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O longa-metragem IVÁN da GP7 Cinema com direção de Guto Pasko chegou nesta semana na TV por Assinatura em rede nacional no canal CINEBRASiLTV que está disponível em várias operadoras.

Em 1942 Iván Bojko foi arrancado pelos nazistas de sua aldeia natal e levado para Alemanha para trabalhos forçados. Em 1948 ele imigrou para o Brasil como refugiado da segunda guerra mundial e nunca mais conseguiu voltar para a Ucrânia, mas se manteve ligado às tradições culturais do seu país através da musica.

68 anos depois, o filme documenta o retorno de Iván Bojko a sua terra natal, numa verdadeira viagem de “volta ao passado”, já aos 91 anos de idade.

Baseado nos diários de Iván, as imagens e sons funcionam como canais de acesso a uma experiência do imaginário, que atravessam as simples lembranças do imigrante e chegam ao nosso imaginário também.


Próximas Apresentações
Datas / Horários
quarta-feira, 29/11/2017 às 23:55
sexta-feira, 01/12/2017 às 03:00
segunda-feira, 04/12/2017 às 14:30
quinta-feira, 14/12/2017 às 15:40

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Guto Pasko, Notícias

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Iván Bojko, protagonista do documentário de longa-metragem “IVÁN”, faleceu na noite de 23.12.2016, aos 97 anos de idade, na cidade de Curitiba.

Iván era ucraniano e veio para o Brasil como refugiado de segunda guerra mundial.

Iván Bojko vivia numa aldeia rural na Província de Ternópil no oeste da Ucrânia quando em 1942 foi sequestrado pelos nazistas e levado para campos de trabalhos forçados na Alemanha.

Após a guerra, ele não pode voltar para a Ucrânia porque naquele momento ela fazia parte da União Soviética e os russos consideravam quem estava na Alemanha como inimigo e então seu destino foi o Brasil e nunca mais conseguiu voltar para sua pátria.

A história de Iván Bojko chegou aos cinemas pelas mãos do cineasta paranaense Guto Pasko, que após receber dele seus diários de vida, decidiu produzir o longa-metragem com os percalços que o personagem passou.

O filme “IVÁN” documenta o retorno dele à sua terra natal 68 anos depois, já aos 91 anos de idade. Através do cinema, Iván Bojko ficou eternizado!

A produtora GP7 Cinema se solidariza com os familiares de Iván Bojko no Brasil e na Ucrânia. Foi uma honra contar essa história!

IVÁN BOJKO
*15.06.1919
+23.12.2016

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Por Celso Sabadin do Planeta Tela.

Foi Tolstoi – não foi? – que disse que se o escritor quiser ser universal, ele deve retratar sua própria aldeia? Pois o cineasta Guto Pasko deu um passo além: não só criou um documentário universal, ao abordar valores de profunda identificação com todas as culturas e corações mundiais, como também levou o próprio objeto de seu filme de volta à sua aldeia.

Explico: o longa “Iván” focaliza a simpática figura de Iván Bojko, refugiado ucraniano que durante a Segunda Guerra foi tirado à força de seu país por nazistas, realizou trabalhos forçados na Alemanha, imigrou para o Brasil, e nunca mais viu sua família nem sua terra. Aos 91 anos, hoje o Sr. Iván seria um prato cheio para um belo documentário que contasse todas esta histórias. Mas o filme guarda uma surpresa (não é spoiler) que o coloca alguns degraus acima de (mais) um simples registro de um sobrevivente de guerra: para o espanto do próprio entrevistado, a produção do longa armou o seu retorno à Ucrânia, para revisitar a terra que forçosamente abandonara há mais de 60 anos, e conhecer parte de sua família que nunca vira.

“Iván” é o registro desta jornada. É um filme sobre retornos, reencontros, raízes culturais, relações familiares, perdas… não tem como não emocionar. Não tem como vê-lo de olhos secos, principalmente num momento como este, onde o tema dos refugiados volta à pauta mundial, com terríveis repercussões.

