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Matéria Publicada no Jornal Gazeta do Povo em 23.11.15.

Uma coisa é certa sobre as sessões de “Iván”: muita gente vai sair do cinema com lágrimas nos olhos. E elas não vão correr apenas uma vez. Durante os 109 minutos do filme, são vários os momentos em que é possível (ou inevitável) se emocionar junto com o protagonista em sua jornada à terra natal.

O diretor curitibano Guto Pasko soube tirar grande proveito do material que tinha nas mãos. Iván Bojko, de 96 anos, o homem que dá nome ao filme, é um personagem único. Carismático e dono de uma memória invejável, ele conduz o documentário por conta própria. A despeito da história triste que carrega, cativa o espectador com sua fala tranquila, os sorrisos e as narrações que lembram em detalhes minuciosos as recordações de décadas atrás.

Guto conta que fez praticamente um reality show, registrando a viagem em tempo integral para não perder nenhum momento importante. É o que faz de “Iván” um filme acima da média. Não foi necessário usar de linguagem apelativa ou forçar a barra para criar belos momentos. As cenas em que o ucraniano visita a antiga casa e quando abraça a irmã são emoção pura, dispensam qualquer artifício.

Sem recursos técnicos ou narrativos mais intrincados, “Iván” é um documentário que funciona fazendo o “feijão com arroz”. Méritos de um diretor que, ciente do potencial de seu protagonista, deixou que a história se abrilhantasse por si mesma.

Por Anderson Gonçalves
http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/cinema/ivan-bojko-hoje-com-96-e-carismatico-e-dono-de-uma-memoria-invejavel-6n58j2opeic7fr7hlairwv03r

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Cabine de imprensa IVÁN no Rio de Janeiro:

Data: 12/11 (quinta-feira)

Horário: 10h

Local: Cine Odeon (Praça Floriano, 07 – Centro)

Obs: o diretor Guto Pasko estará presente no local para atender à imprensa

Cabine de imprensa IVÁN em São Paulo:

Data:16/11 (segunda-feira)

Horário: 10h30

Local: Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca Sala 4 (Rua Frei Caneca, 569, 3º andar – Consolação)

Obs: o diretor Guto Pasko estará presente no local para atender à imprensa

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O jornal é editado pela Sociedade Ucraniana do Brasil – SUBRAS.

“Iván Bojko é o herói que não salva ninguém, não retoma o mundo de vilões poderosos, não pula de prédios e nem voa. Iván é o herói do filme porque com sua voz cansada mas afetuosa, seu olhar firme mas carinhoso retrata a saga de muitos homens e mulheres que antes e depois dele para cá vieram.”

Leia aqui o texto de Roberto Oresten, Presidente da Sociedade Ucraniana do Brasil clicando na imagem.

EDITORIAL

Na última edição do nosso “O Lavrador” escrevi algumas palavras lembrando de minha infância e tentando mostrar como me foi importante a figura de IVÀN BOJKO, o homem das Banduras que magistralmente liderava e regia um grupo de homens que entoavam cações nacionalistas ucranianas em eventos cívicos.

Minhas palavras foram decorrentes de um encontro fortuito que tive com O Sr IVÀN na SUBRAS, num almoço de domingo.

Quando escrevi, terminei lembrando que a história de vida dele é tão magnífica que levou Guto Pasko, o cineasta, a retratá-la num filme.

Com agradável surpresa dias após estar circulando nosso Editorial soube, pelo próprio Guto Pasko que o filme será, por fim, exibido nas salas de cinema do Brasil depois de cinco anos de ansiosa espera

Guto Pasko é um descendente de Ucranianos, com raízes Prudentopolitana. Com uma sensibilidade diferenciada, tornou-se cineasta e demonstrou isto quando produziu “MADE IN UCRANIA”, filme que quem não viu não sabe o que está perdendo, como diria meu saudoso avô José Kobren.

Enquanto gravava o que de melhor a nossa comunidade fez e continua fazendo conheceu este IVAN, homem simples de poucas palavras, confusas pela dificuldade de alinhar o ucraniano com o português mas firmes quando se trata de falar sobre sua saída da Ucrânia, a vinda para o Brasil, sua vida por aqui e seus desejos de um dia voltar para rever o que deixou na época da segunda guerra.

Foi então que aflora a sensibilidade do cineasta e ele decide buscar recursos para propiciar que IVÀN faça o caminho inverso em sua vida, ou seja, volte para a sua Ucrânia.

