminho inverso em sua vida, ou seja, volte para a sua Ucrânia.

Guto surpreende IVAN e o leva para seu berço. Lá, ele revê amigos e principalmente familiares que até então julgava nunca mais veria.

Lá, passeia pelos Girassóis e reencontra a casa onde nasceu.

Lá, tem a oportunidade de falar sobre sua vida desde a saída e como viveu e vive neste Brasil.

Lá chorou de emoção e de alegria.

Na verdade, IVAN BOJKO é o ator de um filme que retrata o caminho percorrido por muitos ucranianos que por certo em condições semelhantes, senão piores para este Brasil vieram numa fuga que tinha como principal objetivo salvar a vida.

No filme, IVAN BOJKO consegue o que muitos almejaram e não obtiveram sucesso ou o que muitos igualmente conseguiram, ou seja, voltar e ver o que deixou e como tudo e todos ficaram e por consequência como tudo e todos hoje se encontram.

IVAN BOJKO é o herói que não salva ninguém, não retoma o mundo de vilões poderosos, não pula de prédios e nem voa. IVAN é o herói do filme porque com sua voz cansada mas afetuosa, seu olhar firme mas carinhoso retrata a saga de muitos homens e mulheres que antes e depois dele para cá vieram.

Assistir ao filme não significa apenas ver a saga de IVAN, mas se permitir substituir o ator principal por tantos outros atores que em momento algum foram coadjuvantes, mas poderiam sim dividir a tela com IVAN.

Guto Pasko achou um ator e tanto para mostrar numa vida o que tantas outras passaram.

Guto Pasko foi sensível em achar na história de IVAN BOJKO a história de tantas pessoas que imigraram para este Brasil vindas da Ucrânia e não tiveram a oportunidade de contar adequadamente seus dias difíceis nem os mais alegres, pois já se foram.

IVAN, o filme, nos permitirá viajar com muita gente além de IVAN BOJKO, basta termos um pouco da sensibilidade de Guto Pasko.

SLAVA IKRAINII

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Filme “Iván” retrata história real de refugiado que retorna à Ucrânia após 68 anos longe da família.

Iván Bojko é um sobrevivente da Segunda Guerra Mundial. Nascido na Ucrânia, foi tirado à força de seu país em 1942 pelos nazistas para fazer trabalhos forçados na Alemanha. Em 1948 conseguiu imigrar para o Brasil, tornando-se apátrida. Desde então, não pôde retomar contato com seus familiares devido ao bloqueio imposto pelo regime político dos russos em seu país – um novo conflito entre os dois países retornou aos noticiários mundiais nos últimos tempos.

68 anos depois, ele retornou. Este comovente reencontro com o seu país, sua família e seu passado é retratado no filme “Iván”, que conta a história real de um refugiado, baseada nos diários escritos pelo próprio Iván Bojko, que tinha 91 anos quando voltou a pisar em solo ucraniano.

“Iván” tem direção de Guto Pasko, experiente realizador paranaense, que é descendente de ucranianos, e abordou o tema imigração em outros títulos de sua filmografia, tais como “Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná”, “A Colônia Cecília” (neste caso, sobre imigrantes italianos) e “O Herói de Cruz Machado” (poloneses).

O filme recebeu premiações no Festival de Cinema  de Maringá, Florianópolis Audiovisual Mercosul, Fest Cine Goiânia, além de ser exibido nos festivais de Brasília, Mostra Tiradentes, Olhar de Cinema (Curitiba), Cinesul , FENAVID (Bolívia), Festival Cinematográfico de Montevideo (Uruguai) e Festival Latino-Americano de Cinema de Trieste (Itália).

“Iván” é uma realização da GP7 Cinema, com produção de Andréia Kaláboa, patrocinado pela Petrobras, com a distribuição da Moro Filmes através do Edital do FSA para distribuição.

Esta semana marca o lançamento do trailer oficial deste longa-metragem.

Página oficial: ivanfilme.com

Página no Facebook: www.facebook.com/ivanfilme

Trailer:

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”Cativas – Presas Pelo Coração”, de Joana Nin, comove ao mostrar as relações amorosas de mulheres com presidiários.

Matéria publicada no Jornal Gazeta do Povo de 11.08.2015.

