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Mostra da Caixa exibe filmes paranaenses.

Procurando Cris McClayton, de Guto Pasko, é um dos destaques.

Matéria publicada no Caderno G do jornal Gazeta do Povo em 30.01.2015.

A Caixa Cultural Curitiba apresenta de hoje até domingo uma mostra com toda a produção de filmes paranaenses entre 2011 e 2015 que contaram com incentivo do banco federal através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba.

Ao todos são sete filmes – três curtas-metragens de ficção e quatro documentários em longa-metragem realizados por cineastas paranaenses. Cada sessão exibe um curta e um documentário.

Entre os curtas-metragens estão Amor Fati, de Marcelo Munhoz; Sabor, de Gil Baroni; e Preto Pálido, de Diego Florentino.

O destaque entre os longas-metragens é Procurando Cris McClayton, que apresenta a carreira de Pedro Luis Schoemberger –o cantor que gravou o primeiro disco de rock de Curitiba, nos anos 1960.

Na década seguinte, rebatizado de Cris McClayton, fez parte da leva artistas brasileiros fizeram sucesso cantando em inglês e usando nomes estrangeiros. O filme é dirigido por Guto Pasko, que também assina o longa Clube dos Solitários, que retrata a história de um programa de rádio de Curitiba que dava conselhos sentimentais aos ouvintes.

A mostra também exibe Iê: Capoeira em Curitiba, filme de Geslline Giovana Braga, Liliana Porto, Miguel Novicki e Otavio Zucon sobre a prática e a cultura da arte/jogo/luta na cidade; e o elogiado Quem Quer ser um Documentário, de Beto Carminatti, em que pessoas comuns justificam, em frente à câmera, por que suas histórias de vida merecem virar um filme.

Por Sandro Moser

http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=1529298&tit=Mostra-da-Caixa-exibe-filmes-paranaenses-

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Nesta sexta-feira, dia 7, às 20 horas, no Cine Guarani (Av. República Argentina, 3430, Portão, Curitiba/PR), acontece o lançamento do documentário longa-metragem “Procurando Cris McClayton” que resgata a carreira do cantor Pedro Luis Schoemberger, o cantor que gravou o primeiro disco de rock de Curitiba.

Para resgatar a trajetória de Cris McClayton, os jornalistas Antonio Carlos Domingues e Ulisses Iarochinski produziram o filme, que tem direção do cineasta paranaense Guto Pasko e foi viabilizado através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, contando com incentivo da Caixa Econômica Federal.

Cenário musical

Nos anos 70, cantores brasileiros fizeram sucesso cantando em inglês usando nomes artísticos estrangeiros. Fábio Júnior era conhecido como Mark Davis e Uncle Jack, José Pereira da Silva era Christian, Ralf era Don Elliot, Jessé foi Christie Burgh e Tony Stevens, Ivanilton de Souza Lima ganhou destaque como Michael Sullivan e Maurício Alberto Kaiserman teve sucesso mundial como Morris Albert. Além desses cantores ainda tivemos os conjuntos Pholhas e Light Reflections.

No meio deste time de estrelas, aventurou-se o cantor curitibano, Pedro Luiz Schoemberger ou Cris McClayton. Em 1973, ele gravou um compacto simples pela RCA Victor com as músicas “Longe de você” e “Bye, bye Rosemarie”. A música em inglês fez tanto sucesso nos programas de rádio e TV, que alçou o curitibano aos primeiros lugares dsa paradas de sucesso por três anos consecutivos e garantiu a Cris grande exposição de mídia. No auge da carreira, o cantor apresentou-se em casas de shows no Japão.

A carreira de Cris, assim como subiu rapidamente, também declinou vertiginosamente. O cantor continuou conhecido apenas no restrito circuito dos profissionais antigos da música curitibana. Na capital paranaense, Cris participou como “crooner” de vários conjuntos e cantou em vários espaços da cidade. Durante anos foi a principal atração do restaurante dançante Toscana, em Santa Felicidade.

Inicialmente pensada para ser contada num curta-metragem, a história do cantor acabou virando um longa, como explica Antonio Carlos: “durante as pesquisas e coleta dos depoimentos acabamos tomando contato com um personagem muito maior do que imaginávamos. Como exemplo, acabamos descobrindo que o Cris gravou o que é considerado o primeiro disco de rock do Paraná, um compacto simples com a música ‘Você mentiu pra mim’, de autoria de Dirceu Graeser”.

A trajetória do cantor

Batizado como Pedro Luis, o cantor iniciou a carreira com o nome artístico de Cristiano. Trilhou praticamente o mesmo caminho da maioria dos artistas nacionais. Começou cantando para os amigos, passou por programas de calouro, gravou disco e ganhou projeção nacional ao ir cantar na noite paulistana.

Em São Paulo, a convite do apresentador Antonio Aguillar, participou da sensação televisiva do momento, o programa “Reino da Juventude”. Depois de ter gravado uma música num disco de coletâneas da gravadora Copacabana, gravou seu primeiro longplay pela Chantecler.

Logo depois foi contratado pela gravadora RCA Victor, e em seguida foi para BMG, companhia em que gravou, já como Cris McClayton, o compacto que estourou nacionalmente com a música “Bye Bye Rose Marie”. E no lado B, a música “Descendo o Rio”, ambas composições de Cyro Aguiar e Luiz Roberto.

Ulisses Iarochinski lembra do furor que tomou conta da pequena Monte Alegre (Telêmaco Borba) quando o disco de “Pedro Loco” (como era conhecido) chegou às lojas. Em poucos minutos o lote de compactos desapareceu. Alguns amigos mais próximos receberam pelo correio, o disco autografado por Cris MacClayton, como presente. Mais tarde Iarochinski, embora muito mais jovem, teve a companhia de Pedro Luiz, o irmão do ator Mário Schoemberger, por um ano, no curso de jornalismo da UFPR. “Mas o Pedro Loco, de Monte Alegre, assim como chegou, sumiu do curso. Porém deu tempo para reconhecer o amigo de infância dos meus tios e ver nele o famoso cantor dos anos 70”, conta Iarochinski.

Após forte desilusão amorosa, Cris abandonou o cenário nacional e retornou a Curitiba. Na opinião do jornalista Luiz Augusto Juk, amigo de infância do cantor, ele era um artista completo. “O Pedro tinha tudo para fazer sucesso nacional. Ele possuía uma voz única, cantava muito bem, tinha presença de palco, estava no local certo (São Paulo), no momento certo, e abandonou tudo de uma hora para outra, para vir cantar num restaurante dançante em Curitiba. Acho que a personalidade conflitante do ‘Pedro Loco’, que era assim que ele era conhecido em Harmonia (distrito de Telêmaco Borba), ajuda a explicar um pouco”, finaliza o jornalista.

Pedro Luis Schoemberger faleceu em 15 de maio de 2012.

SERVIÇO
Lançamento do documentário “Procurando Cris McClayton
Local: Cine Guarani (Av. República Argentina, 3430, Portão)
Data: Dia 7 de novembro
Hora: 20h
Entrada Franca
Informações: (41) 3321-3252

Mais informações do filme em: http://gp7cinema.com/produ%C3%A7%C3%B5es/procurando-cris-mcclayton/