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Por Diego Olivares do Tela Tela da Revista Carta Capital em 27.11.2015.

Descendente de família ucraniana, o cineasta Guto Pasko é um ávido pesquisador de suas origens. Em 2006 lançou o documentário Made in Ucrânia, que trazia um histórico dos 110 anos de imigração de parte da população do País para o território brasileiro, com grande concentração no Paraná.

Um dos personagens daquele filme, Iván Bojko, ficou tão emocionado com o que vira na tela que entregou a Pasko uma coleção de seus diários, mantidos desde a primeira metade do século XX. Surpreso, o diretor encontrou relatos de como aquele homem sobreviveu aos campos de concentração da Segunda Guerra e veio para o Brasil, em 1948, para nunca mais retomar à sua terra natal.

Nascia assim Iván, longa que, além de contar esta história, registra a emocionante volta do protagonista à Ucrânia, aos 91 anos (ainda esbanjando lucidez e energia), para rever o vilarejo onde nasceu e parentes, alguns até então desconhecidos por ele.

Algumas cenas da viagem são emblemáticas. Uma delas é o momento em que o protagonista assiste a dois músicos de rua cantarem e tocarem a bandura, instrumento típico da região, que o próprio Iván fabrica por aqui, de modo artesanal e autodidata. Com lágrimas nos olhos, ele ouve canções sobre guerreiros que lutaram pela independência ucraniana, num misto de orgulho e saudade.

Outra é o clímax, quando retorna à casa onde passou a infância, hoje não muito mais que uma ruína. Neste momento, o choro que vem, cortante, é outro. É de alguém que teve parte considerável da vida roubada e, apesar de ter reconstruído uma trajetória das mais dignas, acumula cicatrizes que nunca fecharão.

É possível, até provável, que muitos que assistirem ao documentário projetem naquele senhor simpático e de sotaque carregado a figura de seus avós, independentemente da região de onde vieram. Quantos de nós não gostaríamos de proporcionar e acompanhá-los numa volta ao passado? Esta ligação emocional faz a experiência valer a pena.

Além disso, conta a favor o timing oportuno de seu tema. O filme recebeu chancela do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que está em uma campanha pelo fim da apatridia, e vê Iván Bojko como um símbolo de sua causa.

NOSSA OPINIÃO – nota 7.0
O choro do personagem, no clímax do filme, é de alguém que teve parte considerável da vida roubada e, apesar de ter reconstruído uma trajetória das mais dignas, acumula cicatrizes que nunca fecharão.

Link para original:
http://telatela.cartacapital.com.br/em-ivan-reconhecemos-um-pouco-de-nossos-avos/

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Documentário “Iván” revela drama de apátrida no Brasil e começa a ser divulgado no país.

Brasília, 11 de novembro de 2015 (ACNUR) – A campanha global #IBelong (www.unhcr.org/ibelong), promovida pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) para acabar com a apatridia no mundo, tem um novo aliado em defesa de sua causa. Trata-se do documentário brasileiro “IVAN”, que será lançado na próxima semana em diversas capitais brasileiras. Amanhã, às 10h00 o filme será exibido exclusivamente para a imprensa no Cine Odeon, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a sessão para a imprensa acontece na próxima 2ª feira (dia 16/11), às 10h30 no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca.

O documentário retrata de forma comovente o reencontro de Iván Bojko com seu pais de origem, a Ucrânia, após 68 anos de exílio. Em 1942, Iván foi tirado à força de seu país pelos nazistas para fazer trabalhos forçados na Alemanha, onde permaneceu até 1945. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, não pôde retornar à Ucrânia e veio para Brasil em 1948 como refugiado. Por não ter documentos que comprovassem sua origem, viveu como apátrida no país até os anos 90, quando adquiriu a nacionalidade brasileira.

Para retornar à Ucrânia, Iván viajou com um passaporte brasileiro. Em um dos seus depoimentos no documentário, Iván reconhece o valor de ter uma nacionalidade. “O Brasil é uma terra que me deu segurança para o resto de minha vida, inclusive me deram a cidadania brasileira. Hoje sou cidadão brasileiro e espero já naquela terra descansar definitivamente”.