“Todas as cartas de amor são ridículas ou não seriam cartas de amor”, escreveu Fernando Pessoa pela pena de seu alter ego Álvaro de Campos.

Talvez a definição não faça justiça às centenas de cartas ornadas com rosas e pores do sol desenhados à canetinha e perfumadas com os sabonetes baratos que são remetidas todas as semanas da Rua das Palmeiras sem número, o endereço da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara.

Trágicas e comoventes, essas cartas são o único meio de contato entre os muitos casais de mulheres livres com homens encarcerados na PCE que compõem a linha narrativa de “Cativas – Presas Pelo Coração”, da diretora Joana Nin. O documentário será lançado nesta quinta-feira (13), no Cineplus Jardim.

O filme chega ao circuito comercial 14 anos depois de ter sido idealizado por Joana e uma equipe que inclui as produtoras curitibanas Moro Filmes e Sambaqui Cultural, mais o canal pago GNT.

“É o tipo de projeto que pessoas sãs teriam abandonado. São muitos anos lutando contra muitas barreiras além daquelas que normalmente enfrentam os longas documentais”, diz Joana.

O projeto teve início em 2001, com a ideia que deu origem ao curta-metragem “Visita Íntima”, de 2004, mostrando a rotina de visitas de mulheres aos presos na PCE.

O longa-metragem consegue expandir esse argumento e retrata o cotidiano sofrido de 13 mulheres cujo “grande amor” está cumprindo pena.

Para a cineasta, ainda que o filme faça uma reflexão sobre o sistema penitenciário, ele “é basicamente sobre mulheres e a forma feminina, loucas e humanas, de amar”. “O filme mostra como elas conseguem acessar o cárcere pela via do afeto, sendo que a gente, quando olha para o cárcere, pensa em tudo menos no afeto”, diz Joana.

“Cativas” fez opções narrativas ousadas até o limite do cinema documental.

Há, por exemplo, um casamento entre um detento e uma das personagens com direito a véu, grinalda, padrinhos, brindes e bolo de noiva. Há ainda a recriação da cena em que dois presos compõem com textos e desenhos cartas como as que costumam mandar às suas parceiras todas as semanas.

“Essa cena é documental. Ainda que a cela tenha que ter sido recriada numa ala desativada, pedi para os presos trazerem coisas da cela para recriarem o ambiente de como poderia ter acontecido”, explica Joana.

Há ainda o registro de uma relação sexual durante uma das visitas íntimas – registrado de forma sutil e poética – que torna o filme único.

“Não sei se existe algum filme documental no mundo que apresenta uma cena de sexo no meio da cadeia”, observa Joana. “Eu ‘puxei’ 14 anos de cadeia. Fui ‘cativada’ pelo tema e não pude deixar passar, pois creio que ninguém no Brasil tenha 12 anos de pesquisa em uma mesma unidade e consiga mostrar esse universo como ele é mesmo”, diz Joana.

“Cativas – Presas Pelo Coração”

Filme estreia nesta quinta-feira (13) com sessões às 17h30 e 21h no Cineplus Jardim das Américas (João Doetzer, 555 – Jardim das Américas).

Além de “Cativas”, a distribuidora Moro Filmes lança em 2015: o novo filme de Guto Pasko (sobre o refugiado ucraniano Iván Boiko, ainda sem título), “As Fábulas Negras” e “Caçadores de Espécies e o Símbolo Secreto”.

Link da matéria:

http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/cinema/documentario-retrata-os-dificeis-amores-separados-pelo-carcere-9es77sh4t300l1ae51ktgbzmu

Assista ao trailer de “Cativas”:

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Filme de Guto Pasko retrata a história de Iván Bojko, que retorna à Ucrânia 68 anos após ser retirado pelos nazistas.

Publicado no Jornal Gazeta do Povo em 30.07.2015.

O cineasta paranaense Guto Pasko decidiu dar ao público a oportunidade de definir qual será o título de seu novo filme. O documentário conta a história de Iván Bojko, ucraniano que deixou o país após a invasão dos nazistas, mudou-se para o Brasil e retorna à terra natal 68 anos depois.

No site do filme, os internautas podem escolher entre cinco títulos para o filme. O mais votado deverá ser dado ao documentário, que estreia nos cinemas em novembro.

