Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , , ,

Categorias
Guto Pasko, Notícias

Nenhum Comentário

Iván Bojko, protagonista do documentário de longa-metragem “IVÁN”, faleceu na noite de 23.12.2016, aos 97 anos de idade, na cidade de Curitiba.

Iván era ucraniano e veio para o Brasil como refugiado de segunda guerra mundial.

Iván Bojko vivia numa aldeia rural na Província de Ternópil no oeste da Ucrânia quando em 1942 foi sequestrado pelos nazistas e levado para campos de trabalhos forçados na Alemanha.

Após a guerra, ele não pode voltar para a Ucrânia porque naquele momento ela fazia parte da União Soviética e os russos consideravam quem estava na Alemanha como inimigo e então seu destino foi o Brasil e nunca mais conseguiu voltar para sua pátria.

A história de Iván Bojko chegou aos cinemas pelas mãos do cineasta paranaense Guto Pasko, que após receber dele seus diários de vida, decidiu produzir o longa-metragem com os percalços que o personagem passou.

O filme “IVÁN” documenta o retorno dele à sua terra natal 68 anos depois, já aos 91 anos de idade. Através do cinema, Iván Bojko ficou eternizado!

A produtora GP7 Cinema se solidariza com os familiares de Iván Bojko no Brasil e na Ucrânia. Foi uma honra contar essa história!

IVÁN BOJKO
*15.06.1919
+23.12.2016

Gp7 Cinema



Tags
, , , ,

Categorias
Imprensa

Nenhum Comentário

Matéria Publicada no Caderno G do Jornal Gazeta do Povo em 26.06.2016.

A exibição dos filmes será gratuita e acontecerá no Auditório Poty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer (MON).

Alguns dos filmes mais importantes produzidos nos três estados da região Sul nesta década serão exibidos a partir desta segunda-feira (27) na Mostra BRDE de Cinema Brasileiro.

Entre os filmes selecionado o destaque é “Para Minha Amada Morta”, filme de Aly Muritiba, que levou sete prêmios no Festival de Cinema de Brasília no ano passado.

Também integra a mostra documentário “Iván”, do paranaense Guto Pasko, que narra história do ucraniano sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que fugiu para o Brasil e depois de quase 70 anos volta à terra natal.

Na programação há duas animações. Uma delas é “Até que a Sbórnia nos separe”, livremente inspirado no espetáculo Tangos & Tragédias, criado e interpretado pela dupla gaúcha Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky, falecido em 2014. A outra é “Bruxarias”, voltada para crianças e conta a história de uma menina que descobre ser de uma linhagem de feiticeiras e precisa salvar a avó e os segredos da família.

Completam o festival “Oração do Amor Selvagem”, com o ator Chico Diaz como protagonista; “Real beleza”, com direção de Jorge Furtado, com Adriana Esteves e Vladimir Brichta nos papeis principais, e “Beira-mar”, premiado no Festival de Cinema do Rio em 2015.

A exibição dos filmes será gratuita e acontecerá no Auditório Poty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer (MON).

Mostra BRDE de Cinema Brasileiro

Data: de 27 a 30 de junho

Local: Auditório Poty Lazzarotto no Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999)

Horário: 14h30 e 19h30

Confira aqui a programação completa

Programação

Dia 27/06 (segunda-feira) – Sessão exclusiva para convidados

20h: Iván – De Volta ao Passado (documentário)

Dia 28/06 (terça-feira)

14h30: Até que a Sbórnia nos Separe (animação)

19h30: Para Minha Amada Morta (drama)

Dia 29/06 (quarta-feira)

14h30: Bruxarias (Animação)

19h30: Oração do Amor Selvagem (drama)

Dia 30/ 06 (quinta-feira)

14h30: Real Beleza (drama)

17 horas: Beira-Mar (drama)

19h30: Iván – De Volta ao Passado (documentário)

Por Sandro Moser
http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/mostra-reune-producao-recente-do-cinema-da-regiao-sul-bh20bnx3z5u9dfg753jakrgzw

Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , , , ,

Categorias
Imprensa

Nenhum Comentário

Por Celso Sabadin do Planeta Tela.