Para o diretor do filme, Guto Pasko, Iván é um exemplo de superação diante as adversidades que marcam a trajetória dos apátridas pelo mundo. “Iván sofreu as duras consequências dessa situação pelos quais passam atualmente milhares de pessoas em todo o mundo. Mas Ivan nunca perdeu a esperança na humanidade. Desejo que o filme Ivan sirva de inspiração para cada cidadão ainda apátrida desse planeta”.

A ONU estima que existam cerca de 10 milhões de apátridas no mundo, e a campanha #IBelong do ACNUR pretende, nos próximos 10 anos, erradicar a apatridia – um limbo jurídico para milhões de pessoas que não têm nacionalidade reconhecida por nenhum país e vivem sem garantias de seus direitos humanos. A campanha #IBelong foi lançada pelo ACNUR em novembro de 2014, no marco do 60º aniversário da Convenção de 1954 das ONU sobre o Estatuto dos Apátridas. Com a campanha, o ACNUR espera reunir 10 milhões de assinaturas na “carta aberta”, utilizando-a para demonstrar o apoio popular ao fim da apatridia.

A Carta Aberta (em português) está disponível em www.unhcr.org/ibelong/carta-aberta.

As sessões exclusivas para a imprensa também reunirão formadores de opinião, apoiadores da causa dos refugiados e representantes de instituições ligadas ao tema. O diretor do filme, Guto Pasko, estará presente. Para participar da sessão, jornalistas e pessoas interessadas devem confirmar presença pelo email rodrigojduarte@gmail.com

No dia 19 de novembro, o filme terá sua pré-estreia no Rio de Janeiro, no Cine Odeon, com venda limitada de ingressos. A sessão contará com as presenças do diretor Guto Pasko, da produtora Andréia Kaláboa e da chefe do escritório do ACNUR em São Paulo, Isabela Mazão.

Serviço:
Pré-estreias:
19/11 – Rio de Janeiro (Cine Odeon)
23/11 – São Paulo (Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca)
24/11 – Curitiba (Espaço Itaú de Cinema – Shopping Crystal)

Estreias:
19/11 – Rio de Janeiro
26/11 – São Paulo, Curitiba, Brasília e Porto Alegre

Iván na internet:
Facebook: www.facebook.com/ivanfilme
Instagram: @ivanfilme
Site oficial: ivanfilme.com

Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR)
Facebook: www.facebook.com/AcnurAmericas
Twitter: twitter.com/ACNURBrasil
Site oficial: www.acnur.org.br
Site da campanha #IBelong: www.unhcr.org/ibelong/carta-aberta

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O filme IVÁN do cineasta paranaense Guto Pasko estreia em novembro nos cinemas brasileiros.

Abaixo as cidades com as respectivas datas e salas de exibição:

19 de novembro no Cine Odeon – Rio de Janeiro. 
26 de novembro no Espaço Itaú de Cinema – Brasília. 
26 de novembro no Espaço Itaú de Cinema – Curitiba. 
26 de novembro no Espaço Itaú de Cinema – São Paulo. 
26 de novembro no Espaço Itaú de Cinema – Porto Alegre. 
26 de novembro no Cineplus Jardim das Américas – Curitiba.

Confira a página do filme no Facebook: https://www.facebook.com/ivanfilme/

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Na última quarta-feira, o diretor Guto Pasko apresentou a proposta do filme Iván no seminário “Direito Humanitário e Política Migratória: Políticas Para a Nova Década”, promovido pelo Projeto Migração, Refúgio e Hospitalidade na UFPR (Universidade Federal do Paraná), em Curitiba.

O evento representou uma ótima oportunidade de debate sobre os temas levantados pelo documentário junto a pesquisadores e interessados nas questões dos refugiados.

Estreia 19 de novembro nos cinemas.
Assista ao trailer: 

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Guto Pasko, Imprensa, Notícias

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O jornal é editado pela Sociedade Ucraniana do Brasil – SUBRAS.