Guto Pasko dirigiu, entre outras produções, o documentário “Made in Ucrânia”, sobre a imigração ucraniana no Brasil.

Link matéria no jornal:

http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/cinema/publico-vai-escolher-titulo-de-documentario-sobre-ucraniano-5f4b89bvgg8a8ohirie70a2al

Assista ao trailer:

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O longa-metragem do cineasta paranaense Guto Pasko será distribuído nas salas de cinema no Brasil pela Moro Filmes.

A ideia é que o público ajude a definir o título final do documentário de longa-metragem sobre IVÁN BOJKO.

Para conhecer as opções de título e votar entre no link: http://goo.gl/forms/ql5uL2IHIu

Sinopse:
Em 1942 Iván Bojko foi arrancado pelos nazistas de sua aldeia natal e levado para Alemanha para trabalhos forçados. Em 1948 ele imigrou para o Brasil como refugiado da segunda guerra mundial e nunca mais conseguiu voltar para a Ucrânia, mas se manteve ligado às tradições culturais do seu país através da musica.

68 anos depois, o filme documenta o retorno de Iván Bojko a sua terra natal, numa verdadeira viagem de “volta ao passado”, já aos 91 anos de idade.

Baseado nos diários de Iván, as imagens e sons funcionam como canais de acesso a uma experiência do imaginário, que atravessam as simples lembranças do imigrante e chegam ao nosso imaginário também.

Trailer:

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A emissora de TV Pública do Estado E-Paraná exibiu matéria especial sobre os 14 anos da produtora GP7 Cinema, dando destaque para as produções recentes de conteúdo para televisão e cinema.

São mais de 35 obras audiovisuais produzidas ao longa da história da produtora e nos últimos cinco anos de atuação o foco principal tem sido a produção de conteúdo para emissoras de TV.

Somente para a RPC TV (afiliada TV Globo no Paraná) a GP7 Cinema produziu 23 episódios de TV ficção para o quadro Casos e Causos, além da minissérie de época “Colônia Cecília – Uma História de Amor e Utopia”, que retrata a história da única experiência (real) anarquista da América Latina, idealizada por imigrantes italianos no município paranaense de Palmeira, entre 1890 e 1894.

Esse know how adquirido nesse período deu confiança para a produtora alçar voos maiores. Nos últimos dois anos uma equipe de 09 roteiristas parceiros da GP7 Cinema está trabalhando no desenvolvimento de uma carteira de 10 projetos de séries para TV de diferentes tipologias, visando atender as grandes emissoras do eixo Rio-São Paulo, principalmente os canais por assinatura, que desde a entrada em vigor da Lei 12.485/11, estão tendo que cumprir uma cota mínima de 3,5 horas semanais de conteúdo audiovisual brasileiro independente em suas grades de programação.

Essa nova janela que se abriu no mercado audiovisual brasileiro é a grande aposta da GP7 Cinema para se consolidar no mercado como produtora de ponta na produção de conteúdo de qualidade. A meta da produtora é se tornar referência nacional entre as produtoras do sul do Brasil aptas a atender todas as emissoras de grande porte do país, tanto os canais nacionais quanto estrangeiros, sejam emissoras de TV por assinatura ou abertas. Hoje a estrutura técnica e humana da GP7 Cinema está preparada para atender essa demanda.

Foi destaque também na matéria do E-Cultura a produção internacional do longa-metragem “Iván – De Volta Para o Passado”, filmado no Brasil, Alemanha e Ucrânia. O documentário retrata a história de vida do imigrante ucraniano Iván Bojko, refugiado de segunda guerra mundial, que vive em Curitiba. O filme foi selecionado na Chamada Pública PRODECINE 03/2013 e entrará em cartaz nas salas de cinema de todo o país ainda em 2015.

Confira a matéria na integra no link abaixo:

Veja o making of da produção da minissérie “Colônia Cecília”.

Confira o trailer do longa “Iván – De Volta Para o Passado”.

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O longa-metragem “Iván – De Volta Para o Passado”, com roteiro e direção do cineasta paranaense Guto Pasko e produzido por Andréia Kaláboa, foi selecionado na Chamada Pública PRODECINE 03/2013, que destina recursos à comercialização de longas-metragens de ficção, animação ou documentário.