Foi Tolstoi – não foi? – que disse que se o escritor quiser ser universal, ele deve retratar sua própria aldeia? Pois o cineasta Guto Pasko deu um passo além: não só criou um documentário universal, ao abordar valores de profunda identificação com todas as culturas e corações mundiais, como também levou o próprio objeto de seu filme de volta à sua aldeia.

Explico: o longa “Iván” focaliza a simpática figura de Iván Bojko, refugiado ucraniano que durante a Segunda Guerra foi tirado à força de seu país por nazistas, realizou trabalhos forçados na Alemanha, imigrou para o Brasil, e nunca mais viu sua família nem sua terra. Aos 91 anos, hoje o Sr. Iván seria um prato cheio para um belo documentário que contasse todas esta histórias. Mas o filme guarda uma surpresa (não é spoiler) que o coloca alguns degraus acima de (mais) um simples registro de um sobrevivente de guerra: para o espanto do próprio entrevistado, a produção do longa armou o seu retorno à Ucrânia, para revisitar a terra que forçosamente abandonara há mais de 60 anos, e conhecer parte de sua família que nunca vira.

“Iván” é o registro desta jornada. É um filme sobre retornos, reencontros, raízes culturais, relações familiares, perdas… não tem como não emocionar. Não tem como vê-lo de olhos secos, principalmente num momento como este, onde o tema dos refugiados volta à pauta mundial, com terríveis repercussões.

“Iván” tem direção de Guto Pasko, realizador paranaense descendente de ucranianos, e que já havia abordado o tema imigração em outros títulos de sua filmografia, como “Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná”, “A Colônia Cecília” (neste caso, sobre imigrantes italianos) e “O Herói de Cruz Machado” (poloneses).
O filme recebeu premiações no Festival de Cinema de Maringá, Florianópolis Audiovisual Mercosul, Fest Cine Goiânia, além de ser exibido nos festivais de Brasília, Mostra Tiradentes, Olhar de Cinema (Curitiba), Cinesul, FENAVID (Bolívia), Festival Cinematográfico de Montevideo (Uruguai) e Festival Latino-Americano de Cinema de Trieste (Itália).

Uma repercussão mundial para este tema tão universal.

Link original do Planeta Tela:
http://www.planetatela.com.br/noticia/ivan-emocionante-e-universal-como-a-aldeia-de-todos-nos/

Gp7 Cinema



Tags
, , , , ,

Categorias
Imprensa

Nenhum Comentário

Critica de André Barcinski para o Caderno Ilustrada do Jornal Folha de S.Paulo em 27.11.2015.

Quem olha para Iván Bojko, um velhinho simpático que mora no Paraná e tem por hobby construir banduras –uma espécie de alaúde típico da Ucrânia–, não imagina a vida que ele levou.

Nascido há 91 anos numa aldeia ucraniana, Bojko foi preso pelos nazistas em 1942 e levado a um campo de trabalhos forçados na Alemanha, onde ficou por três anos. Com o fim da Segunda Guerra, não pôde voltar ao país natal: os russos dominavam a região e consideravam traidor quem supostamente havia colaborado com os alemães. Chegou ao Brasil em 1948.

“Iván”, do diretor paranaense Guto Pasko, conta a trajetória de Bojko e seu retorno à Ucrânia após quase sete décadas. O choque é grande: Bojko chega a Kiev e não reconhece a cidade. Encontra dois tocadores de bandura e parece triste quando eles dizem que a juventude não quer saber do velho instrumento.

Mas a emoção é maior quando Bojko volta à pequena aldeia natal, onde encontra parentes, vizinhos e amigos. Há uma cena comovente em uma igreja: o padre interrompe a missa e pede à congregação que o saúde. Octogenárias cercam Bojko: uma era sua vizinha; outra, a esposa de um grande amigo.

