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Guto Pasko, Notícias

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Os projetos “Aldeia Natal” e “Além-Fronteiras” foram selecionados nos editais da Fundação Cultural de Curitiba e da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, respectivamente, dentro das chamadas públicas de Arranjos Regionais com investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para financiamento de projetos de produção de conteúdos audiovisuais brasileiros independentes.

Nesta linha de financiamento, o FSA/BRDE faz suplementação de recursos financeiros em aportes da administração pública direta ou indireta estadual, do Distrito Federal e das capitais. É a segunda vez que a Fundação Cultural de Curitiba participa da linha de Arranjos Regionais da ANCINE e FSA/BRDE e a primeira que a Secretaria de Cultura do Estado participa, o que elevou significativamente o volume de recursos para a área de audiovisual paranaense.

O projeto “Aldeia Natal” além da versão telefilme, terá uma versão longa-metragem para cinema.

ALDEIA NATAL
Narrado em primeira pessoa através da voz do próprio cineasta Guto Pasko, “Aldeia Natal” será um filme pessoal e familiar.

Guto Pasko, roteirista e diretor, é também personagem desse documentário e irá retornar à sua cidade natal, Prudentópolis, na colônia rural de Queimadas, no interior do Paraná para tentar uma reconciliação familiar.

O cineasta é o primogênito do casal de agricultores João Pasko e Cecília Ternosky Pasko e em função de uma promessa religiosa, seus pais tentaram obrigá-lo a ser padre, pois ter um filho religioso seria uma questão de honra para a família. Revoltado, Guto Pasko saiu de casa aos 11 anos de idade, brigado com a família. Três décadas renegando sua origem, agora ele volta para uma reaproximação com a família.

“Aldeia Natal” irá investigar a história e conflitos dessa família. Como a educação conservadora e rígida afetou a ele próprio e a cada um dos seus 10 irmãos e como os seus pais confrontam hoje em relação ao processo de aculturação dos seus filhos.

Em uma investigação pessoal, etnográfica e cultural, “Aldeia Natal” faz uma reflexão sobre os cárceres individuais (culturais/humanos). As dificuldades de cada um em encarar os seus traumas pessoais na busca de uma melhor compreensão da vida. O entendimento dessas rupturas espaciais, emocionais e temporais, bem como as suas transformações diversas – psicológicas, físicas e biológicas – reapresentadas pela família de Guto Pasko.

ALÉM-FRONTEIRAS

“Além-Fronteiras” irá documentar num telefilme de 52 minutos a memória viva e as histórias pessoais dos sobreviventes do Holocausto que vivem em Curitiba.

Muitos dos que sobreviveram e conseguiram fugir do Holocausto vieram parar na capital paranaense e alguns poucos deles ainda estão entre nós, mas sabemos que por muito pouco tempo. A cada sobrevivente que morre, parte importante da história vai com eles.

Será um telefilme focado na memória e na oralidade. A preocupação maior será com a palavra, livre, solta, aleatória, sem didatismos históricos.

Serão entrevistas pessoais, intimistas, humanizadas, com cada personagem acessando as suas memórias ao seu tempo.

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Por Celso Sabadin do Planeta Tela.

Foi Tolstoi – não foi? – que disse que se o escritor quiser ser universal, ele deve retratar sua própria aldeia? Pois o cineasta Guto Pasko deu um passo além: não só criou um documentário universal, ao abordar valores de profunda identificação com todas as culturas e corações mundiais, como também levou o próprio objeto de seu filme de volta à sua aldeia.