“Iván” tem direção de Guto Pasko, realizador paranaense descendente de ucranianos, e que já havia abordado o tema imigração em outros títulos de sua filmografia, como “Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná”, “A Colônia Cecília” (neste caso, sobre imigrantes italianos) e “O Herói de Cruz Machado” (poloneses).
O filme recebeu premiações no Festival de Cinema de Maringá, Florianópolis Audiovisual Mercosul, Fest Cine Goiânia, além de ser exibido nos festivais de Brasília, Mostra Tiradentes, Olhar de Cinema (Curitiba), Cinesul, FENAVID (Bolívia), Festival Cinematográfico de Montevideo (Uruguai) e Festival Latino-Americano de Cinema de Trieste (Itália).

Uma repercussão mundial para este tema tão universal.

Link original do Planeta Tela:

http://www.planetatela.com.br/noticia/ivan-emocionante-e-universal-como-a-aldeia-de-todos-nos/

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Matéria Publicada no Caderno G do Jornal Gazeta do Povo em 04.12.15.

Imigrante ucraniano que se tornou estrela de cinema aos 96 anos conta à Gazeta do Povo o que sentiu ao retornar à pátria depois de décadas no documentário “Iván”.

A ordem em que Iván Bojko, de 96 anos, mantém sua casa e oficina de artesanato, sem falar na aparência pessoal, denunciam um traço da personalidade do leste europeu. E ajudam a entender a indignação com que ele reage no documentário “Iván”, em cartaz na cidade, quando retorna à terra natal e encontra ruas enlameadas e roças destruídas.

“Me faz muito mal”, confessa o refugiado da Segunda Guerra, naturalizado brasileiro, que mora no bairro Bigorrilho.

“Tinha dois calmantes no bolso, e tomei, mas não adiantou. Minhas pernas tremiam”, diz Iván Bojko,retratado no documentário “Iván”, sobre a chegada à casa da infância.

Assistir ao filme dirigido e idealizado pelo descendente de imigrantes ucranianos Guto Pasko é uma travessia por um vale das lágrimas. A partir do momento em que Iván recebe, diante das câmeras, a passagem para retornar ao vilarejo de Konyukhy, no oeste da Ucrânia, depois de 68 anos de exílio, passando por cada parada em que encontra vizinhos e amigos de infância, até o doído e longo abraço na irmã que não via desde os 11 anos dela e 20 dele, são várias caixas de lenço.

A característica ordeira, metódica, talvez um pouco autoritária desse senhor encantador transparece no percurso da viagem, que durou cerca de 20 dias.

O trajeto foi filmado o tempo todo pela equipe, para não perder nada. Dentro do ônibus que levava o grupo à Ucrânia profunda, Iván ia sentado na ponta da poltrona, segurando um mapa da região que ele mesmo fez dois dias após saber que retornaria a seu país.

Na conversa com a Gazeta, ele rememorou os minutos antes de chegar à antiga vila: as pernas tremiam, os olhos não aceitavam a desolação da paisagem.

Em sua imaginação, a Ucrânia era uma lavoura bem cuidada, onde o pai dava duro para construir a casa onde moravam e o abrigo dos animais. “A vila era como uma cidade. Todo mundo ajudava, arrumava as ruas. Agora não tem nem homens”, lamenta. Os efeitos da ocupação alemã e soviética ficaram patentes da janela da condução.

Quando se ofereceu para assumir o lugar da irmã, convocada a aderir aos campos de trabalho forçado na Alemanha pelos nazistas, em 1942, Iván nem se despediu da família. Depois foram seis anos em Hamelin e então o exílio no Brasil, onde foi recebido pela vasta comunidade ucraniana. Se voltasse aos domínios da ex-URSS, poderia ser executado.

Por isso, a primeira coisa que pediu ao descer do ônibus foi ver onde os pais estavam enterrados. “Quando me falaram que ninguém sabia o lugar exato, comecei a me sentir mal”, conta. Foram três calmantes antes de entrar na casa, que ele não acreditava ser o ninho de sua infância, tamanho abandono e ruína. No filme, fotografias antigas deixadas nas paredes são cobertas como o áudio de Iván, inconsolável: “Que se aconteceu, meu pai? Fala comigo”, diz.