“Iván Bojko é o herói que não salva ninguém, não retoma o mundo de vilões poderosos, não pula de prédios e nem voa. Iván é o herói do filme porque com sua voz cansada mas afetuosa, seu olhar firme mas carinhoso retrata a saga de muitos homens e mulheres que antes e depois dele para cá vieram.”

Leia aqui o texto de Roberto Oresten, Presidente da Sociedade Ucraniana do Brasil clicando na imagem.

EDITORIAL

Na última edição do nosso “O Lavrador” escrevi algumas palavras lembrando de minha infância e tentando mostrar como me foi importante a figura de IVÀN BOJKO, o homem das Banduras que magistralmente liderava e regia um grupo de homens que entoavam cações nacionalistas ucranianas em eventos cívicos.

Minhas palavras foram decorrentes de um encontro fortuito que tive com O Sr IVÀN na SUBRAS, num almoço de domingo.

Quando escrevi, terminei lembrando que a história de vida dele é tão magnífica que levou Guto Pasko, o cineasta, a retratá-la num filme.

Com agradável surpresa dias após estar circulando nosso Editorial soube, pelo próprio Guto Pasko que o filme será, por fim, exibido nas salas de cinema do Brasil depois de cinco anos de ansiosa espera

Guto Pasko é um descendente de Ucranianos, com raízes Prudentopolitana. Com uma sensibilidade diferenciada, tornou-se cineasta e demonstrou isto quando produziu “MADE IN UCRANIA”, filme que quem não viu não sabe o que está perdendo, como diria meu saudoso avô José Kobren.

Enquanto gravava o que de melhor a nossa comunidade fez e continua fazendo conheceu este IVAN, homem simples de poucas palavras, confusas pela dificuldade de alinhar o ucraniano com o português mas firmes quando se trata de falar sobre sua saída da Ucrânia, a vinda para o Brasil, sua vida por aqui e seus desejos de um dia voltar para rever o que deixou na época da segunda guerra.

Foi então que aflora a sensibilidade do cineasta e ele decide buscar recursos para propiciar que IVÀN faça o caminho inverso em sua vida, ou seja, volte para a sua Ucrânia.

Guto surpreende IVAN e o leva para seu berço. Lá, ele revê amigos e principalmente familiares que até então julgava nunca mais veria.

Lá, passeia pelos Girassóis e reencontra a casa onde nasceu.

Lá, tem a oportunidade de falar sobre sua vida desde a saída e como viveu e vive neste Brasil.

Lá chorou de emoção e de alegria.

Na verdade, IVAN BOJKO é o ator de um filme que retrata o caminho percorrido por muitos ucranianos que por certo em condições semelhantes, senão piores para este Brasil vieram numa fuga que tinha como principal objetivo salvar a vida.

No filme, IVAN BOJKO consegue o que muitos almejaram e não obtiveram sucesso ou o que muitos igualmente conseguiram, ou seja, voltar e ver o que deixou e como tudo e todos ficaram e por consequência como tudo e todos hoje se encontram.

IVAN BOJKO é o herói que não salva ninguém, não retoma o mundo de vilões poderosos, não pula de prédios e nem voa. IVAN é o herói do filme porque com sua voz cansada mas afetuosa, seu olhar firme mas carinhoso retrata a saga de muitos homens e mulheres que antes e depois dele para cá vieram.

Assistir ao filme não significa apenas ver a saga de IVAN, mas se permitir substituir o ator principal por tantos outros atores que em momento algum foram coadjuvantes, mas poderiam sim dividir a tela com IVAN.

Guto Pasko achou um ator e tanto para mostrar numa vida o que tantas outras passaram.

Guto Pasko foi sensível em achar na história de IVAN BOJKO a história de tantas pessoas que imigraram para este Brasil vindas da Ucrânia e não tiveram a oportunidade de contar adequadamente seus dias difíceis nem os mais alegres, pois já se foram.

IVAN, o filme, nos permitirá viajar com muita gente além de IVAN BOJKO, basta termos um pouco da sensibilidade de Guto Pasko.

SLAVA IKRAINII