Guto surpreende IVAN e o leva para seu berço. Lá, ele revê amigos e principalmente familiares que até então julgava nunca mais veria.

Lá, passeia pelos Girassóis e reencontra a casa onde nasceu.

Lá, tem a oportunidade de falar sobre sua vida desde a saída e como viveu e vive neste Brasil.

Lá chorou de emoção e de alegria.

Na verdade, IVAN BOJKO é o ator de um filme que retrata o caminho percorrido por muitos ucranianos que por certo em condições semelhantes, senão piores para este Brasil vieram numa fuga que tinha como principal objetivo salvar a vida.

No filme, IVAN BOJKO consegue o que muitos almejaram e não obtiveram sucesso ou o que muitos igualmente conseguiram, ou seja, voltar e ver o que deixou e como tudo e todos ficaram e por consequência como tudo e todos hoje se encontram.

IVAN BOJKO é o herói que não salva ninguém, não retoma o mundo de vilões poderosos, não pula de prédios e nem voa. IVAN é o herói do filme porque com sua voz cansada mas afetuosa, seu olhar firme mas carinhoso retrata a saga de muitos homens e mulheres que antes e depois dele para cá vieram.

Assistir ao filme não significa apenas ver a saga de IVAN, mas se permitir substituir o ator principal por tantos outros atores que em momento algum foram coadjuvantes, mas poderiam sim dividir a tela com IVAN.

Guto Pasko achou um ator e tanto para mostrar numa vida o que tantas outras passaram.

Guto Pasko foi sensível em achar na história de IVAN BOJKO a história de tantas pessoas que imigraram para este Brasil vindas da Ucrânia e não tiveram a oportunidade de contar adequadamente seus dias difíceis nem os mais alegres, pois já se foram.

IVAN, o filme, nos permitirá viajar com muita gente além de IVAN BOJKO, basta termos um pouco da sensibilidade de Guto Pasko.

SLAVA IKRAINII

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”Cativas – Presas Pelo Coração”, de Joana Nin, comove ao mostrar as relações amorosas de mulheres com presidiários.

Matéria publicada no Jornal Gazeta do Povo de 11.08.2015.

“Todas as cartas de amor são ridículas ou não seriam cartas de amor”, escreveu Fernando Pessoa pela pena de seu alter ego Álvaro de Campos.

Talvez a definição não faça justiça às centenas de cartas ornadas com rosas e pores do sol desenhados à canetinha e perfumadas com os sabonetes baratos que são remetidas todas as semanas da Rua das Palmeiras sem número, o endereço da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara.

Trágicas e comoventes, essas cartas são o único meio de contato entre os muitos casais de mulheres livres com homens encarcerados na PCE que compõem a linha narrativa de “Cativas – Presas Pelo Coração”, da diretora Joana Nin. O documentário será lançado nesta quinta-feira (13), no Cineplus Jardim.

O filme chega ao circuito comercial 14 anos depois de ter sido idealizado por Joana e uma equipe que inclui as produtoras curitibanas Moro Filmes e Sambaqui Cultural, mais o canal pago GNT.

“É o tipo de projeto que pessoas sãs teriam abandonado. São muitos anos lutando contra muitas barreiras além daquelas que normalmente enfrentam os longas documentais”, diz Joana.

O projeto teve início em 2001, com a ideia que deu origem ao curta-metragem “Visita Íntima”, de 2004, mostrando a rotina de visitas de mulheres aos presos na PCE.

O longa-metragem consegue expandir esse argumento e retrata o cotidiano sofrido de 13 mulheres cujo “grande amor” está cumprindo pena.

Para a cineasta, ainda que o filme faça uma reflexão sobre o sistema penitenciário, ele “é basicamente sobre mulheres e a forma feminina, loucas e humanas, de amar”. “O filme mostra como elas conseguem acessar o cárcere pela via do afeto, sendo que a gente, quando olha para o cárcere, pensa em tudo menos no afeto”, diz Joana.

“Cativas” fez opções narrativas ousadas até o limite do cinema documental.

Há, por exemplo, um casamento entre um detento e uma das personagens com direito a véu, grinalda, padrinhos, brindes e bolo de noiva. Há ainda a recriação da cena em que dois presos compõem com textos e desenhos cartas como as que costumam mandar às suas parceiras todas as semanas.

“Essa cena é documental. Ainda que a cela tenha que ter sido recriada numa ala desativada, pedi para os presos trazerem coisas da cela para recriarem o ambiente de como poderia ter acontecido”, explica Joana.