“Eu chamei pela mãe, pelo pai, e ninguém veio”, conta à reportagem, revelando uma alma poética afinada com o hobby a que se dedica desde os anos 1960: a construção de ‘banduras’, instrumento típico ucraniano, similar à harpa – em sua oficina, cuida delas com o máximo de capricho.

A morte da mãe

O clímax do documentário de Guto Pasko sobre o Iván pode ser considerado a entrada na antiga casa, onde o protagonista não se conforma com o abandono. Mas o extravasamento de emoção não amortece para a revelação seguinte sobre como sua mãe morreu. Nenhuma ficção seria tão cruel com o espectador.

“Iván”

Documentário está em cartaz nas salas do Água Verde (16h30), Cineplus Jardim (15h), Espaço Itaú (21h) e Cineplus Campo Largo (18h20).

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Critica de Luiz Carlos Merten no Jornal O Estado de S.Paulo em 30.11.2015.

Documentário de Guto Pasko acompanha a volta de Iván Bojko à sua Ucrânia após décadas.

Foi durante a realização do documentário Made in Ucrania, sobre ucranianos no Brasil, que o cineasta paranaense Guto Pasko conheceu Iván Bojko. Ele entrevistou o velhinho que fazia banduras e tocava o instrumento típico da Ucrânia. E Iván contou como, muito jovem, foi levado do país pelos nazistas para trabalhar na Alemanha. Com o fim da 2.ª Guerra, Iván tentou, mas não pôde voltar à cidade onde nasceu porque era considerado colaboracionista. Migrou para o Brasil em 1948 e aqui viveu/vive, saudoso das suas origens.

Pasko percebeu o material que tinha nas mãos. E, munido de uma câmera, ofereceu a Iván a passagem que ele recusa. Voltaram à Ucrânia pós-comunista, quase 70 anos depois, em busca do tempo perdido. O tempo reencontrado traz algo de despedida. Kiev mudou tanto que Iván não reconhece mais a capital da Ucrânia. Na cidade onde nasceu, o padre pede à congregação que o receba. Os sobreviventes, os que eram jovens como ele, viajam nas lembranças.

Mas Iván possui uma espécie de chama. Ele tem energia, entusiasmo. Não se deixa abater. Foi durante toda a vida, e continua sendo, um resistente. É o sentido da sua viagem. No mundo global, todo mundo sabe que as fronteiras só são abertas para o turismo e o consumo. Na Europa, todo dia ouvimos as histórias brutais de repressão às migrações. Por 70 anos, Iván carregou a Ucrânia em seu coração, e é lá, e só lá, que ela vive. No mundo em transformação, ele se sente mais ucraniano no Brasil. Ao receber a árvore genealógica da família, ele se dá conta da quantidade de parentes que nunca conheceu.

É um belo filme sobre memória. Sobre perdas e ganhos. A história de uma identidade reencontrada – internamente. Se Iván fosse uma personalidade pública, como Malala, os críticos talvez dissessem que o documentário de Pasko é hagiográfico, mas não é só. Como a da jovem Malala, a vida do velho Iván é daquelas que vale revisitar. Ambos nos iluminam, esclarecem.

O documentário Iván, em cartaz, mostra que alguns momentos são decisivos. Iván reencontra a irmã e ela lhe conta como foi a morte da mãe. Iván passeia por um campo de girassóis, a flor que virou marca registrada da Ucrânia, como a bandura. No mundo globalizado, ele ouve de dois velhos que tocam o instrumento, em Kiev, que os jovens não se identificam mais com o som da bandura. Estrangeiro na própria terra, sente-se também anacrônico. Sabe que não vai mais encontrar a irmã, que as banduras que produz talvez morram com ele.