O Banco Regional de Desenvolvimento Econômico do Extremo Sul (BRDE) e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) irão investir R$ 200.000,00 no lançamento do filme nas salas de cinema no Brasil.

O filme foi produzido via Lei do Audiovisual e contou com patrocínio da Petrobrás e está pronto desde 2011. Desde então a produtora GP7 Cinema vinha tentando viabilizar a distribuição no circuito exibidor nacional.

Sinopse: Em 1942 Iván Bojko foi arrancado pelos nazistas de sua aldeia natal e levado para Alemanha para trabalhos forçados. Em 1948 ele imigrou para o Brasil como refugiado da segunda guerra mundial e nunca mais conseguiu voltar para a Ucrânia. 68 anos depois, o filme documenta o retorno de Iván Bojko à sua terra natal, numa verdadeira viagem de “volta ao passado”, já aos 91 anos de idade.

O Comitê de investimento optou por INVESTIR no projeto por considerar que as características artísticas e históricas da obra apresentam potencial de público dentro de um nicho de mercado específico do cinema brasileiro, além da possibilidade de circulação do projeto por outras janelas, inclusive no mercado internacional.

O lançamento da obra no mercado de cinema brasileiro será feito pela Distribuidora Moro Filmes, também de Curitiba, coordenada por Diana Moro.

As datas de lançamento nas salas de cinema brasileiras serão definidas em breve entre a produtora e a distribuidora.

Assista ao trailer do filme no link abaixo:

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Guto Pasko registra momentos da viagem feita por descendentes à Ucrânia, em 2011.

Matéria publicada no CADERNO G do Jornal Gazeta do Povo em 24/03/2013.

2011 foi um ano muito especial para a Ucrânia. O país do Leste Europeu comemorou os 20 de anos de sua independência, depois de integrar, por quase 70 anos, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Do outro lado do Atlântico, no Brasil, celebrava-se outra data importante: os 120 anos da chegada da primeira leva de imigrantes ucranianos ao país, onde vivem em torno de 500 mil descendentes, número apenas menor do que o encontrado nos Estados Unidos (1,5 milhão) e Canadá (1 milhão).

Como parte das comemorações a esse marco na história da presença ucraniana no Brasil, uma comitiva composta por 186 integrantes viajou, há dois anos, ao país da Europa Oriental, percorrendo suas diversas regiões, participando de eventos festivos, alguns com a presença de autoridades de ambas as nações. No grupo, além de muitos descendentes, estavam alguns ucranianos há décadas vivendo no Brasil, e que jamais haviam retornado à terra natal, e até dois grupos curitibanos de música e dança folclórica: o Barvinok (da Sociedade Ucraniana) e o Poltava, do clube que leva o mesmo nome.

Também a bordo dessa comitiva estavam os cineastas Guto Pasko e Andréa Kaláboa, que, apesar de terem levado com eles equipamentos para registrar os vários momentos da viagem e das comemorações, não pensavam, em princípio, na ideia de produzir um filme. A experiência, no entanto, foi tão memorável em vários aspectos, que a dupla (além de sócios na produtora GP7 são namorados) se empolgou. Foram registradas em torno de 75 horas de imagens, que mostram desde momentos mais íntimos de descontração compartilhada pelos viajantes até cerimônias oficiais das quais partciparam. Desse material todo, nasceu o documentário Sim, Também Somos Ucranianos, que depois de 357 horas de edição, deve entrar em breve em fase de finalização, tão logo os diretores e produtores consigam levantar os recursos necessários para esse fim, estimados em cerca de R$ 30 mil – o orçamento total do longa deve ficar em trono de R$ 120 mil.

“Russificação”

Pasko vem dedicando parte substancial de seu trabalho como diretor a obras que abordam de forma direta ou indireta a sua ascendência. Em Made in Ucrania (2006), documentário depois transformado em série para a televisão, ele faz um resgate histórico da imigração ucraniana no Paraná. Já em Iván – De Volta para o Passado (2011), ele acompanha o tocante retorno de Iván Bojko, que deixou a Europa em 1948, na juventude, ao país onde nasceu, e seu reencontro com a família que deixou para trás.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Pasko conta que, para boa parte dos integrantes da comitiva, principalmente para os muitos que foram pela primeira vez à Ucrânia, a experiência de 2011 foi muito emocionante, como não poderia deixar de ser, mas também um pouco perturbadora, uma vez que encontraram um país moderno, muito diferente daquela terra ancestral idealizada, construída a partir de relatos por vezes transmitidos de geração em geração, cheios de nostalgia.