Explico: o longa “Iván” focaliza a simpática figura de Iván Bojko, refugiado ucraniano que durante a Segunda Guerra foi tirado à força de seu país por nazistas, realizou trabalhos forçados na Alemanha, imigrou para o Brasil, e nunca mais viu sua família nem sua terra. Aos 91 anos, hoje o Sr. Iván seria um prato cheio para um belo documentário que contasse todas esta histórias. Mas o filme guarda uma surpresa (não é spoiler) que o coloca alguns degraus acima de (mais) um simples registro de um sobrevivente de guerra: para o espanto do próprio entrevistado, a produção do longa armou o seu retorno à Ucrânia, para revisitar a terra que forçosamente abandonara há mais de 60 anos, e conhecer parte de sua família que nunca vira.

“Iván” é o registro desta jornada. É um filme sobre retornos, reencontros, raízes culturais, relações familiares, perdas… não tem como não emocionar. Não tem como vê-lo de olhos secos, principalmente num momento como este, onde o tema dos refugiados volta à pauta mundial, com terríveis repercussões.

“Iván” tem direção de Guto Pasko, realizador paranaense descendente de ucranianos, e que já havia abordado o tema imigração em outros títulos de sua filmografia, como “Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná”, “A Colônia Cecília” (neste caso, sobre imigrantes italianos) e “O Herói de Cruz Machado” (poloneses).
O filme recebeu premiações no Festival de Cinema de Maringá, Florianópolis Audiovisual Mercosul, Fest Cine Goiânia, além de ser exibido nos festivais de Brasília, Mostra Tiradentes, Olhar de Cinema (Curitiba), Cinesul, FENAVID (Bolívia), Festival Cinematográfico de Montevideo (Uruguai) e Festival Latino-Americano de Cinema de Trieste (Itália).

Uma repercussão mundial para este tema tão universal.

Link original do Planeta Tela:

http://www.planetatela.com.br/noticia/ivan-emocionante-e-universal-como-a-aldeia-de-todos-nos/

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Guto Pasko, Notícias, Projetos

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Aldeia Natal“, o novo projeto de longa-metragem do cineasta paranaense Guto Pasko, sobre o processo de aculturação da sua própria família, foi selecionado para participar do Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting,  que é um espaço e plataforma de rede de contatos e negócios para o cinema brasileiro em intercâmbio com o mundo.

O evento de mercado do cinema brasileiro acontece durante a 9ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte (15 a 22 de outubro de 2015).

Nesta edição, além dos convidados do Brasil, participam 21 convidados internacionais representativos da indústria audiovisual mundial de 11 países – Alemanha, Argentina, Chile, Colômbia, França, Noruega, Estados Unidos, Suíça, Uruguai, Espanha e Brasil que desembarcam na capital mineira para participar das diversas atividades promovidas pelo evento.

Foram selecionados 10 projetos de ficção e 05 de documentários. Todos os projetos e seus respectivos realizadores e produtores vão se encontrar com os profissionais da indústria internacional para defender suas propostas e expor a criatividade e o empenho diante da possibilidade de desenvolver seus filmes em coprodução.

O projeto “Aldeia Natal” da GP7 Cinema será representado no Brasil CineMundi por Guto Pasko, diretor e roteirista do filme, e por Andréia Kaláboa, produtora do longa-metragem.

A expectativa dos organizadores do Brasil CineMundi é que esta iniciativa contribua para a concretização de coproduções provenientes diretamente dos encontros organizados ou que, através destes encontros e discussões, promova-se o fortalecimento de uma rede de contatos entre os profissionais presentes, com possíveis frutos em um futuro próximo.

Integra a equipe de colaboradores , os produtores da Alemanha Paulo de Carvalho e Gudula Meizolt, a produtora francesa Severine Roinssard e o crítico de cinema Pedro Butcher.

Ao final do encontro, um júri formado por realizadores e produtores vai eleger o melhor projeto de longa brasileiro em fase de desenvolvimento que será premiado com materiais e serviços oferecidos pelos parceiros do Brasil CineMundi e participação em eventos de mercado internacionais, parceiros do Brasil CineMundi – Torino Film Lab (novembro) Ventana Sur (dezembro) e Cinelatino – Toulouse (março 2016).