Link para matéria original:

http://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,ivan-e-um-belo-filme-sobre-memoria–perdas-e-ganhos,10000003299

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Critica de André Barcinski para o Caderno Ilustrada do Jornal Folha de S.Paulo em 27.11.2015.

Quem olha para Iván Bojko, um velhinho simpático que mora no Paraná e tem por hobby construir banduras –uma espécie de alaúde típico da Ucrânia–, não imagina a vida que ele levou.

Nascido há 91 anos numa aldeia ucraniana, Bojko foi preso pelos nazistas em 1942 e levado a um campo de trabalhos forçados na Alemanha, onde ficou por três anos. Com o fim da Segunda Guerra, não pôde voltar ao país natal: os russos dominavam a região e consideravam traidor quem supostamente havia colaborado com os alemães. Chegou ao Brasil em 1948.

“Iván”, do diretor paranaense Guto Pasko, conta a trajetória de Bojko e seu retorno à Ucrânia após quase sete décadas. O choque é grande: Bojko chega a Kiev e não reconhece a cidade. Encontra dois tocadores de bandura e parece triste quando eles dizem que a juventude não quer saber do velho instrumento.

Mas a emoção é maior quando Bojko volta à pequena aldeia natal, onde encontra parentes, vizinhos e amigos. Há uma cena comovente em uma igreja: o padre interrompe a missa e pede à congregação que o saúde. Octogenárias cercam Bojko: uma era sua vizinha; outra, a esposa de um grande amigo.

A catarse acontece quando Bojko reencontra a irmã em outra região do país. Ela relata a morte da mãe deles, uma história que ele nunca ouvira. É de gelar a alma.

Mais que o relato do reencontro de um homem com sua família e pátria, “Iván” é um filme sobre memória e perda. Bojko recebe de presente um documento com sua árvore genealógica e fica espantando com a quantidade de parentes que nunca conheceu. Ao se despedir da irmã, ambos sabem que é para sempre.

O filme é um pouco prolixo, parece estender algumas cenas que, reduzidas, ganhariam em dramaticidade. Mas nada que comprometa a experiência de ver esse documentário bonito e emocionante.

IVÁN
DIREÇÃO Guto Pasko
ELENCO Iván Bojko
PRODUÇÃO Brasil, 2014, 10 anos
QUANDO em cartaz

ANDRÉ BARCINSKI é jornalista e autor do livro “Pavões Misteriosos” (Três Estrelas)

http://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/11/1711576-emocionante-ivan-trata-de-memorias-e-despedidas.shtml?mobile

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Matéria Publicada no Caderno G do Jornal Gazeta do Povo em 23.11.15.

Documentário leva o nonagenário Iván Bojko em viagem à Ucrânia para reencontrar a irmã que não via há 68 anos.

Após lançar em 2006 o documentário “Made in Ucrânia”, que abordava a imigração ucraniana no Brasil, o cineasta Guto Pasko foi presenteado por um de seus entrevistados.

Emocionado, Iván Bojko, à época com 86 anos, entregou em suas mãos dois cadernos. Eram diários que relatavam o cotidiano de um ucraniano após ser retirado de casa e levado à Alemanha pelo regime nazista na década de 1940.

O diretor viu que tinha uma grande história ali, que merecia ser levada às telas. Guto só não imaginava que daquela história nasceria outra, ainda mais emocionante.

“Iván”, o documentário que tem pré-estreia em Curitiba nesta terça-feira (24) e estreia nos cinemas de todo o Brasil na quinta (26), não se limita apenas a desvendar a história de seu protagonista. O filme literalmente leva-o ao encontro da história, em uma jornada à Ucrânia após quase sete décadas de separação.

Quando Guto entrevistou Iván em seu primeiro filme, foi para conhecer o octogenário que produzia e tocava a bandura, instrumento musical típico ucraniano.

Nas conversas, ficou sabendo que o ucraniano foi tirado à força do país natal em 1942 e levado à Alemanha para trabalhos forçados.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, ele não pode retornar ao país (então União Soviética) porque era considerado traidor pelo regime comunista.

