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Guto Pasko, Notícias

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Neste domingo, 20, o cineasta deu inicio as filmagens do seu novo documentário na Colônia de Queimadas, no município de Prundentópolis/PR, localidade onde ele nasceu.

“Aldeia Natal” será um filme de longa-metragem sobre a história pessoal e familiar do roteirista e diretor Guto Pasko, que propõe uma reflexão sobre as complexas relações familiares e humanas, que por vezes, podem se tornar cárceres humanos psicológicos.

O diretor retornará a sua “Aldeia Natal” após 30 anos de distanciamento, com o objetivo de tentar reconectar os seus laços familiares perdidos, numa busca de um autoconhecimento, buscando curar as feridas emocionais do passado, que foram perpetuadas de geração em geração dentro desta família de imigrantes ucranianos conservadores, objetivando, na medida do possível, uma transcendência pessoal.

“Aldeia Natal” será um filme pessoal e familiar. Guto Pasko, além de roteirista e diretor, é também personagem desse documentário e irá retornar à aldeia onde nasceu, uma colônia rural de imigrantes ucranianos, no município de Prudentópolis, situado no interior do Estado do Paraná, região Sul do Brasil, para tentar uma reconciliação familiar.

Narrado em primeira pessoa através da voz do próprio diretor, “Aldeia Natal” irá investigar a história e conflitos de sua família e tentar entender como a educação conservadora e rígida desta família, que manteve por um século essa cultura milenar da Ucrânia preservada nas matas do interior do Brasil, afetou cada um dos seus 10 irmãos e como os seus pais confrontam hoje em relação ao processo de aculturação dos seus filhos.

O diretor é o primogênito e em função de uma promessa religiosa, seus pais tentaram obrigá-lo a ser padre, pois ter um filho religioso seria uma questão de honra para a família cristã. Revoltado, o diretor saiu de casa brigado com a família aos 11 anos de idade e nunca mais voltou. Passou três décadas renegando a sua origem, mas agora ele está disposto a voltar com uma câmera de cinema na mão para uma tentativa de reaproximação.

Em uma investigação pessoal, etnográfica e cultural, “Aldeia Natal” pretende fazer uma reflexão sobre os nossos cárceres internos (psicológicos). As dificuldades que cada um possui em encarar os seus traumas pessoais. As dificuldades do entendimento dessas rupturas espaciais, emocionais e temporais, bem como as suas transformações diversas – psicológicas, físicas e biológicas – que serão reapresentadas e personificadas pela família do diretor.

O gênero será uma mescla dos modos de documentário participativo, poético e reflexivo, marcado pela participação do diretor como personagem também, mostrando os fatos em fragmentos, preferencialmente com as impressões individuais de cada integrante da família e de formas subjetivas.

Será um documentário de processo e a estimativa do cineasta é levar mais de um ano filmando, dado a complexidade do tema, tanto no Brasil quanto na Ucrânia.

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