A catarse acontece quando Bojko reencontra a irmã em outra região do país. Ela relata a morte da mãe deles, uma história que ele nunca ouvira. É de gelar a alma.

Mais que o relato do reencontro de um homem com sua família e pátria, “Iván” é um filme sobre memória e perda. Bojko recebe de presente um documento com sua árvore genealógica e fica espantando com a quantidade de parentes que nunca conheceu. Ao se despedir da irmã, ambos sabem que é para sempre.

O filme é um pouco prolixo, parece estender algumas cenas que, reduzidas, ganhariam em dramaticidade. Mas nada que comprometa a experiência de ver esse documentário bonito e emocionante.

IVÁN
DIREÇÃO Guto Pasko
ELENCO Iván Bojko
PRODUÇÃO Brasil, 2014, 10 anos
QUANDO em cartaz

ANDRÉ BARCINSKI é jornalista e autor do livro “Pavões Misteriosos” (Três Estrelas)
http://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/11/1711576-emocionante-ivan-trata-de-memorias-e-despedidas.shtml?mobile

Gp7 Cinema



Tags
, , , , , , , , , ,

Categorias
Imprensa

Nenhum Comentário

Por Diego Olivares do Tela Tela da Revista Carta Capital em 27.11.2015.

Descendente de família ucraniana, o cineasta Guto Pasko é um ávido pesquisador de suas origens. Em 2006 lançou o documentário Made in Ucrânia, que trazia um histórico dos 110 anos de imigração de parte da população do País para o território brasileiro, com grande concentração no Paraná.

Um dos personagens daquele filme, Iván Bojko, ficou tão emocionado com o que vira na tela que entregou a Pasko uma coleção de seus diários, mantidos desde a primeira metade do século XX. Surpreso, o diretor encontrou relatos de como aquele homem sobreviveu aos campos de concentração da Segunda Guerra e veio para o Brasil, em 1948, para nunca mais retomar à sua terra natal.

Nascia assim Iván, longa que, além de contar esta história, registra a emocionante volta do protagonista à Ucrânia, aos 91 anos (ainda esbanjando lucidez e energia), para rever o vilarejo onde nasceu e parentes, alguns até então desconhecidos por ele.

Algumas cenas da viagem são emblemáticas. Uma delas é o momento em que o protagonista assiste a dois músicos de rua cantarem e tocarem a bandura, instrumento típico da região, que o próprio Iván fabrica por aqui, de modo artesanal e autodidata. Com lágrimas nos olhos, ele ouve canções sobre guerreiros que lutaram pela independência ucraniana, num misto de orgulho e saudade.

Outra é o clímax, quando retorna à casa onde passou a infância, hoje não muito mais que uma ruína. Neste momento, o choro que vem, cortante, é outro. É de alguém que teve parte considerável da vida roubada e, apesar de ter reconstruído uma trajetória das mais dignas, acumula cicatrizes que nunca fecharão.

É possível, até provável, que muitos que assistirem ao documentário projetem naquele senhor simpático e de sotaque carregado a figura de seus avós, independentemente da região de onde vieram. Quantos de nós não gostaríamos de proporcionar e acompanhá-los numa volta ao passado? Esta ligação emocional faz a experiência valer a pena.

Além disso, conta a favor o timing oportuno de seu tema. O filme recebeu chancela do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que está em uma campanha pelo fim da apatridia, e vê Iván Bojko como um símbolo de sua causa.

NOSSA OPINIÃO – nota 7.0
O choro do personagem, no clímax do filme, é de alguém que teve parte considerável da vida roubada e, apesar de ter reconstruído uma trajetória das mais dignas, acumula cicatrizes que nunca fecharão.

Link para original:
http://telatela.cartacapital.com.br/em-ivan-reconhecemos-um-pouco-de-nossos-avos/