Conseguiu vir para o Brasil, onde chegou em 1948 e permanece até hoje. À Ucrânia, onde ficaram os pais e duas irmãs, não voltou mais.

Guto conta que, após ver “Made in Ucrânia”, Iván o procurou. Foi quando lhe entregou os diários, com relatos dos 9 anos de idade até a chegada ao Brasil. “Tudo o que ele viveu nesse período, sob o regime nazista estava ali. À medida que eu ia lendo e traduzindo, ecoavam as palavras dele ao me entregar aquele material: ‘as pessoas precisam saber disso’”, conta o cineasta.

Como mostrar isso ao público? A pergunta levou a uma ideia ousada, viabilizada graças à seleção em um edital da Petrobras, que garantiu os recursos necessários para o projeto.

A proposta consistia em levar Iván de volta à Ucrânia, para visitar o vilarejo onde morou e reencontrar a irmã, que não via há 68 anos, desde que foram separados pela guerra. “Tínhamos bem claro o caminho a percorrer, mas era impossível prever o que iria acontecer”, conta Guto.

O resultado foram centenas de horas de filmagem, acompanhando um senhor de 90 anos, percorrendo 5 mil quilômetros pela Ucrânia em 40 dias. Entre o anúncio da viagem e o esperado reencontro com a irmã, Iván revê locais, pessoas e a cultura nativa. “Sabíamos que seria algo muito forte emocionante. Foi uma experiência transformadora para toda a equipe”, conclui o cineasta.

Por Anderson Gonçalves

http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/cinema/cineasta-guto-pasko-leva-ivan-para-casa-8mg9ackfgyrnehdgbjwpudbnr

Assista ao trailer de “Iván”:

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Matéria Publicada no Jornal Gazeta do Povo em 23.11.15.

Uma coisa é certa sobre as sessões de “Iván”: muita gente vai sair do cinema com lágrimas nos olhos. E elas não vão correr apenas uma vez. Durante os 109 minutos do filme, são vários os momentos em que é possível (ou inevitável) se emocionar junto com o protagonista em sua jornada à terra natal.

O diretor curitibano Guto Pasko soube tirar grande proveito do material que tinha nas mãos. Iván Bojko, de 96 anos, o homem que dá nome ao filme, é um personagem único. Carismático e dono de uma memória invejável, ele conduz o documentário por conta própria. A despeito da história triste que carrega, cativa o espectador com sua fala tranquila, os sorrisos e as narrações que lembram em detalhes minuciosos as recordações de décadas atrás.

Guto conta que fez praticamente um reality show, registrando a viagem em tempo integral para não perder nenhum momento importante. É o que faz de “Iván” um filme acima da média. Não foi necessário usar de linguagem apelativa ou forçar a barra para criar belos momentos. As cenas em que o ucraniano visita a antiga casa e quando abraça a irmã são emoção pura, dispensam qualquer artifício.

Sem recursos técnicos ou narrativos mais intrincados, “Iván” é um documentário que funciona fazendo o “feijão com arroz”. Méritos de um diretor que, ciente do potencial de seu protagonista, deixou que a história se abrilhantasse por si mesma.

Por Anderson Gonçalves

http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/cinema/ivan-bojko-hoje-com-96-e-carismatico-e-dono-de-uma-memoria-invejavel-6n58j2opeic7fr7hlairwv03r

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Documentário “Iván” revela drama de apátrida no Brasil e começa a ser divulgado no país.

Brasília, 11 de novembro de 2015 (ACNUR) – A campanha global #IBelong (www.unhcr.org/ibelong), promovida pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) para acabar com a apatridia no mundo, tem um novo aliado em defesa de sua causa. Trata-se do documentário brasileiro “IVAN”, que será lançado na próxima semana em diversas capitais brasileiras. Amanhã, às 10h00 o filme será exibido exclusivamente para a imprensa no Cine Odeon, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a sessão para a imprensa acontece na próxima 2ª feira (dia 16/11), às 10h30 no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca.