Há ainda o registro de uma relação sexual durante uma das visitas íntimas – registrado de forma sutil e poética – que torna o filme único.

“Não sei se existe algum filme documental no mundo que apresenta uma cena de sexo no meio da cadeia”, observa Joana. “Eu ‘puxei’ 14 anos de cadeia. Fui ‘cativada’ pelo tema e não pude deixar passar, pois creio que ninguém no Brasil tenha 12 anos de pesquisa em uma mesma unidade e consiga mostrar esse universo como ele é mesmo”, diz Joana.

“Cativas – Presas Pelo Coração”

Filme estreia nesta quinta-feira (13) com sessões às 17h30 e 21h no Cineplus Jardim das Américas (João Doetzer, 555 – Jardim das Américas).

Além de “Cativas”, a distribuidora Moro Filmes lança em 2015: o novo filme de Guto Pasko (sobre o refugiado ucraniano Iván Boiko, ainda sem título), “As Fábulas Negras” e “Caçadores de Espécies e o Símbolo Secreto”.

Link da matéria:
http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/cinema/documentario-retrata-os-dificeis-amores-separados-pelo-carcere-9es77sh4t300l1ae51ktgbzmu

Assista ao trailer de “Cativas”:

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Vinda de Fátima Toledo para workshop com atores e diretores estimula momento de destaque da atuação local.

A cada novela que entra no ar, aumenta o número de atores curitibanos no elenco. A explosão da atuação local vem sendo estimulada pelas diversas escolas da cidade e por iniciativas voltadas ao mercado do Rio e de São Paulo.

Uma delas aconteceu nessa férias, quando a preparadora de elenco Fátima Toledo foi trazida para ministrar oficinas a dois grupos, num total de 40 atores, estudantes e diretores. Foram horas de muita dor e sufoco – o “método”, como é conhecido o processo de trabalho dessa veterana, envolve longos períodos de concentração a partir de técnicas da bioenergética, e, o que pode ser pior, confrontar-se consigo mesmo.

“Ela faz a gente ver o nosso ‘duplo’, como num espelho, e às vezes isso assusta”, pondera o cineasta e ator Guto Pasko, um dos alunos de Fátima durante uma semana de oficina.

Em conversa com a Gazeta do Povo, a preparadora contou que seu sistema foi desenvolvido a partir de sua própria frustração. “Eu não ficava satisfeita com o resultado dos atores”, confessa. Aos poucos, seu método “foi acontecendo”, e ela firmou sua convicção de que, em sala de ensaio, ninguém deveria ficar matutando sobre como construir um personagem, de fora para dentro. “Percebi que o importante era ter presença. Se revelar, para revelar o personagem”, conta.

Já são mais de 50 filmes cujo elenco ela orientou, começando com “Pixote, a Lei do Mais Fraco”, quando o diretor Hector Babenco a introduziu no mundo dos “coaches” de ator.

Ao longo dos muitos workshops que ministrou, castings escolhidos e elencos orientados, conquistou fama de malvada – que ela refuta. “É um mito que eu deixo com hematoma… prendo num quarto escuro, faço velhinha empurrar parede durante duas horas”, brinca. “É mais o sofrimento da descoberta de si próprio.”

No caso de Pasko, o interesse era, além de atuar melhor, saber como extrair mais dos elencos que escolhe para seus filmes.

Em Curitiba, ele conta que se depara com muitos atores despreparados para atuar diante das câmeras, inconscientes de que o audiovisual exige um trabalho muito diferente do que no palco. “O mais comum é o ator de teatro começar a gritar na cena”, brinca Pasko. “Eu busco uma maior naturalidade.”

Oportunidade

O mercado local também tem seus momentos de pico. O próprio Guto Pasko tenta levantar, por esses dias, dois filmes e uma minissérie de televisão, projetos em que irá trabalhar com atores locais.

Matéria publicada no jornal Gazeta do Povo de 02/08/2015. Por Helena Carnieri.
http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/teatro/silencio-atores-em-treinamento-5jimu6ripnvp4otod341hdnir

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Filme de Guto Pasko retrata a história de Iván Bojko, que retorna à Ucrânia 68 anos após ser retirado pelos nazistas.

Publicado no Jornal Gazeta do Povo em 30.07.2015.

O cineasta paranaense Guto Pasko decidiu dar ao público a oportunidade de definir qual será o título de seu novo filme. O documentário conta a história de Iván Bojko, ucraniano que deixou o país após a invasão dos nazistas, mudou-se para o Brasil e retorna à terra natal 68 anos depois.