Ele conta que a Ucrânia contemporânea, apesar de teoricamente independente há duas décadas, ainda é profundamente influenciada pela força imperialista da Rússia. O idioma da gigantesca vizinha rivaliza com a língua local, também de raiz eslava, e se impõe entre os jovens e até mesmo em instâncias do poder público e da vida uinversitária. Ao ponto de ter emergido, diante desse acelerado processo de russificação, uma campanha popular em defesa da cultura e da língua locais, intitulada “Sim, Somos Ucranianos”, de onde nasceu o nome do filme de Pasko e Andréa, Sim, Também Somos Ucranianos.

Por Paulo Camargo

http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=1356520

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Brasilia, 07 de Agosto de 2012.

Guto Pasko participou do projeto na CAIXA Cultural Curitiba, que apresenta mais uma sessão em agosto.

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, no próximo dia 14 (terça-feira), a quinta sessão do Teste de Audiência, projeto de cinema idealizado pelos cineastas Márcio Curi e Renato Barbieri, que consiste na exibição de um filme nacional, não finalizado, e um bate-papo entre o diretor do filme e o público.

Em junho, os curitibanos conferiram o filme “Iván – de volta para o passado”, do cineasta Guto Pasko. A obra conta a história de Iván Bojko, ucraniano levados pelos nazistas para realizar trabalho forçado na Alemanha. Em 1948, ele imigrou para o Brasil como refugiado da 2ª Guerra Mundial. 68 anos depois, o filme documenta o retorno de Ivan, numa verdadeira viagem “de volta para o passado”, aos 91 anos de idade.

Pasko aprovou o projeto, sendo a sua primeira participação em algo do gênero. O cineasta acredita que sua “visão conceitual sobre a obra em si não mudou, mas melhorou significativamente”, pois se adentra a uma dimensão antes não percebida pelo realizador. “Uma das modificações foi diminuir 12 minutos da duração final do filme, o que para um longa-metragem é bastante coisa, mas isso ajudou na narrativa”, conta Pasko.

O cineasta conta ainda que percebeu que o público criou expectativas que a princípio não estavam sendo atendidas, mas conseguiu consertar isso a tempo: “São detalhe tão simples, mas que eu já não enxergava, pelo fato de estar tão imerso no processo de montagem do filme como um todo”. Pasko também aprovou os métodos de avaliação do projeto. “O debate com o público no final da sessão é extremamente enriquecedor, e o trabalho de análise do filme é profundo, a partir dos questionários que são distribuídos para o público”.

Teste de Audiência:

Além de oferecer aos cineastas uma preciosa ferramenta de trabalho, o Teste de Audiência colabora também para a formação do público e para o desenvolvimento de uma metodologia científica de aprimoramento e finalização das obras audiovisuais. Por meio de uma ampla pesquisa sobre o estágio de filmagem e montagem dos novos filmes brasileiros, os curadores selecionam os títulos mais adequados ao projeto.

Nessa etapa, são considerados critérios de diversificação geográfica e de gênero, sempre respeitando a qualidade cinematográfica em seus aspectos técnicos e narrativos. Esses aspectos essenciais permitem montar uma grade de programação forte e plural, refletindo e respeitando os valores da cinematografia brasileira.

Serviço:

Cinema: Teste de Audiência 2012 – 5ª sessão

Local: CAIXA Cultural Curitiba- Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)

Data: 14 de agosto de 2012 (terça-feira)

Horário: 20h

Ingressos: Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do Teatro, no dia do evento, a partir das 19h

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta-feira das 12h às 20h, sábado das 16h às 20h e domingo das 16h às 19h)

Classificação etária: Não recomendado para menores de 16 anos

Lotação máxima do teatro: 125 lugares (2 para cadeirantes)

http://www1.caixa.gov.br/imprensa/imprensa_release.asp?codigo=6912140