O documentário retrata de forma comovente o reencontro de Iván Bojko com seu pais de origem, a Ucrânia, após 68 anos de exílio. Em 1942, Iván foi tirado à força de seu país pelos nazistas para fazer trabalhos forçados na Alemanha, onde permaneceu até 1945. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, não pôde retornar à Ucrânia e veio para Brasil em 1948 como refugiado. Por não ter documentos que comprovassem sua origem, viveu como apátrida no país até os anos 90, quando adquiriu a nacionalidade brasileira.

Para retornar à Ucrânia, Iván viajou com um passaporte brasileiro. Em um dos seus depoimentos no documentário, Iván reconhece o valor de ter uma nacionalidade. “O Brasil é uma terra que me deu segurança para o resto de minha vida, inclusive me deram a cidadania brasileira. Hoje sou cidadão brasileiro e espero já naquela terra descansar definitivamente”.

Para o diretor do filme, Guto Pasko, Iván é um exemplo de superação diante as adversidades que marcam a trajetória dos apátridas pelo mundo. “Iván sofreu as duras consequências dessa situação pelos quais passam atualmente milhares de pessoas em todo o mundo. Mas Ivan nunca perdeu a esperança na humanidade. Desejo que o filme Ivan sirva de inspiração para cada cidadão ainda apátrida desse planeta”.

A ONU estima que existam cerca de 10 milhões de apátridas no mundo, e a campanha #IBelong do ACNUR pretende, nos próximos 10 anos, erradicar a apatridia – um limbo jurídico para milhões de pessoas que não têm nacionalidade reconhecida por nenhum país e vivem sem garantias de seus direitos humanos. A campanha #IBelong foi lançada pelo ACNUR em novembro de 2014, no marco do 60º aniversário da Convenção de 1954 das ONU sobre o Estatuto dos Apátridas. Com a campanha, o ACNUR espera reunir 10 milhões de assinaturas na “carta aberta”, utilizando-a para demonstrar o apoio popular ao fim da apatridia.

A Carta Aberta (em português) está disponível em www.unhcr.org/ibelong/carta-aberta.

As sessões exclusivas para a imprensa também reunirão formadores de opinião, apoiadores da causa dos refugiados e representantes de instituições ligadas ao tema. O diretor do filme, Guto Pasko, estará presente. Para participar da sessão, jornalistas e pessoas interessadas devem confirmar presença pelo email rodrigojduarte@gmail.com

No dia 19 de novembro, o filme terá sua pré-estreia no Rio de Janeiro, no Cine Odeon, com venda limitada de ingressos. A sessão contará com as presenças do diretor Guto Pasko, da produtora Andréia Kaláboa e da chefe do escritório do ACNUR em São Paulo, Isabela Mazão.

Serviço:
Pré-estreias:
19/11 – Rio de Janeiro (Cine Odeon)
23/11 – São Paulo (Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca)
24/11 – Curitiba (Espaço Itaú de Cinema – Shopping Crystal)

Estreias:
19/11 – Rio de Janeiro
26/11 – São Paulo, Curitiba, Brasília e Porto Alegre

Iván na internet:
Facebook: www.facebook.com/ivanfilme
Instagram: @ivanfilme
Site oficial: ivanfilme.com

Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR)
Facebook: www.facebook.com/AcnurAmericas
Twitter: twitter.com/ACNURBrasil
Site oficial: www.acnur.org.br
Site da campanha #IBelong: www.unhcr.org/ibelong/carta-aberta

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Cabine de imprensa IVÁN no Rio de Janeiro:

Data: 12/11 (quinta-feira)

Horário: 10h

Local: Cine Odeon (Praça Floriano, 07 – Centro)

Obs: o diretor Guto Pasko estará presente no local para atender à imprensa

Cabine de imprensa IVÁN em São Paulo:

Data:16/11 (segunda-feira)

Horário: 10h30

Local: Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca Sala 4 (Rua Frei Caneca, 569, 3º andar – Consolação)

Obs: o diretor Guto Pasko estará presente no local para atender à imprensa