No site do filme, os internautas podem escolher entre cinco títulos para o filme. O mais votado deverá ser dado ao documentário, que estreia nos cinemas em novembro.

Guto Pasko dirigiu, entre outras produções, o documentário “Made in Ucrânia”, sobre a imigração ucraniana no Brasil.

Link matéria no jornal:
http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/cinema/publico-vai-escolher-titulo-de-documentario-sobre-ucraniano-5f4b89bvgg8a8ohirie70a2al

Assista ao trailer:

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Guto Pasko, Imprensa, Notícias

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A emissora de TV Pública do Estado E-Paraná exibiu matéria especial sobre os 14 anos da produtora GP7 Cinema, dando destaque para as produções recentes de conteúdo para televisão e cinema.

São mais de 35 obras audiovisuais produzidas ao longa da história da produtora e nos últimos cinco anos de atuação o foco principal tem sido a produção de conteúdo para emissoras de TV.

Somente para a RPC TV (afiliada TV Globo no Paraná) a GP7 Cinema produziu 23 episódios de TV ficção para o quadro Casos e Causos, além da minissérie de época “Colônia Cecília – Uma História de Amor e Utopia”, que retrata a história da única experiência (real) anarquista da América Latina, idealizada por imigrantes italianos no município paranaense de Palmeira, entre 1890 e 1894.

Esse know how adquirido nesse período deu confiança para a produtora alçar voos maiores. Nos últimos dois anos uma equipe de 09 roteiristas parceiros da GP7 Cinema está trabalhando no desenvolvimento de uma carteira de 10 projetos de séries para TV de diferentes tipologias, visando atender as grandes emissoras do eixo Rio-São Paulo, principalmente os canais por assinatura, que desde a entrada em vigor da Lei 12.485/11, estão tendo que cumprir uma cota mínima de 3,5 horas semanais de conteúdo audiovisual brasileiro independente em suas grades de programação.

Essa nova janela que se abriu no mercado audiovisual brasileiro é a grande aposta da GP7 Cinema para se consolidar no mercado como produtora de ponta na produção de conteúdo de qualidade. A meta da produtora é se tornar referência nacional entre as produtoras do sul do Brasil aptas a atender todas as emissoras de grande porte do país, tanto os canais nacionais quanto estrangeiros, sejam emissoras de TV por assinatura ou abertas. Hoje a estrutura técnica e humana da GP7 Cinema está preparada para atender essa demanda.

Foi destaque também na matéria do E-Cultura a produção internacional do longa-metragem “Iván – De Volta Para o Passado”, filmado no Brasil, Alemanha e Ucrânia. O documentário retrata a história de vida do imigrante ucraniano Iván Bojko, refugiado de segunda guerra mundial, que vive em Curitiba. O filme foi selecionado na Chamada Pública PRODECINE 03/2013 e entrará em cartaz nas salas de cinema de todo o país ainda em 2015.

Confira a matéria na integra no link abaixo:

Veja o making of da produção da minissérie “Colônia Cecília”.

Confira o trailer do longa “Iván – De Volta Para o Passado”.

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Casos e Causos, Cursos Atores, Guto Pasko, Imprensa, Making Of, Notícias

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Neste domingo, 13, vai ao ar no Casos e Causos da RPCTV, afiliada TV Globo no Paraná, o episódio “Sonhos Adaptados”, vigésimo segundo filme  produzido pela GP7 Cinema para a emissora.

O filme narra a história de Cláudio, dono de um sebo que sonha em publicar seu próprio livro. Ele contrata Fabrício, um jovem que sonha em criar histórias em quadrinhos. Depois de começarem uma amizade… atrapalhada, Cláudio acaba recebendo uma inesperada surpresa envolvendo sua obra.

No elenco estão os atores paranaenses Elter Correia, Renet Lyon, Ed Canedo, Filúvio Gardel e Daphne Garcez.

O quadro Casos e Causos vai ao ar em rede estadual no Programa Revista RPC no domingo a noite, depois do Fantástico.

O roteiro é de Tiago Lipka e Felipe Rocha. A direção é de Tiago Lipka e a direção geral de Guto Pasko.

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Cursos Atores, Guto Pasko, Imprensa, Notícias

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Curso terá metodologia prática, com gravações de cenas individuais e em grupo em todas as aulas.

A GP7 Cinema, responsável pela produção de diversos episódios de Casos e Causos da RPCTV, abriu inscrições para turma adicional do módulo avançado do “Curso de atores para TV e Cinema” com o diretor de televisão e cinema Guto Pasko.

O curso acontecerá de 20 janeiro a 26 de fevereiro, nas segundas e quartas-feiras, no período da noite (18:45h até 22:45h), e obedecerá a uma metodologia prática, com gravações de cenas individuais e em grupo em todas as aulas.

Os alunos contarão com diversos graus de dificuldades que simulam a realidade das mais variadas produções existentes no mercado de cinema e televisão (laboratórios e jogos de personagens, monólogos, cenas de filmes, seriados e novelas).

Informações e inscrições, pelo telefone (41) 3053 0673 ou E-mail: gp7@gp7cinema.com.

Notícia publicada no site do Jornal de Londrina em 16/01/2014.
http://1pg.com.br/gp7-cinema-promove-curso-de-atores/

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Guto Pasko registra momentos da viagem feita por descendentes à Ucrânia, em 2011.

Matéria publicada no CADERNO G do Jornal Gazeta do Povo em 24/03/2013.

2011 foi um ano muito especial para a Ucrânia. O país do Leste Europeu comemorou os 20 de anos de sua independência, depois de integrar, por quase 70 anos, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Do outro lado do Atlântico, no Brasil, celebrava-se outra data importante: os 120 anos da chegada da primeira leva de imigrantes ucranianos ao país, onde vivem em torno de 500 mil descendentes, número apenas menor do que o encontrado nos Estados Unidos (1,5 milhão) e Canadá (1 milhão).

Como parte das comemorações a esse marco na história da presença ucraniana no Brasil, uma comitiva composta por 186 integrantes viajou, há dois anos, ao país da Europa Oriental, percorrendo suas diversas regiões, participando de eventos festivos, alguns com a presença de autoridades de ambas as nações. No grupo, além de muitos descendentes, estavam alguns ucranianos há décadas vivendo no Brasil, e que jamais haviam retornado à terra natal, e até dois grupos curitibanos de música e dança folclórica: o Barvinok (da Sociedade Ucraniana) e o Poltava, do clube que leva o mesmo nome.

Também a bordo dessa comitiva estavam os cineastas Guto Pasko e Andréa Kaláboa, que, apesar de terem levado com eles equipamentos para registrar os vários momentos da viagem e das comemorações, não pensavam, em princípio, na ideia de produzir um filme. A experiência, no entanto, foi tão memorável em vários aspectos, que a dupla (além de sócios na produtora GP7 são namorados) se empolgou. Foram registradas em torno de 75 horas de imagens, que mostram desde momentos mais íntimos de descontração compartilhada pelos viajantes até cerimônias oficiais das quais partciparam. Desse material todo, nasceu o documentário Sim, Também Somos Ucranianos, que depois de 357 horas de edição, deve entrar em breve em fase de finalização, tão logo os diretores e produtores consigam levantar os recursos necessários para esse fim, estimados em cerca de R$ 30 mil – o orçamento total do longa deve ficar em trono de R$ 120 mil.

“Russificação”

Pasko vem dedicando parte substancial de seu trabalho como diretor a obras que abordam de forma direta ou indireta a sua ascendência. Em Made in Ucrania (2006), documentário depois transformado em série para a televisão, ele faz um resgate histórico da imigração ucraniana no Paraná. Já em Iván – De Volta para o Passado (2011), ele acompanha o tocante retorno de Iván Bojko, que deixou a Europa em 1948, na juventude, ao país onde nasceu, e seu reencontro com a família que deixou para trás.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Pasko conta que, para boa parte dos integrantes da comitiva, principalmente para os muitos que foram pela primeira vez à Ucrânia, a experiência de 2011 foi muito emocionante, como não poderia deixar de ser, mas também um pouco perturbadora, uma vez que encontraram um país moderno, muito diferente daquela terra ancestral idealizada, construída a partir de relatos por vezes transmitidos de geração em geração, cheios de nostalgia.

Ele conta que a Ucrânia contemporânea, apesar de teoricamente independente há duas décadas, ainda é profundamente influenciada pela força imperialista da Rússia. O idioma da gigantesca vizinha rivaliza com a língua local, também de raiz eslava, e se impõe entre os jovens e até mesmo em instâncias do poder público e da vida uinversitária. Ao ponto de ter emergido, diante desse acelerado processo de russificação, uma campanha popular em defesa da cultura e da língua locais, intitulada “Sim, Somos Ucranianos”, de onde nasceu o nome do filme de Pasko e Andréa, Sim, Também Somos Ucranianos.

Por Paulo Camargo
http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=1356520